Em gestão corrente ...como o País...

Dezembro 07 2008

 

Breve

   

 

Breve

o botão que foste

e o pudor de sê-lo.

   

Breve

o laço vermelho

dado no cabelo.

  

Breve

a flor que abriu

e o sol mudou.

 

Breve

tanto sonho findo

que a vida pisou.

 

João José Cochofel, in

"366 poemas que falam de amor", organização de Vasco Graça Moura, Quetzal Ed., Lisoa, 2004

  


 


Maio 11 2008

     

TARDE

 

 

Teus olhos húmidos eram lagos

em que nosso desejo se mirava.

Tua boca entreaberta era a mensagem

do teu corpo moço que se dava. 

Teu hálito quente

embrulhado de desejo

vinha de não sei lá que profundezas

em que de amor tuas entranhas se abrasavam.

E havia, amor, a envolver-nos,

essa solidão enorme

entre pinheiros, céu e terra quente

da tarde que dorme ... 

João José Cochofel

in "Obra Poética"

     


 

emgestaocorrente às 17:24

Maio 31 2007

          

Há uma ave que rompe do teu corpo

e desaparece a voar.

Gaivota, andorinha, cotovia?

Veio beber e soltou-se.

Deixa uma ânsia latente

a estremecer no ar.

    

   

João José Cochofel

in "Obra Poética"

  

 


 

emgestaocorrente às 23:28

Janeiro 22 2007

 

TARDE

 

Teus olhos húmidos eram lagos

em que nosso desejo se mirava.

Tua boca entreaberta era a mensagem

do teu corpo moço que se dava.

Teu hálito quente

embrulhado de desejo

vinha de não sei lá que profundezas

em que de amor tuas entranhas se abrasavam.

E havia, amor, a envolver-nos,

essa solidão enorme

entre pinheiros, céu e terra quente

da tarde que dorme ...

 

João José Cochofel

in "Obra Poética"

 


 

 


emgestaocorrente às 22:27

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