Este fim de semana fui ao sótão e dei de caras com a colecção de discos em vinil,
já cheios de pó mas ainda com aquele charme que as capas lhes conferiam
e que os pequenos CDs não conseguem dar-nos.
Relembrei cantores e, principalmente, cantautores já caídos em esquecimento.
Entre eles, este trovador ferozmente individualista,
quase sempre ele sózinho, a sua guitarra, a sua voz e os seus poemas
(ou de grandes poetas contemporâneos).
As músicas e a voz um pouco monocórdicas, a palavra quase sempre muito sarcástica
mas, simultâneamente, ternurenta.
Com os discos apreendidos pela policia politica, vá-se lá saber porquê,
é uma saudade dos meus anos sesenta.
Aqui o apresento aos meus leitores que, na sua maioria, não são desses tempos.