Em gestão corrente ...como o País...

Abril 14 2008

         

   Um excelente editorial de José Manuel Fernandes no "Público" de hoje.

   A ler na totalidade.

       

Uma coisa é combater a fraude e a evasão fiscal. Outra coisa é cobrar impostos sem conta, peso e medida.

...    

Em Portugal, criou-se a ideia de que todos fogem ao fisco excepto os trabalhadores por conta de outrem, que não podem fugir. Esse discurso levou ao aumento da pressão da máquina, mas de forma que também provocou o aumento do número de queixas junto do Provedor de Justiça, que produziu um relatório onde apontou para abusos dos serviços oficiais que resultam, por regra, em prejuízo para o contribuinte.

... 

Mas pouco se fala da forma como o nosso sistema fiscal é draconiano a cobrar juros sobre as dívidas fiscais (fá-lo à taxa usurária de um por cento ao mês, ou seja, numa taxa composta de 12,7 por cento ao ano...) e relapso a repor o que cobrou a mais, aplicando às suas dívidas apenas uma fracção dos juros que cobra. Mas esta é apenas uma das muitas iniquidades de um sistema que trata os cidadãos, por regra, como criminosos até prova em contrário. Sobretudo os que não podem recorrer a advogados, têm menos possibilidades de se defender e conhecem pior a lei, nem chegando a perceber que estão a ser vítimas de uma máquina cada vez mais implacável e, também, injusta.

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Se não há almoços grátis, também não há milagres, razão pela qual o aumento da carga fiscal suportada pelos portugueses (só com este Governo passou de 22,8 por cento para 24,8 por cento de toda a riqueza gerada no país) não se explica pelo aumento de alguns impostos, mas pela forma como a administração fiscal tem cortado a direito, muitas vezes recuperando dívidas reais, muitas outras maximizando as cobranças para além do que a lei permite.

...

Sobretudo quando, nas repartições de Finanças, as instruções são para não negociar o pagamento em prestações de dívidas fiscais, recomendando antes aos devedores que recorram a empréstimos bancários. E, nos balcões de muitas instituições bancárias, são cada vez mais os contribuintes que, sem terem cometido outro crime para além de estarem a enfrentar mais encargos com os juros da compra da sua casa ou terem visto diminuir os seus rendimentos reais, têm dificuldades em pagar o acerto no IRS. Ou que estão a ir à banca porque o Estado não lhes pagou ainda dívidas mas já lhes está a cobrar o imposto sobre verbas que não receberam, como também acontece.

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emgestaocorrente às 18:20

Abril 10 2008

   Do Blasfémias, rapinei este post que tem toda a razão de ser.

   A ler com atenção.     

O coração de Sócrates e o não-se-sabe do PSD

Publicado por CAA em 10 Abril, 2008

O primeiro-ministro disse esta quinta-feira, em Abrantes, que a educação «está no coração» do Governo. Para o seu maior era uma «paixão». Os resultados são os que se sabem. O PS, hoje e sempre, não consegue perceber que este sistema falhou e julga que derramando milhões em cima do descalabro a coisa melhora…

Que bom seria se o PSD apresentasse uma renovação completa das suas ideias acerca deste tema. Algumas sugestões: descentralização completa do sistema de ensino, fortíssima autonomia das escolas (incluindo selecção própria dos docentes), hierarquização da estrutura escolar, banimento efectivo das teses do ‘eduquês’, estabelecimento de uma lógica de mérito e de recompensa do esforço dos alunos, e, ainda, dupla possibilidade de escolha para as famílias: da escola pública preferida (independentemente do lugar da residência ou trabalho dos pais) e do tipo de escola com o cheque-educação. Para quando?


Abril 09 2008

          

Do Diário de Noticias de hoje: 

         

Arrumador processa Rui Rio por difamação


JOÃO PAULO MENDES

   

      Carlos Moreira, 53 anos, não gostou de ver a sua foto em revista camarária

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, foi ontem constituído arguido na sequência de uma queixa-crime apresentada por um arrumador, que não gostou de ver a sua fotografia publicada na revista do município a arrumar automóveis. O autarca, acusado de difamação, ficou sujeito à medida de coacção mais leve - termo de identidade e residência.

Contactado pelo DN, o queixoso disse ter feito a denúncia ao Ministério Público a 27 de Julho do ano passado, após ter visto a revista no Teatro Rivoli, por ocasião da estreia do musical Jesus Cristo SuperStar , encenado por Filipe La Féria. "Aparecer naquela fotografia foi o mesmo que me chamarem toxicodependente", explicou Carlos Moreira, de 53 anos e residente no Porto. "O que eu sou é doente. Estou a aguardar por uma segunda cirurgia à coluna, onde tenho uma hérnia discal", disse, acrescentando que, "na altura que tiraram a fotografia não houve autorização para a publicarem".

Carlos Moreira é um arrumador conhecido de quem vive e trabalha na Rua de Gonçalo Cristóvão onde, quase todos os dias, "ajuda" condutores a estacionar em troca de alguns euros. O chapéu é a imagem de marca deste homem que chegou a estar ao abrigo do Programa Porto Feliz
...

   A fotografia, publicada na edição de Julho de 2007 da revista Porto Sempre, ilustra um trabalho sobre o fim do Programa Porto Feliz, intitulado Governo suspende tratamento de "arrumadores". "Fui constituído arguido por ter saído uma fotografia na revista da Câmara Municipal do Porto de um arrumador que, por sinal, está com o chapéu enterrado na cabeça até ao nariz e nem se reconhece quem possa ser", disse o autarca, revelando que desde que assumiu a liderança do executivo já foi ouvido três vezes no DIAP . "Antes, nunca cá tinha entrado", disse.

     

   O que acabaram de ler é tão absurdo que os únicos comentários que apetece fazer é aplicar alguns palavrões a estes "agentes judiciários" que instruem processos e marcam julgamentos a anciãs acusadas de furtarem cremes hidratantes no Lidl (sim, essa inocente e cândida cadeia de supermercados que contrata detectives para espiolhar a vida privada dos seus funcionários) no valor de 1,2 €, que deixam prescrever processos no valor de dezenas de milhões de € Partex , UGT ), que libertam assassinos confessos (morte de um inspector da Policia Judiciária) e que mandam prender sargentos que fizeram o que os pais biológicos não quiseram fazer (até serem obrigados legalmente e depois de se aperceberem que poderiam receber choruda indemnização )!

   Francamente!

   Arguido? Com termo de identidade e residência?

   Pela publicação de uma fotografia de um dos inúmeros parasitas que por toda as terras se dedicam a esportular moedas aos cidadãos que cedem com medo das represálias dessa cáfila (riscos nas pinturas, pneus furados, etc )?

   Mas estão a gozar com quem?

   Connosco , cidadãos contribuintes que somos obrigados a pagar os mais altos salários da função pública a tal gente?

   Haja Deus!

    

 

 



Abril 05 2008

    

   No culminar de uma longa e diversificada carreira como principal tractor do aparelho do PS, Jorge Coelho, esse prestigiado  e experiente empresário e gestor de empresas, vai ser nomeado como Presidente da construtora Mota-Engil , pelo que, alegando falta de tempo, vai deixar de fazer propaganda semanal ao governo e a José Sócrates na "Quadratura do Círculo" (SIC-Noticias , 4ªs à noite).

   Para o seu lugar avança António Costa, outro experiente publicitário do José Sócrates, actualmente Presidente da Câmara de Lisboa.

   A Câmara de Lisboa será tão fácil de dirigir que ao seu Presidente sobra o tempo?

   Haja Deus!

   

 



Abril 05 2008

    

   Jorge Coelho, esse prestigiado empresário e gestor de empresas, que por mero acaso se mudou da UDP para principal dirigente do aparelho do PS, com uma casual, e também por acaso, passagem pelo Ministério das Obras Públicas, vai ser nomeado Presidente do Conselho de Administração da Mota-Engil .

   Por acaso, o governo PS acaba de anunciar concursos de obras públicas no valor de muitos milhares de milhões de € para os próximos tempos.

   Haja Deus!

   


 

emgestaocorrente às 14:09

Março 21 2008
De Ariana Moleiro a 12 de Março de 2008 às 00:27
Veja-se como, após quase 200 anos, tudo está tão na mesma que mete dó!

As Farpas de Eça de Queirós (1871)

Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agiotagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições. A população dos campos, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinhas e de vinho, trabalhando para o imposto por meio de uma agricultura decadente, puxa uma vida miserável, sacudida pela penhora; a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva unicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padres-nossos maquinais. Não é uma existência, é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul, no Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado

- e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!
                             

   A minha sobrinha Ariana, há dias, a propósito de um post que publiquei neste blogue enviou-me este texto de "As Farpas" de Eça de Queiroz, referente ao Prtugal de 1871.

   Surpreendentemente, o texto conserva uma total actualidade e se Eça de Queiroz ainda estivesse vivo, de certo não lhe mudaria uma virgula!

   Um beijo para a Ariana e os desejos de uma Boa Páscoa.

   PS: os beijos e os desejos de Boa Páscoa são extensivos às restantes meninas do Comercial da SIC ( e os desejos de melhoras dos pais).

    

 




Março 20 2008

                     

     

A propósito do post anterior,

ver este vídeo

             

emgestaocorrente às 23:46

Março 19 2008

     

  Com pompa e circunstância José Sócrates foi à Assembleia da República anunciar esta extraordinária medida: os idosos vão passar a pagar apenas metade das taxas moderadoras nos hospitais e centros de saúde.

   Esqueceu-se de dizer que 80% desses idosos sempre estiveram isentos dessas taxas!!!

  Os outros 20% vão pagar por igual, sejam banqueiros ou modestos funcionários aposentados! (socialismo oblige).

   O impacto desta medida, segundo Sócrates, é de 5 milhões de €/ano; o orçamento da saúde é superior a 2 mil milhões.

   Obrigado José Sócrates!

     


 

  

emgestaocorrente às 21:37

Março 19 2008

19 Março 2008

diálogos blogosféricos


Se nos Jogos Olímpicos se incluísse a modalidade da luta pela liberdade e pelo direito à autodeterminação, este seria um atleta medalhado na próxima edição, em Pequim. Como não é, ele ficará a comer porrada comunista, daquela boa que aos operários e camponeses cai em cima do lombo para serem felizes, enquanto nós vibraremos com o salto à vara e a maratona. Porque desporto é desporto, política é política. E, por isso mesmo, é que os próximos Jogos são em Pequim pois na China uma coisa nunca se mistura com a outra. Lá, são os negócios quem mais ordena. João Tunes

            
vamos mazé tar caladinhos, nada de manifs e petições a incomodar os senhores, que os jogos olímpicos são já daqui a uns meses e gastou-se muito dinheirinho em patrocínios e direitos de transmissão.
Animal


Março 05 2008

    

   Luís Filipe Meneses, em entrevista ao Jornal de Noticias, afirmou que o PS e o "Eng.º" Sócrates não merecem estar no governo nem à frente nas sondagens.

   Toda a gente de acordo!

   O mais espantoso é que o Dr. Meneses também afirmou que o PSD ainda (sublinho o "ainda", que em quase todas as citações tem sido escamoteado) não merece passar para o 1º lugar nas sondagens.

   Este é o drama do país!

    


 


Março 03 2008

   

   Do blogue A ver o mundo, rapinei este post que mostra como há gente para tudo e disposta a ser " a voz do dono". Exemplar! Tais pais, tais filhos!

   E já agora: lembram-se da guerra dos "ecologistas" aos eucaliptos? E já pensaram porque é que havendo cada vez mais eucaliptos em Portugal as Quercus todas que para aí andam se calaram e, de um momento para o outro, o problema deixou de existir?

   E lembram-se do tempo em que, meses a fio, os telejornais abriam com as imagens dos novos "mártires" da ecologia a amarrarem-se às máquinas de plantação dos eucaliptos, um pouco por todas as serras do país?

   Pois dêem-se ao trabalho de ver que tachos é que esses meninos hoje ocupam, que assessorias e sinecuras lhes pagam, a peso de ouro, os seus doutos estudos e conselhos e tentem descobrir que subsídios (e atribuídos por quem) recebem essas organizações "ecologistas".

   Dou-vos uma pista: comecem a vossa investigação pelas contas das fábricas de celulose...  

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

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post -title>CONFAP e a sociedade civil

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Para que serve a sociedade civil em Portugal? A resposta será sempre embaraçosa. Tomemos o exemplo da CONFAP (confederação de associação de pais) dirigida pelo sr . Albino Almeida. À partida dir-se-ia um bom exemplo de iniciativa da sociedade civil. Mas se olharmos para o seu orçamento descobrimos como tudo está inquinado. No ano de 2006, recebeu do Ministério da Educação mais de 150 mil euros e das quotizações dos seus associados, pasme-se, 1302 euros (cf. aqui). Não admira que apareça ao lado da ministra no conflito que opõe governo/professores. A CONFAP é apenas mais um exemplo, ainda por cima lamentável, da fragilidade e da artificialidade da “sociedade civil” portuguesa.

 

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post -footer-line post -footer-line-1">post -author>Postado por JCM post -timestamp>em 17:39

   



Março 03 2008

    

   Foi anunciado esta tarde, pelas famílias das quase 6 dezenas de vitimas da ponte de Entre-os-Rios, a desistência dos processos de indemnização.

   A razão apresentada baseia-se na ausência de atribuição de responsabilidades pelo sucedido por parte da "Justiça" portuguesa.

   Com efeito, 7 anos após o trágico acontecimento, os Tribunais ainda não foram capazes de (ou não quiseram ) atribuir responsabilidades pelos anos de desleixo a que aquela ponte foi votada (como foi comprovado pela passagem de vídeos , na TV, de sucessivas inspecções que chamavam a atenção para o eminente perigo de derrocada da ponte).

  O representante das famílias enlutadas declarou que estas tinham perdido a confiança na Justiça portuguesa!

   Ora aqui está alguém que ou regressou há pouco do estrangeiro ou tem andado a dormir, sem dar conta do país em que vive!

   E já agora. há hospitais que também estão em perigo de derrocada a qualquer momento, a tutela sabe, mas mantém-se impávida e serena; há sempre a esperança de não acontecer nada enquanto estão no governo e se acontecer, têm a garantia que os tribunais adormecem sobre o assunto...

    


emgestaocorrente às 20:17

Março 03 2008

  

  A RDP (propriedade do Estado) possui uma estação de rádio - a Antena 3 - que por ser do Estado e prestar um serviço público, não emite publicidade.

  A RDP (propriedade do Estado) possui uma estação de rádio - a Antena 2 - que por ser do Estado e prestar um serviço público, não emite publicidade.

  A RDP (propriedade do Estado) possui uma estação de rádio - a Antena 1 - que por ser do Estado e prestar um serviço público, não emite publicidade.

  A RTP (propriedade do Estado) possui um canal de televisão - a RTP2  - que por ser do Estado e prestar um serviço público, não emite publicidade.

  A RTP (propriedade do Estado) possui um canal de televisão - a RTP1  - que por ser do Estado, prestar um serviço público e ser subsidiada por milhões e milhões de €, emite tanta ou mais publicidade que os canais privados que vivem única e exclusivamente das receitas publicitárias!

    Isto faz algum sentido?

   Luís Filipe Meneses, líder do PSD, em entrevista na SIC Noticias, afirmou que se vencesse as eleições retiraria a publicidade da RTP 1.

   Caiu o Carmo e a Trindade sobre as suas declarações.

   O PCP e o Bloco de Esquerda enfureceram-se; pelos vistos ficaram posessos por a Coca-Cola e as outras empresas "capitalistas, monopolistas e imperialistas!" não poderem propagandearem os seus produtos na televisão do Estado!

    O PS disse as banalidades do costume com a arrogância do costume (copiada do Sr. "Eng.º").

    Os contribuintes continuarão a pagar a pesada factura da conpensação pelo "serviço público" e ainda terão de suportar os infindáveis blocos publicitários com que a RTP 1 os brinda a todo o momento.

   Nesta história, onde é que está a loura?

    

 



Fevereiro 16 2008

     

   A continuar assim, o PSD arrisca-se a entrar mesmo em estado de estupor.

   Esta situação de estupor já é o estado em que muito militantes (mesmo entre os que apoiaram LFM , como eu) vêem o estado actual do PSD.

   O país, provavelmente , já se esqueceu do PSD.

   Maior tragédia que esta para a politica portuguesa não consigo imaginar.

   Leia-se o texto de José Pacheco Pereira no Abrupto.

         

15.2.08


JPP )

COISAS DA SÁBADO: ESTADO DE ESTUPOR

A palavra “estupor” tornou-se um insulto e, mesmo como insulto, está a cair em desuso face a outros mais brutos, humilhantes e eficazes. Mas “estupor” é uma palavra com uma velha história médica. Significa uma forte diminuição das funções intelectuais, acompanhada de uma espécie de catatonia física. Até vem na Wikipedia . Os tratados médicos dizem-nos que o indivíduo em estado de estupor pensa que está bem, lá por dentro pensa numas coisas dispersas, mas não tem consciência da sua desconexão com o mundo exterior e “repete movimentos estereotipados”. O “estado de estupor” está algures entre o “estado onírico” e o “estado de delírio”, e não é certamente bom para a saúde. Infelizmente é como o PSD está, em estado de estupor.

Já repararam que, na maioria das questões, o PSD não toma posição, não toma posição a tempo, promete tomar e depois esquece-se de tomar posição, ou qualquer destas três variantes? Nuns casos, parece que está à espera para ver o que dizem os jornais no dia seguinte. Noutros, os múltiplos comités de assessores, agências e sábios convidados para photo opportunities , ou não tem nada para dizer ou então estão à espera de ver o que os outros dizem para reagir, ou, como concordam com o governo, ou porque é matéria espinhosa, ficam calados e aconselham silêncio. A teoria do “estado de estupor” vigente no partido é que “é preciso não se cometer asneiras” e por isso fica-se calado a ver se se foge pelos interstícios dos telejornais, aparecendo porque é bom para os barómetros que são apareçómetros ”, mas sem se dizer nada. Claro que depois, de repente, há uns movimentos desconexos, também típicos do “estado de estupor”, com consequências desastrosas, que só reforçam os conselheiros da teoria catatónica como política, mais vale estar calado, a ver se o engenheiro se despenha por si.

O “estado de estupor” do PSD, o silêncio do PSD como partido de oposição é um dos factores mais perturbadores da vida política nacional.

Etiquetas: PSD


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© José Pacheco Pereira

Fevereiro 15 2008

   

   O Jornal Torrejano desta semana publica mais uma excelente e imperdível crónica de José Ricardo Costa que, aqui e com uma grande vénia, se transcreve:

       

Dizia-me há dias uma colega minha que as minhas crónicas andavam amargas, longe do humor e jovialidade de outros tempos.

Em vez de desanimar, decidi fazer-lhe a vontade e escrever alguma coisa mais bem disposta. Comecei então a pensar nalguns membros do governo para ver qual deles poderia contribuir para recuperar o meu alienado sentido de humor.

Eis senão quando dou por mim a levar um tremendo murro no estômago que me atira de novo para o tapete do pessimismo: o sentimento de horror perante as casas projectadas pelo engenheiro Sócrates na altura em que o engenheiro era mesmo engenheiro na câmara da Covilhã.

Murro fatal. Do tão ansiado riso passei de novo ao desespero, tendo pois a minha colega que esperar por novas oportunidades (esta saiu-me sem querer), até os normais circuitos neurológicos do meu cérebro deixarem de estar diluídos no fel do desgosto perante a ausência de gosto do ex-ministro do ambiente.

O meu primeiro pensamento foi de natureza psicanalítica. E toda a gente sabe que é de coisas tristes que se fala quando se fala de psicanálise.

Quando os pais de Sócrates se divorciaram, tinha ele 5 anos, ficou com o pai, arquitecto, na Covilhã, enquanto os dois irmãos foram com a mãe para Cascais. Ora, 5 anos é a idade do complexo de Édipo, aquela coisa dos rapazes matarem simbolicamente o pai.

Só que havia aqui um problema. Longe da mãe, não teria dado lá grande jeito matar o pai. Ora, é aqui que eu avanço com a minha arrojada teoria. Já que não o pôde fazer na altura própria, as horripilantes casas de Sócrates foram um mecanismo subconsciente de matar o pai arquitecto. Simbolicamente, claro, mas sobretudo de desgosto.

Sei lá, como se a Scarlett Johansonn, para não ficar parecida com mãe, fizesse uma plástica para ficar parecida com a Manuela Moura Guedes.

O próprio autoritarismo e mau feitio de Sócrates podem resultar de uma necessidade subconsciente de subjugar o pai, sobretudo depois deste o ter derrotado e humilhado enquanto número dois da lista do PSD à câmara da Covilhã.

Porém, não querendo eu explorar a vida privada do engenheiro, abandonei por completo tais especulações.

Mas a minha obsessão pelo pitoresco e autárquico sentido estético do ex-ministro do Ambiente não me largou. E foi isso que me fez pensar no sentido do seu sucesso político e social num país como Portugal.

O engenheiro, em popularidade, está bem acima do seu governo e do parlamento. Não deixa de ser estranho, se pensar que já não deve haver quem não se desmanche a rir sempre, e é quase sempre, que fala com aquele ar de quem se sente Moisés guiando o povo pelo deserto.

Só que, neste caso, mais no sentido da anedota judaica: guiando o povo de Israel pelo deserto mas para depois o largar no único sítio do Médio Oriente onde não existe petróleo.

Mas aí é que está. Na very, very Europe’s west coast, os seus projectos na Rapoula, Valhelhas ou Covadoude, são um fortíssimo motivo de orgulho. O gosto de Sócrates é o gosto dos portugueses. Ou, se quiserem: vice-versa.

As casas de Sócrates, numa altura em que ainda não vestia Armani, são um símbolo da portugalidade. Hoje, vestido de Armani, Sócrates, é o filho que todos os portugueses gostariam de ter, num tempo em que já não se sobe na vida a pulso mas à vara.

Apesar de ser mais conhecido por correr, Sócrates é o típico português que, na vida, conseguiu saltar à vara, qualquer coisa que afaga o inconsciente colectivo dos portugueses.

Saltar à vara, antigamente, era apenas uma modalidade desportiva. Hoje, significa subir na vida, subida que pode ir desde o sopé em Mogadouro até ao cume dos dois maiores bancos portugueses, bastando para isso fazer um estágio de alpinista no PS e um curso de Relações Internacionais da universidade Independente.

O engenheiro das casinhas da Guarda, tal como Armando de Mogadouro ou, em tempos, o seminarista de Santa Comba Dão, continua a ser um dos "nossos" em Lisboa. E os portugueses apreciam esses vestígios de provinciano que singrou num meio do qual se sentem arredados, de uma burguesia lisboeta e portuense que frequentou os melhores colégios e que no berço bebeu chá e comeu sopa de letras inglesas, francesas ou alemãs, em vez de sopinhas de leite e farinha Maizena.

Sócrates é insuportavelmente arrogante? Mas os portugueses gostam de políticos arrogantes. É por isso que aguentaram Salazar tanto tempo e deram a segunda maioria a Cavaco. É também por isso que gostaram menos de Caetano e de Guterres.

Tivesse ido o José para Cascais com a mãe e provavelmente não seria o José que conhecemos. Acho que teríamos hoje um arquitecto simpático em vez de um engenheiro arrogante.

Perdoe-me o jargão. Mas é mesmo caso para dizer que Freud explica.

    

josericardoccosta@gmail.com

  


Valhelhas Europe’s West Coast


Fevereiro 10 2008

     

   Só hoje dei conta deste post do "Edições Pirata"; aqui se publica com a devida vénia.

Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço

 


"Sócrates assinou durante uma década projectos da autoria de outros técnicos" in Público
Um indivíduo que não acabou o curso a assinar projectos de outros indivíduos que nunca o frequentaram.
Parece confuso, mas se somarem 5+3 verão que dá 11.

Etiquetas: Shame on you


 

     

Fevereiro 10 2008

    

   Música:

      www.clavedesolasol.blogs.sapo.pt

               

   Poesia:

      www.comversosmelevas.blogs.sapo.pt

         

   Artes Plasticas:

      www.obecodasartes.blogs.sapo.pt

       


emgestaocorrente às 14:20

Fevereiro 10 2008

     

   Está-se mesmo a ver que os betinhos bloquistas da manifestação são sócios  do Grémio Lisbonense, não está?

   Um post rapinado ao Blasfémias e a Helena Matos.      

           

         

Os manifestantes quererão ser senhorios do Grémio?
Publicado por helenafmatos em 9 Fevereiro, 2008
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Os senhores da foto (semanário SOL) insurgem-se contra a ordem de despejo determinada contra o Grémio Lisbonense. Para quem não saiba o Grémio Lisbonense ocupa dois andares no centro de Lisboa. Por esse espaço paga 333 euros de renda.Presumo que os senhores da foto estarão dispostos a adquirir as ditas instalações e a deixar manter-se lá pela mesma renda o dito Grémio Lisboense. A Câmara Municipal de Lisboa que declarou a utilidade pública do dito Grémio certamente que também pode contribuir. Ou até comprar o edifício e fazer um novo contrato com o Grémio pelos mesmos 333 euros.  Ou será que se considera que o senhorio do Grémio tem de arcar com os custos da “utilidade pública” mais a paixão que a associação suscita nestes manifestantes?
Neste caso encontram-se reunidos quase todos os ingredientes que levam à degradação dos edifícios do centro de Lisboa: rendas baixíssimas;  uma década em tribunal com recursos para o Constitucional e para o Supremo para se tentar efectuar um despejo ou fazer um novo contrato. Para efectuar o despejo o senhorio não deve alegar que a renda não chega sequer para pagar um seguro do edifício mas tem sim de ter meios económicos para se preparar para uma longa demanda nos tribunais onde terá de provar que  o inquilino vandalizou o edifício. No caso a acusação prende-se com o desaparecimento duns azulejos e a destruição do soalho mas mesmo que o inquilino não tivesse estragado nada com 333 euros de renda o senhorio conseguiria manter o soalho em condições? E restaurar os azulejos? Claro que não. Quem vandalizou o edifício é esta fantástica Lei das Rendas que no caso da Baixa de Lisboa condena à ruína os senhorios, os edifícios e também os inquilinos. Porque aquelas rendas de miséria que pagam levam a que vejam na mediocridade o seguro da  sua sobrevivência.
                

Fevereiro 10 2008

                                  

   O Blasfémias publica, hoje, este texto de Eça de Queiroz escrito em 1880 sobre a invasão do Afeganistão pelas tropas inglesas.

   Onde é que eu já vi esta cena?

      

«Foi assim em…..»

Publicado por Gabriel Silva em 10 Fevereiro, 2008

A propósito da situação no Afeganistão, onde pouco de concreto a intervenção da Nato tem conseguido, o Carlos Novais hoje recordou-me um texto de 1880 pleno de actualidade, pelo então diplomata Eça de Queirós.

«(…) Em 1847, os Ingleses – «por uma razão de estado, uma necessidade de fronteiras científicas, a segurança do império, uma barreira ao domínio russo da Ásia…» e outras coisas vagas que os políticos da Índia rosnam sombriamente retorcendo os bigodes – invadem o Afeganistão, e aí vão aniquilando tribos seculares, desmantelando vilas, assolando searas e vinhas: apossam- se, por fim, da santa cidade de Cabul; sacodem do serralho um velho emir apavorado; colocam lá outro de raça mais submissa, que já trazem preparado nas bagagens, com escravas e tapetes; e logo que os correspondentes dos jornais têm telegrafado a vitória, o exército, acampado à beira dos arroios e nos vergéis de Cabul, desaperta o correame e fuma o cachimbo da paz… Assim é exactamente em 1880.

No nosso tempo, precisamente em 1847, chefes enérgicos, messias indígenas, vão percorrendo o território, e com grandes nomes de pátria, de religião, pregam a guerra santa: as tribos reúnem-se, as famílias feudais correm com os seus troços de cavalaria, príncipes rivais juntam-se no ódio hereditário contra o estrangeiro, o homem vermelho, e em pouco tempo é todo um rebrilhar de fogos de acampamento nos altos das serranias, dominando os desfiladeiros que são o caminho, a entrada da Índia… E quando por ali aparecer, enfim, o grosso do exército inglês, à volta de Cabul, atravancado de artilharia, escoando-se espessamente por entre as gargantas das serras, no leito seco das torrentes, com as suas longas caravanas de camelos, aquela massa bárbara rola-lhe em cima e aniquila-o.

Foi assim em 1847, é assim em 1880. Então os restos debandados do exército refugiam-se em alguma das cidades da fronteira, que ora é Gasnat ora Candaar: os Afegãs, correm, põem o cerco, cerco lento, cerco de vagares orientais: o general sitiado, que nessas guerras asiáticas pode sempre comunicar, telegrafa para o vice-rei da Índia, reclamando com furor «reforços e chá e açúcar!» (Isto é textual; foi o general Roberts que soltou há dias este grito de gulodice britânica; o Inglês, sem chá, bate-se frouxamente.) Então o governo da Índia, gastando milhões de libras como quem gasta água, manda a toda a pressa fardos disformes de chá reparador, brancas colinas de açúcar e dez ou quinze mil homens. De Inglaterra partem esses negros e monstruosos transportes de guerra, arcas de Noé a vapor, levando acampamentos, rebanhos de cavalos, parques de artilharia, toda uma invasão temerosa… Foi assim em 47, assim é em 1880.

Esta hoste desembarca no Indostão, junta-se a outras colunas de tropa hindu e é dirigida dia e noite sobre a fronteira em expressos a quarenta milhas por hora; daí começa uma marcha assoladora, com cinquenta mil camelos de bagagens, telégrafos, máquinas hidráulicas e uma cavalgada eloquente de correspondentes de jornais. Uma manhã avista-se Candaar ou Gasnat – e num momento é aniquilado, disperso no pó da planície, o pobre exército afegã com as suas cimitarras de melodrama e as suas veneráveis colubrinas de modelo das que outrora fizeram fogo em Diu. Gasnat está livre! Candaar está livre! Hurra! Faz-se imediatamente disto uma canção patriótica; e a façanha é por toda a Inglaterra popularizada numa estampa, em que se vê o general libertador e o general sitiado apertando-se a mão com veemência, no primeiro plano, entre cavalos empinados e granadeiros belos como Apoios, que expiram em atitude nobre! Foi assim em 1847; há-de ser assim em 1880.

No entanto, em desfiladeiro e monte, milhares de homens, que ou defendiam a pátria ou morriam pela fronteira científica, lá ficam, pasto de corvos o que não é, no Afeganistão, uma respeitável imagem de retórica: aí, são os corvos que nas cidades fazem a limpeza das ruas, comendo as imundícies, e em campos de batalha purificam o ar, devorando os restos das derrotas.
E de tanto sangue, tanta agonia, tanto luto, que resta por fim? Uma canção patriótica, uma estampa idiota, nas salas de jantar, mais tarde uma linha de prosa numa página de crónica…

Consoladora filosofia das guerras!

No entanto a Inglaterra goza por algum tempo a «grande vitória do Afeganistão» com a certeza de ter de recomeçar daqui a dez anos ou quinze anos; porque nem pode conquistar e anexar um vasto reino, que é grande como a França, nem pode consentir, colados à sua ilharga, uns poucos de milhões de homens fanáticos, batalhadores e hostis. A «política», portanto, é debilitá-los periodicamente, com uma invasão arruinadora. São as fortes necessidades de um grande império. Antes possuir apenas um quintalejo, com uma vaca para o leite e dois pés de alface para as merendas de Verão…(…)»

    


 


Fevereiro 09 2008

Há uns tempos atrás, ainda no reinado de Santana Lopes, se não estou em erro, o Dr. Mário Soares disse que, caso não estivéssemos na União Europeia, já teria ocorrido um golpe militar. O dito não foi levado a sério por ninguém. No entanto, aquelas palavras deveriam ter alertado os espíritos para a crescente degradação da situação política do país. Quem frequenta a blogosfera, por exemplo, percebe que há, entre os blogues mais consultados – blogues que formam a opinião da gente da classe média entre os vinte e os quarenta anos –, muitos que fazem uma clara apologia do fim deste regime. Há uma cultura que cresce e que se instala, cultura essa que roça, muitas vezes, a apologia do autoritarismo político.

Digno de nota foi o artigo, publicado no passado sábado no Expresso, pelo general Garcia Leandro, o militar que dirige o Observatório de Segurança. O título é elucidativo: "A falta de vergonha". A que se refere o general? Ao "modo como se tem desenvolvido a vida das grandes empresas, nomeadamente da banca e dos seguros, envolvendo BCP e Banco de Portugal, incluindo remunerações dos seus administradores e respectivas mordomias, transformou-se num escândalo nacional, criando a repulsa generalizada." Refere também "a promiscuidade entre o poder político e o económico", a "falta de confiança que existe nos responsáveis políticos deste regime (sic)".

Mas o general diz mais. Não resisto a continuar as citações: "Se sinto a revolta crescente daqueles que comigo contactam, eu próprio começo a sentir que a minha capacidade de resistência psicológica a tanta desvergonha, (…), vai enfraquecendo todos os dias (sic)." E logo a seguir o general acrescenta: "Já fui convidado para encabeçar um movimento de indignação contra este estado de coisas e tenho resistido (sic)." E diz mais: "Mas a explosão social está a chegar. Vão ocorrer (sic) movimentos de cidadãos que já não podem aguentar mais o que se passa." E escreve, como uma espécie de paliativo: "É óbvio que não será pela acção militar que tal acontecerá, não só porque não resolveria o problema mas também porque o enquadramento da UE não o aceitaria; não haverá mais cardeais e generais para resolver este tipo de questões."

Parece que o Dr. Soares tinha razão. Tirando o enquadramento da UE, todas as outras condições para um golpe parecem reunidas: corrupção, políticos sem crédito, classes médias desfeitas, empobrecimento da população, insegurança e medo a crescer. A pergunta é então a seguinte: quanto vale a democracia portuguesa sem a Europa? Zero. Foi a isto que o bloco central conduziu o país. Uma crise que leve ao fim da União e a democracia portuguesa não dura dois dias. Como interpretar as palavras do general que dirige o Observatório de Segurança? Um grito de revolta? Não sejamos ingénuos. Foram um aviso. E quem te avisa teu amigo é.

        

   Nas últimas semanas tenho-me limitado a postar poesia pintura e música neste blogue.

   A siuação poliica, social e económica está de tal modo degradada que é penoso pensá-la e escrever sobre ela.

   

   Este post, do Prof. Jorge Carreira Maia, publicado no "Jornal Torrejano" desta semana aponta ao cerne da questão.

   Rapina-se, com a devida vénia.

  


A VER O MUNDO     http://averomundo-jcm.blogspot.com


 

As palavras do general


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