Em gestão corrente ...como o País...

Novembro 04 2008

       

   

António Ferrão,

óleo s/ tela, 114x146, 2005

   


 

emgestaocorrente às 22:17

Novembro 04 2008

 

Gestão no Reino Animal

   Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar.
   Produzia e era feliz.
   O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor
  produziria se fosse supervisionada.
   E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
   A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário de trabalho para entrada e saída da formiga.
   De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
   O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
   Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
   A formiga, de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!
   O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária trabalhava.
   O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete e substituir a iluminação por luz ambiente.
   A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de um computador portátil com placa 3,5G e de uma assistente (que trouxe consigo do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que deixou de cantarolar e a cada dia que passava se mostrava mais enfadada.
   Foi nessa altura que a cigarra convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo sobre o clima organizacional.
   Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a Unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
   A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía da seguinte forma:
"Há muita gente nesta empresa".
   Adivinhem quem o leão começou por despedir?
  A formiga, claro!!!... Porque "andava muito desmotivada e aborrecida e estava a criar mau ambiente de trabalho"!!!
   

 

emgestaocorrente às 22:03

Novembro 04 2008

  

   Vitor Constâncio, famosa luminária da economia democrática, é governador do Banco de Portugal desde os tempos da gelatina falante que fugiu do governo, após ter posto o país num pantano, para ir ocupar uma gaiola dourada (muito bem paga!) num lugar qualquer da ONU que o obriga a uma visita semestral a África para tirar meia dúzia de fotografias com uns pretitos esfarrapados e esfomeados.

   Manteve-se, vá-se lá saber porquê!, durante o tempo daquele senhor que viu o poder cair-lhe nas mãos sem saber como e que jurou que o Iraque estava atafulhado de armas de destruição massissa (como se veio a verificar!) enquanto negociava um tacho dourado na Europa com os senhores do mundo e da guerra.

   Fugiu do país como o antecessor que tanto criticara; o país é que, mais uma vez, não conseguiu fugir e continuou a afundar-se no pântano.

   Após um breve interregno, abrilhantado pelos gatos fedorentos, veio o Eng.º Chavez (da Independente) que acabou de afundar o país, mantendo o senhor Constâncio constantemente num dos mais bem remunerados lugares de gestão em Portugal.

   Esta autêntica gelatina vitalícia que se tem celebrizado por nunca acertar numa previsão económica e por fazer malabarismos sobre contas públicas e deficites da economia nacional a gosto dos seus camaradas partidários, tem dormido o sono dos justos, acordando para as desvergonhas praticadas por alguns bancos apenas meses depois dos jornais publicarem e denunciarem aquelas malfeitorias.

   Já assim foi com os escândalos do BCP, assim volto a ser com os escandalos do BPN, há anos tema de falatórios de toda a gente excepto daquela virginal e gelatinosa entidade reguladora!

   Agora que o sr. Eng.º Chavez já conseguiu nacionalizar ou dominar a administração da CGD, do BCP e do BPN, o melhor é reuni-los todos numa só administração e dar a sua presidência ao Eng.º, pois está na altura de ele fazer como os dois comparsas anteriores e fugir do pântano cada vez maior e mais lodoso.

   Haja Deus, que o povo já não aguenta mais!

 


 


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