Em gestão corrente ...como o País...

Outubro 30 2008

    

     


 

emgestaocorrente às 22:00

Outubro 30 2008

   

   Concordo com José Ricardo Costa em Ponteiros Parados

  

CAMARADA LAVOISIER

 
Se quisermos compreender a tragédia do ensino em Portugal, teremos de regredir até ao passado revolucionário, maoista e estalinista da actual ministra da educação.
 
A ilusão comunista que, na companhia do nazismo, conduziu aos maiores pesadelos do século XX, partia do pressuposto de que a realidade poderia ser transformada através de uma planificação laboratorialmente conduzida. A realidade podia ser a fome, a miséria, a repressão, mas o delírio utópico de muitos via nisso uma espécie de dores de crescimento, normais no caminho para o paraíso.

As estatísticas, os números, a propaganda, mostravam a superioridade do modelo, concebido por iluminados que não percebiam nada da realidade mas a quem as verdades eram sobrenaturalmente reveladas. Só que a prática mostrava exactamente o contrário.

A farsa que existe hoje no actual sistema de ensino resulta de uma ideologia e atitude mental muito semelhante. Pessoas que fizeram cursos, depois mestrados, depois doutoramentos, que escreveram livros e vão a colóquios e conferências, consideram que, através de leis e mais leis e mais leis, ou de manipulações burocráticas, a realidade atinge a perfeição desejada. Depois, o desejo de ver uma determinada realidade faz-nos ver essa mesma realidade ainda que para isso se faça muita batota e malabarismos estatísticos.

O Estalinismo é como a natureza. Não ganhou nem perdeu. Apenas se transformou.

   

 

 


Outubro 30 2008

    

Ora tomem, para pensarem durante o fim de semana:

(rapinado, com a devida vénia, do Blasfémias)

 

E como se transforma num problema de injustiça social o falhanço das políticas ditas de apoio aos mais desfavorecidos

Publicado por helenafmatos em 30 Outubro, 2008

     

Lendo este artigo do JN Ranking favorece escolas de alunos de classes privilegiadas fica-se ciente que há que acabar com esta injustiça, esta iníqua diferenciação social.

Aliás o artigo até cita um ”investigador da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e um dos primeiros participantes no programa de avaliação das escolas oficiais”, Para Pedro Oliveira, que defende que “seria interessante se os rankings mostrassem a origem social dos alunos para se perceber o posicionamento das escolas nas listagens”Um outro investigador citado pelo JN, “Ivo Domingues, sociólogo do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, põe a tónica do êxito dos colégios privados na continuidade que proporcionam às classes média e alta de manterem os seus privilégios sociais e culturais.” Mais um bocadinho e estamos a defender o fim do ensino privado, essa estratégia das «classes média e alta de manterem os seus privilégios sociais e culturais.»

Provavelmente o ensino privado é isso neste momento. Ou seja qualquer pessoa com dois dedos de informação tem sérias reservas  em deixar os seus filhos frequentarem uma coisa apalhaçada, onde cada vez se ensina menos e pode nem se lhes garantir a segurança. Onde se um menino se quiser levantar, desatar aos pontapés, chamar isto e aquilo aos professores tal não passa duma performance expressiva. E onde cada vez mais a avaliação e a exigência são condicionadas às ficções ministeriais.

Não por acaso os filhos da nossa classe política frequentam sobretudo até ao 9º ano o ensino privado. Em alguns casos até já nem são escolas privadas portuguesas mas sim estrangeiras como é o caso da escola alemã. E muitos mais debandarão do ensino público caso os ditames do conselho nacional de educação sejam seguidos pois poucos estarão para arriscar que os seus filhos sejam cobaias da introdução do «melhor modelo escolar do mundo em Portugal.»

Ao contrário do que diz o artigo do JN não são os filhos dos pobres que fazem baixar o nível do ensino. Quem destruiu o ensino público foram aqueles que resolveram fazer experimentalismo social nas escolas. Como é claro foram os primeiros a tirar de lá os filhos e agora acusam os mesmos pobres de não terem rendimento escolar. Se não tivessem desautorizados os professores e funcionários, se não tivessem baixado o nível de exigência curricular, se tivessem exigido responsabilidade às famílias pelo comportamento dos seus filhos… enfim se se tivessem comportado como uma escola a escola pública teriam certamente ajudado muito mais os pobres.

Curiosamente o artigo do JN refere que só frequenta o  Colégio S. João de Brito «quem pode pagar os 460 euros de mensalidade mensal no Ensino Secundário» lamento informar mas todos pagamos mais ou menos isso por cada aluno que frequenta uma qualquer escola pública. O custo por aluno nas piores escolas do ranking não é certamente muito diferente do apresentado nas mensalidades do citado São João de Brito. Feitas as contas as piores classificadas até saem muito mais caras porque as reprovações agravam os custos.

  

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Outubro 30 2008

 

   Do 31 da armada, com a devida vénia:

 

É fazer as contas

Em 2006, as escolas públicas e privadas apresentavam um indice de 17,5 por cento de resultados positivos nos exames nacionais de Matemática do 12º ano. Em 2007, esses valores atingiram os 65 por cento. Em 2008, o Ministério da Educação anuncia ufano que se chegou aos 96 por cento de resultados acima dos 9,5. É a prova provada de que há melhorias no sistema educativo.

 

Ou então há eleições para o ano, não sei.



 

       

 


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