Em gestão corrente ...como o País...

Novembro 25 2007

   Após 2 dias de ausência, retomo o blogue com a preguiça própria de um Domingo.

   Uma música e 2 posts rapinados.

   Baixa produtividade, mas uma boa música e 2 bons textos (mesmo que alheios...).

   A propósito: a minha amiga que estava em convalescença já regressou; bemvinda! e este "Voltar" em sua honra.

 

 

 


Novembro 25 2007

         

   Jorge Carreira Maia no seu blogue "A Ver o Mundo"  publica, hoje, um post    que sintetiza muito bem o olhar criticamente desencantado com que muitos portugueses, especialmente os mais jovens de há 32 anos, revêem o antes, o durante e o após 25 de Novembro de 1975.

   Em meia dúzia de linhas descreve o sentimento de uma fatia não negligenciável de portugueses.

25 de Novembro  

Faz hoje 32 anos que acabaram as ilusões revolucionárias. O 25 de Novembro de 1975 orientou “definitivamente” o país para o Ocidente e para a democracia representativa. Para mim, naquela altura, foram dias de desesperança revolucionária. Ainda não tinha vinte anos e julgava, pelos 19 meses de revolução, que tudo era possível e que esse possível era o melhor que poderia acontecer. Não, não era tudo possível. Tão pouco o possível que eu queria era grande coisa, como, pouco depois da ressaca, iria descobrir. Das cinzas da ilusão revolucionária, nasceu uma nova ilusão, a de nos tornarmos europeus e ricos e civilizados. E agora, que ilusão ilumina o caminho dos portugueses?

 

 



Novembro 25 2007

  José António Barreiros publica, hoje, no seu blogue "A  Revolta das Palavras" o post que abaixo transcrevo  e que sintetiza o que também penso sobre aquelas 2 personagens.

   Com a devida vénia:

     

O músculo cardíaco

     

   Uma zanga pessoal entre Vasco Pulido Valente e Miguel Sousa Tavares deu azo a uma crítica sulfúrica feita por aquele ao último livro deste. Um amigo meu que leu o livro diz que há nele mais outras imprecisões históricas, geográficas e de referência do que as que cita a valente crítica, citando-me algumas, desde a descrição de locais, à data em que surgiu uma certa marca de charuto fumado por uma das personagens.
   De tudo isto, retiro uma pergunta: não tivesse havido a zanga, haveria a crítica?
   Ou, talvez numa variante mais geral: quantos livros, imprecisos, mal escritos, insuportáveis de mediocridade, não andam por aí impunes, porque o crítico se não zangou com o autor?
   Ou, agora num diferente e provocador modo de dizer: quanta crítica amável e complacente não coexiste com o inaceitável escrito e o mal amanhado estilo, por não haver zanga mas amizade, ódio mas amor?
   Nos tempos da «Crónica Feminina», revistinha barata para corações pobres mas palpitantes, havia o «consultório sentimental». É isso que dita os tiques de alguma da nossa cultura e do nosso modo de ser crítico. O pensarmos também com o músculo cardíaco.
   No meu caso assumo-o: gosto de ler o Vasco Pulido Valente, apesar de ele me irritar, nunca leio o Miguel Sousa Tavares, precisamente pelo facto de ele me irritar.
   Eu sei que é um sentimento irritante este meu, mas só uma coisa me salva: nunca me zanguei com nenhum dos dois, pois não os conheço pessoalmenté, a um só pela prosa, aos dois pela pose. E chega.


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