Em gestão corrente ...como o País...

Maio 23 2007

       

      O Professor Freitas do Amaral despediu-se ontem da vida universitária dando a última aula na Reitoria da Universidade Nova.

      Um dos assuntos abordados foi o da regionalização.

      A tese que apresentou foi, no essencial, a seguinte:

  • A regionalização é um imperativo constitucional;
  • A Constituição foi aprovada por todos os partidos (abstenção do CDS);
  • Até agora, tirando um referendo (com a marca das guterrices), nada foi feito para cumprir a Constituição;
  • Assim, ou se avança para a regionalização ou se revê a Constituição, retirando da lei fundamental aquele imperativo.

      Finalmente, ao fim de muitos anos, estou de acordo com Freitas do Amaral.

            



Maio 23 2007

              

      Jorge Carreira Maia, professor do ensino secundário em Torres Novas, tem vindo a publicar no seu blogue (www.averomundo-jcm.blogspot.com) alguns poemas sobre o tempo e a sua passagem, tendo como pano de fundo Cardilium (villa romana) na periferia da cidade.

      Poesia densa, com um toque nostálgico de classicismo, acentuado pelo tema - os efeitos do passar do tempo, mas com uma linguagem moderna e actual a merecer uma leitura atenta e demorada.

      Pela sua qualidade, transcrevemos o último poema da série, com a devida vénia.

             

Cardílio XXIV

Nestas pedras tão rasas, o meu corpo
A tua carne deseja e, na brancura
De teus dedos, o rosto se suspende
Do voo mudo dos séculos. Efémero

Tijolo sob as ancas te sustenta,
Te rouba à gravidade e te suspende,
Na passagem de minhas mãos em alva
Face já pelo Outono cariada.

Na cicatriz dos gestos, na passagem
Oculta dessas mãos, abre-se o mundo
À névoa branca e fétida das pétalas

Em decomposição. Caminharemos
Pelas ruínas dos dias e abraçados
Deixaremos os campos, rios e as águas.

    

 

 


emgestaocorrente às 20:48

Maio 23 2007

      Sobre a maneira como um média (sob controle governamental) noticiou o caso do professor do Porto vitima de uma girl  ávida de mostrar serviço ao "Eng.º" que a nomeou, José Pacheco Pereira publicou no seu blogue ( www.abrupto.blogspot.com ) o texto que a seguir se reproduz, com a devida vénia.

      

(JPP)

LENDO
VENDO
OUVINDO

ÁTOMOS E BITS

de 22 de Maio de 2007


RTP, noticiário das 13 horas: uma pequena peça sobre o processo do professor do Porto que disse uma frase jocosa sobre José Sócrates e foi punido pela zelosa DREN, uma conhecida militante do PS do Porto. A peça estava escrita numa linguagem um pouco confusa e usava um vocabulário bizarro, sempre á volta de um inuendo: o que o professor disse terá sido mais grave do que o que se diz que ele disse. O inuendo é sugestivo, a linguagem rebuscada da peça pode ser apenas incompetência. O que não é incompetência é a frase com que se termina e que aqui reproduzo ipsis verbis: "o professor não quer falar sobre o assunto porque provavelmente já falou demais." Interessante "jornalismo"...

     

(ver, também, o nosso post de ontem "Prémio Salazarismo Sem Salazar")

          

 


 

 


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