Em gestão corrente ...como o País...

Dezembro 05 2010

 

   O governo decretou uma redução de ordenados, para o próximo ano, para uma parte substancial dos funcionários públicos.

   Carlos César, governador dos Açores, já declarou públicamente que não vai cumprir essa determinação nas terras so seu domínio.

   O Presidente da República veio a público declarar que essa decisão era injusta pela desigualdade que criava entre funcionários do continente e açorianos e, provavelmente anticonstitucional.

   O Primeiro Ministro, com o ar empertigado de sempre, assegurou que as determinações do governo eram para cumprir mas os Açores são uma região autónoma e nem lhe passava pela cabeça (se é que a tem) imiscuir-se na vida interna açoriana...!!!

   O Ministério das Finanças, com a mesma certeza com que afirma há 6 anos que os impostos não vão subir e que o PIB vai aumentar,

assegura a sua certeza de que a lei é para cumprir em todo o País.

   O poeta Alegre, candidato presidencial, considera um disparate o que o Presidente afirmou, cala-se sobre o que Sócrates e Teixeira dos Santos disseram (essencialmente o mesmo que Cavaco) e acha muito bem que haja 2 pesos e 2 medidas para a mesma situação!

 

   PS: Carlos César foi  o primeiro apoiante do poeta Alegre nesta sua candidatura e, consta, seu grande financiador!

           Coincidências...!!!

 



Outubro 06 2009

 

 

 

   ALGUÉM ME EXPLICA O QUE PASSOU NAS 2 ÚLTIMAS SEMANAS?
   PRESIDENTE DA CARITAS: A POBREZA TEM AUMENTADO MUITO, ESPECIAL/ NAS CLASSES MÉDIAS, ONDE É ENVERGONHADA.

   SÓCRATES NOS DEBATES E NOS COMÍCIOS DAS LEGISLATIVAS: DIMINUÍMOS EXTRAORDINARIAMENTE A POBREZA EM PORTUGAL!
   SERÁ QUE FIQUEI "LOURA"???

 

 

emgestaocorrente às 13:23

Dezembro 04 2008

   

   Jorge Carreira Maia, "A Ver o Mundo", de certo modo tem razão quando escreve:

As causas da única e verdadeira oposição

 

 

É muito curioso que certos blogues dados à política se recusem a assinalar o óbvio: a verdadeira e a mais frontal oposição a este governo vem dos professores. Parece ser o único grupo social que percebeu a essência da política socratista: o vazio, o niilismo, a destruição de qualquer coisa que ainda funcione. É provável que muitos e muitos professores, talvez a maioria, não tenha sequer consciência plena do que está a fazer. Mas o instinto docente, aquilo que leva cada um a enfrentar a sua profissão, foi um poderoso sinalizador de que não é possível continuarmos na destruição de valores essenciais para as nossas sociedades: a disciplina, a ordem, o trabalho, o reconhecimento do mérito. Os professores podem honrar-se de estar a defender os valores essenciais que a comunidade depositou nas suas mãos para transmitir às novas gerações. Nunca o niilismo foi tão arrogante, nunca a destruição dos valores essenciais a transmitir às novas gerações foi tão longe, como com o actual governo. Nunca um grupo social foi tão claro na defesa dos valores essenciais. O que está verdadeiramente em causa é muito mais do que o método de avaliação de professores, a divisão artificial de uma carreira ou um Estatuto corporativo. O que está em causa é a defesa dos valores essenciais que permitem que a nossa comunidade continue a existir no futuro. O que está em causa é fazer frente ao niilismo que avança ferozmente e que tem neste governo um agente esforçado e dedicado.

 

 

  


 

emgestaocorrente às 19:16

Dezembro 04 2008

  

   Jorge Carreira Maia em "A Ver o Mundo" publicou este excelente post:

Qual a causa que move o governo?

 

 

Mais um dia de conflito entre professores e governo. Muitos de nós, onde me incluo, decidiram abdicar de um dia de salário para protestar contra a política educativa de Sócrates e de Lurdes Rodrigues. E, no entanto, todos nós já percebemos qual é a política educativa deste governo: chegar às eleições e dizer que já há avaliação de professores, como se antes deles não houvesse. Se o processo de avaliação antes da manifestação de Novembro era perverso e diabolicamente burocrático, os remendos tornaram-no em qualquer coisa de irrisório, numa desconsideração pela racionalidade dos professores. A única coisa que move Sócrates são os votos, o poder apresentar qualquer coisa ao eleitorado, nem que seja mais uma farsa na escola pública. É isto o que move o governo. Mas isto é também a confissão não apenas da irresponsabilidade dos governantes, como da falência de uma maioria absoluta, a qual para pouco ou nada serviu. É o que dá entregar a governação do país a gente como esta. E eu, infelizmente, também votei neles.

 

 

                 


 


Novembro 04 2008

  

   Vitor Constâncio, famosa luminária da economia democrática, é governador do Banco de Portugal desde os tempos da gelatina falante que fugiu do governo, após ter posto o país num pantano, para ir ocupar uma gaiola dourada (muito bem paga!) num lugar qualquer da ONU que o obriga a uma visita semestral a África para tirar meia dúzia de fotografias com uns pretitos esfarrapados e esfomeados.

   Manteve-se, vá-se lá saber porquê!, durante o tempo daquele senhor que viu o poder cair-lhe nas mãos sem saber como e que jurou que o Iraque estava atafulhado de armas de destruição massissa (como se veio a verificar!) enquanto negociava um tacho dourado na Europa com os senhores do mundo e da guerra.

   Fugiu do país como o antecessor que tanto criticara; o país é que, mais uma vez, não conseguiu fugir e continuou a afundar-se no pântano.

   Após um breve interregno, abrilhantado pelos gatos fedorentos, veio o Eng.º Chavez (da Independente) que acabou de afundar o país, mantendo o senhor Constâncio constantemente num dos mais bem remunerados lugares de gestão em Portugal.

   Esta autêntica gelatina vitalícia que se tem celebrizado por nunca acertar numa previsão económica e por fazer malabarismos sobre contas públicas e deficites da economia nacional a gosto dos seus camaradas partidários, tem dormido o sono dos justos, acordando para as desvergonhas praticadas por alguns bancos apenas meses depois dos jornais publicarem e denunciarem aquelas malfeitorias.

   Já assim foi com os escândalos do BCP, assim volto a ser com os escandalos do BPN, há anos tema de falatórios de toda a gente excepto daquela virginal e gelatinosa entidade reguladora!

   Agora que o sr. Eng.º Chavez já conseguiu nacionalizar ou dominar a administração da CGD, do BCP e do BPN, o melhor é reuni-los todos numa só administração e dar a sua presidência ao Eng.º, pois está na altura de ele fazer como os dois comparsas anteriores e fugir do pântano cada vez maior e mais lodoso.

   Haja Deus, que o povo já não aguenta mais!

 


 


Novembro 02 2008

    

   Do 31 da Armada:

  

O momento da vergonha

 

"Eu tinha vergonha de lá estar e ouvir um primeiro-ministro de Portugal a dizer que os seus assessores não precisavam de outro computador para trabalhar a não ser o "Magalhães", concebido para as crianças do ensino básico, o que implica que devem passar o dia a soletrar a tabuada com carneirinhos e florzinhas a voar no ecrã. Deve ter sido assim que foi feito o Orçamento pelos assessores, a jogar ao "peixinho" no "Magalhães", até que uma "mão invisível" saindo da sombra, certamente com um Dell ou um Sony Vayo ou um MacBook Air ou um qualquer computador muito a sério, lá escreveu a anónima alteração da lei do financiamento partidário. Essa não foi feita de certeza num "Magalhães". É que, se fosse verdade que os seus pobres assessores tivessem de laborar nos seus gabinetes de "Magalhães" à frente, o que obviamente não é verdade, isso diria muito sobre o infantilismo de toda esta conversa."
 

José Pacheco Pereira, no Público [via Blogue Atlântico]

 

Adenda: o texto integral pode ser lido aqui



 

  


 


Novembro 02 2008

   

   O governo, este domingo - eles não param, meus senhores!, anunciou a nacionalização do BPN.

   Parecia um regresso ao 11 de Março de 1975 e ao sol dos povos - a gloriosa União Soviética!

   O que mais admira é que o angélico Vítor Constâncio, eterno governador do Banco de Portugal - com um dos mais chorudos ordenados deste país, falava, na conferência de imprensa, ao lado de Teixeira dos Santos com o ar virginal de quem tinha acabado de saber das desvergonhas do BPN naquele mesmo instante!

   Mas o Sr. Constâncio não é principescamente pago para fiscalizar e regular as actividades bancárias?

   Há anos que publicamente se falava das coisas estranhas que se passavam naquele banco; a comunicação social há anos que levantava pontas do véu.

   E o Banco de Portugal e o seu inefável governador quietos e calados???

   Já com o BCP-Millenium, o sr. governador só soube das desvergonhas meses depois de virem nos jornais!!!

   


 

emgestaocorrente às 20:42

Novembro 02 2008

 

   Sócrates, pela enésima vez, declarou que o Estado ia pagar as dividas e, pela enésima vez, prometeu começar a pagar a tempo e horas.

   Ninguém, nem o próprio governo, sabe quanto é que o estado deve a empresas e particulares.

   Fala-se em 2.500 milhões de €.

   Mas entre administração central, regional, local e institutos e empresas públicas, aquele valor deve ser multiplicado por um x que ninguém consegue calcular.

   Só os hospitais e só em medicamentos a divida já vai em perto de 800 milhões de €!

   A verdade é que, apesar das tonitruantes declarações do anterior ministro, Correia de Campos, e das promessas do primeiro ministro, a divida vai subindo e o tempo de divida também.

   Não virá longe o dia em que Sócrates não caberá nas portas, tão longo será o se nariz!

    


 

emgestaocorrente às 20:28

Outubro 23 2008

   

   Sócrates  e os seus publicitários todos os dias nos anunciam novas maravilhas e milagres que o seu governo oferece ao país.

   A verdade é que do seu governo resultou uma estagnação económica, um aumento da inflação, mais desemprego, maior défice do comércio externo, maior endividamento do país, das empresas e das famílias, aumento da despesa pública à custa da despesa corrente e da diminuição do investimento, maior carga fiscal e menor rendimento dos cidadãos!

   Parabéns Universidade Independente!

 

   

 

2004
2008
Crescimento Económico
1,5%
0,8%
Inflação
2,5%
2,9%
Desemprego
6,7%
7,6%
 
Défice Externo
6,1%
do PIB
10,6%
do PIB
Endividamento do País
64%
100%
Despesa Pública Total
46,4%
47,8%
Despesa Corrente
42%
44,3%
Despesa Corrente Primária
39,3%
40,9%
Dívida Pública
58,3%
64%
Carga Fiscal
34,2%
37,5%
 
Rendimento por Habitante
74,7%
da média europeia
73,3%

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


Outubro 17 2008

  Do Blasfémias, com a devida vénia: 

Despesa pública

Publicado por Gabriel Silva em 17 Outubro, 2008

Não desceu, aumentou.
Política de contenção? Não existiu, gastou-se cada ano mais.
Redução de despesa pública? Uma mentira.
A diminuição do déficite público face ao pib (que não depende do governo), apenas se alcançou com aumento significativo da receita arrecadada.
O Estado gasta cada vez mais. E paga-se ainda mais.


Despesa Pública em milhões de euros. 
Dados do Ministérios das Finanças e INE. 
Os valores para 2008 e 2009 são os que constam dos respectivos OE.

 


Outubro 17 2008

  

    Do "blogue dos marretas", este delicioso post.  

 

  

 
EU TE SAÚDO, Ó CHEIA DE GRAÇA

"Anunciação" é uma jóinteventxiúre ANIMAL & EL GRECO
aqui, algumas manifestações de júbilo pela proclamação da nova religião do Estado
 

Etiquetas:


 


Setembro 17 2008
 
o pantomineiro
     

Há 2 meses, para além de "ultramontana" e "retrógrada", Manuel Ferreira Leite, a propósito do casamento entre pessoas do mesmo sexo, foi igualmente acusada de ter sobre o assunto conceitos "pré-modernos" e "pré-concílio do Vaticano II". Para além de saudar o esforço ecuménico do primeiro-ministro, fica a satisfação por, finalmente hoje, ter percebido qual a sua opinião acerca do assunto (sim, por que até agora, Sócrates tinha-se limitado ao "bota abaixo"). Sócrates não é a favor nem contra. Ou melhor, é contra se o contrário o fizer perder votos e será a favor quando isso o fizer ganhar eleições. Melhor retrato do sujeito que nos governa não há.



publicado por Rui Castro às 14:38
link do post | o que é hoje o jantar? | outra vez empadão? (1)
        
   Rapinado, com a devida vénia, do 31 da Armada.
          

 


Fevereiro 10 2008

     

   Só hoje dei conta deste post do "Edições Pirata"; aqui se publica com a devida vénia.

Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço

 


"Sócrates assinou durante uma década projectos da autoria de outros técnicos" in Público
Um indivíduo que não acabou o curso a assinar projectos de outros indivíduos que nunca o frequentaram.
Parece confuso, mas se somarem 5+3 verão que dá 11.

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Agosto 27 2007

   Nem sempre estou de acordo com João Gonçalves, mas o seu blogue "Portugal dos pequeninos" deve fazer parte da ementa diária da navegação pela net. Com a devida vénia, transcrevo 2 post que subscrevo inteiramente.

25.8.07

A BANDA LARGA

 

José Sócrates regressou ao seu posto de trabalho. Com a proverbial falta de imaginação que o caracteriza, foi até Setúbal dar computadores e falar pela enésima vez na "banda larga". Guterres, quando já não tinha mais nada para dizer, também se agarrou à "internet" como gato a bofe. E perdeu todas as suas batalhas, a começar pela "paixão" educativa e a da qualificação. Sócrates não tem um terço das qualidades - sobretudo humanas - que, apesar de tudo, Guterres possuia. A segunda metade do mandato, depois das passadeiras vermelhas, vai ser dura. Vamos ver quanto tempo dura.

 


Agosto 12 2007

  

   Miguel Torga, pseudónimo do médico Adolfo Rocha, nasceu há precisamente cem anos.

   Natural e criado no planalto transmontano, do qual nunca se desligou, fez toda a sua vida profissional e literária em Coimbra onde tinha um consultório, no Largo da Portagem, com uma vista fantástica sobre o Mondego e Santa Clara.

   Tive o privilégio de, em criança, ter sido consultado por ele por causa de um problema de ouvidos (Miguel Torga era otorrinolaringologista).

   Até hoje os meus pais referem, com muito orgulho, que Miguel Torga no final da consulta, além de ter elogiado o meu comportamento - pouco habitual em crianças, referiu  que eu tinha um olhar inteligente e uma cabeça semelhante à do Napoleão!

   Este exagero simpático do grande mestre exacerbou-me de tal modo o ego que o primeiro livro que li, mal comecei a soletrar letras e sílabas foi, claro, "O Senhor Ventura", logo seguido por "Os Bichos".

   Na esteira dos grandes escritores portugueses do século XIX (Eça e Camilo) e do século XX (Aquilino, Ferreira de Castro, José  Rodrigues Migueis, Carlos Oliveira, o injustamente esquecido Fernando Namora) Miguel Torga foi o último dos grandes senhores da literatura portuguesa a deixar-nos, com uma idade já provecta.

   Eterno candidato ao Nobel, nunca o recebeu - não viveu em tempos politicamente correctos para essa atribuição; coube a outro, com bem menos qualidades literárias, humanas e politicas a honra do Nobel; paciência, não foi a última vez que se cometeram injustiças!

   Hoje, dia do centenário do seu nascimento, Coimbra comemora a efeméride, inaugurando uma casa museu onde o escritor viveu várias décadas.

   Miguel Torga, personalidade independente de todas as amarras, disciplinas e jogos partidários, nunca escondeu simpatia pelo PS, tendo apoiado públicamente o PS em diversas fases da democracia portuguesa.

   Mário Soares, enquanto governante ou Presidente, nunca foi a Coimbra sem visitar Miguel Torga.

   A Câmara Municipal de Coimbra, promotora das celebrações, é presidida pelo Dr. Carlos Encarnação, do PSD.

   O Governo, presidido por um engenheiro com a licenciatura tirada nas condições que se conhecem, é do PS.

   Ninguém do governo se deslocou a Coimbra à homenagem a Miguel Torga. Nem aquela figura risível a imitar uma rameira do Bairro Alto nem o careca, estalinista até ao dia em que o PS lhe deu cama, mesa, tacho e roupa lavada.

   António Arnaut, fundador do PS e "pai" do SNS já protestou.

   Enfim, mais um episódio de Salazarismo sem Salazar!

    


 


Julho 25 2007

       

   José Sócrates (o Eng.º), deu ordens à senhora que tem o pescoço esticado para resolver rapidamente o caso DREN /Prof. Charrua.

   Provavelmente sabendo do artigo que Manuel Alegre iria publicar no Público de hoje (há bufos em todo o lado!) e estando a exercer a Presidência da União Europeia, não lhe convinha continuar a arrastar a situação.

   Assim, a sua comissária da Educação, encontrou o ovo de Colombo: por despacho considerou que o Prof. Charrua era culpado mas que não era politicamente conveniente puni-lo, pelo que mandava arquivar o processo.

   Socialismos modernos e "independentes"!

   Sobre este assunto, o blogue 31 da Armada publicou este post que, com a devida vénia, não resisto a publicar:

 

(PS: adivinhem quem é a distinta figura que se encontra atrás da senhora de pescoço torcido; dou uma ajuda: foi uma militante sindical m-l fervorosa até o PS lhe dar cama, mesa e tacho!)

           

            

gira

 

A manutenção da inenarrável Margarida Moreira à frente da DREN é uma decisão, por omissão, estúpida e perigosa. Salvaguardada pelo facto da comissão de serviço de Fernando Charrua ter já terminado em Maio, a ministra achou que podia salomonicamente matar 2 coelhos de uma cajadada. Por um lado, calava as críticas na comunicação social, não punindo Charrua, por outro, mantinha a afirmação de que Charrua havia insultado o sr. José Sócrates. Pelo meio, mantinha o seu cão-de-fila à frente da DREN , como prémio pelos serviços prestados ao partido... desculpem, à nação. A forma como a ministra encerra o assunto denota a pouca habilidade que já havia demonstrado no decurso de todo o processo. Já o facto do primeiro ministro permanecer calado como se não fosse nada com ele é revelador de uma cumplicidade inaceitável.



             

emgestaocorrente às 19:38

Junho 29 2007

    

      O Prémio Salazarismo sem Salazar foi atribuído por unanimidade e aclamação ao governo do "Eng.º" José Sócrates.

      O Júri, inicialmente muito dividido entre a comissária politica do Norte e o deslumbrado Correia de Campos, acabou por considerar que tais personagens não tinham existência real, tratando-se apenas de títeres virtuais inventados e às ordens do grande timoneiro - o "Eng.º" José Independente Sócrates.

      Considerando que, embora com menos mediatismo, todos os ministros se têm esforçado em fazer reviver velhos hábitos e costumes salazarentos, o júri acabou por atribuir tão democrático e prestigiado prémio ao governo em bloco.

      Português sofre.

      Haja Deus!

     



Maio 22 2007

    

      Parece que um professor do Porto, Fernando Charrua, terá dito umas piadas sobre a célebre e cada vez mais estranha "licenciatura" em Engenharia do Primeiro Ministro José Sócrates.

      Nada que a grande maioria dos portugueses não tenha já feito.

      O azar desse professor é que a sua chefia hierárquica, uma girl do socratismo (mais papista que o papa), ouviu; imediatamente lhe levantou um processo disciplinar e suspendeu-o de funções!

      Se isto não é salazarismo, o que é?

       PS: 

  1. O professor já foi deputado pelo PSD, embora com o estatuto de independente; coincidências ...!
  2. O Ministro Mário Lino, o "otário" estalinista até às vésperas do PS lhe dar tacho e cama lavada, já tinha dito em público, em Alcobaça, durante o Congresso do Oeste uma piada sobre a licenciatura do seu chefe  ainda não foi demitido!

                           


 

emgestaocorrente às 22:26

Abril 26 2007

    

      José Pacheco Pereira publica, hoje, no seu blogue Abrupto   o excelente texto que abaixo, e com a devida vénia, se transcreve.   

              

(JPP)

COISAS DA SÁBADO: ASCENSÃO E QUEDA DO “CASO” SÓCRATES



O caso Sócrates começou por uma trivialidade: o político Sócrates usava sem rigor classificações e títulos académicos antes de os ter e quando não os tinha. Era pouco importante, mas era noticiável numa democracia em que se espera rigor da biografia oficial dos governantes. Podia ter imediatamente admitido que isso fora um engano, uma leviandade, um “uso social” descuidado, ou mesmo uma reivindicação (as escolas por onde tinha andado para se formar como “engenheiro técnico” reivindicavam a titularidade de “engenheiro”). Mesmo que admitisse ter sido um erro, a questão morria logo ali sem danos especiais para o Primeiro-ministro. Corrigia a sua biografia oficial e fechava o assunto.

Sócrates fez exactamente o contrário. Acantonou-se em versões progressivamente mais contraditadas e para cada cavadela saiam várias minhocas. Ele parece ter um toque de Midas especial: qualquer documento que lhe diz respeito tem alguma coisa de errado. Ou são as disciplinas, ou são as notas, ou são as datas, ou são as versões, ou são as contradições. Até a Universidade Independente, no seu estertor, admite haver “falsificações”. Ele pode de facto estar a ser vítima de uma conspiração, mas não é pelas questões que lhe são colocadas pelo seu trajecto académico, é pelos papéis que estão nos seus dossiers.

Depois, ele próprio e o seu poderoso gabinete – digo poderoso porque vários jornalistas andaram a gabar a sua capacidade de “controlar” a agenda, o que é um interessante atestado de menoridade a si próprios – fizeram tudo para impedir as notícias. Primeiro, fizeram tudo para impedir o Público de dar o salto crucial de levar a informação que já existia nos blogues para a imprensa “séria”; depois fizeram tudo para impedir que outros jornais pegassem na notícia e, em particular, que chegasse à televisão; por fim, invadiram o espaço público de sucessivas e contraditórias explicações para aumentar a confusão.

Agora está-se na fase de demonizar quem ainda quer esclarecer aquilo que não está esclarecido. Não é difícil. Muitos órgãos de comunicação social só pegaram na questão a contra-gosto, e quando não a podiam evitar. Desenvolveu-se uma interpretação conveniente para encerrar o assunto com a entrevista do Primeiro-ministro, que todos sabem não respondeu (nem foi perguntado) sobre muita coisa. Mostrando uma rara contenção muitos órgãos de comunicação fecharam-se num silêncio que não é apenas silêncio: é uma crítica aos seus colegas que continuam a interessar-se pelo assunto.

Por fim, não há governo, seja este seja outro (com excepção do de Santana Lopes e mesmo assim...) que não concite a nossa mecânica do “consenso” que junta sempre poderosos interesses à sua volta, materiais e espirituais. Este, até pela sua maior legitimidade política e pelo mérito do que fez, pelo apoio institucional que recebeu nos momentos decisivos do PR e da PGR, e pela sensação de falta de alternativa, ainda mais “consenso” produz. Por isso se cobrirá tudo com uma redoma ao mesmo tempo frágil e blindada e o tempo fará o seu efeito de esquecimento. Até um dia.

            

       


emgestaocorrente às 18:53

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