Em gestão corrente ...como o País...

Outubro 16 2009

 

   João de Deus Pinheiro saiu da vida universitária pela mão do Prof. Cavaco Silva que o convidou para Ministro da Educação.

   Mais tarde transferiu-o para Ministro dos Negócios Estrangeiros, onde se desentendeu com o delfim Durão Barroso, passando este a Ministro e aquele a Comissário Europeu.

   Constando que se dedicava mais ao golfe (e não só) do que aos trabalhos da Comissão Europeia, foi para Deputado Europeu.

   Até aqui, tudo bem. Um percurso próprio de um barão do grupo da "boa moeda", acumulando honrarias, mordomias e honorários correspondentes a um membro dessa confraria monetária.

  E até teve tempo de escrever um romance pelo meio!

   Agora, quando a Dr.ª Manuela tocou a rebate e formou listas de deputados só com gente fina, impoluta e da confraria da "boa moeda" (como o Dr. Preto e quejandos), Deus ressuscitou e encabeçou a lista do PSD em Braga.

   Eleito, tomou posse ontem à tarde como os outros deputados.

   Meia hora depois renunciava ao cargo!

   Pudera, na Assembleia da República, ao contrário do que se crê, as prebendas não entusiasmam tão divinas personagens!

   Uma vergonha para ele, para o Partido, para a Dr.ª Manuela e até para mim que, como sempre, votei PSD!

   Estou farto da "boa moeda"!

   Venha, rapidamente, uma moeda normal!

  


 


Outubro 04 2009

  

   Esta noite, na RTP1, Marcelo Rebelo de Sousa elogia Pedro Santana Lopes.

   Está-se mesmo a ver o filme: Marcelo precisa dos santanistas para o assalto ao lugar da avó Manuela!

 


 

emgestaocorrente às 23:55

Junho 08 2009

   Respigado do meu Facebook de ontem à noite:

 

 

   As 2 melhores da noite:

   - Paulo Rangel venceu o"eng.º" Socrates.

   - O dos Gatos Fedorentos está muito contente porque todos ganharam: o PSD ganhou ao PS; o PS ganhou ao BE; o BE ganhou ao PCP; o PCP ganhou ao CDS; o CDS ganhou às empresas de sondagens...!!!

 

 

   Para o "eng.º" Sócrates perder as próximas legislativas basta existir e continuar no governo!

 


 

Porque é que as sondages "prejudicam" sempre o PSD e o CDS-PP???

 

emgestaocorrente às 12:50

Dezembro 21 2008

 Do "Blasfémias", com a devida vénia: 

Razões de uma escolha *

Publicado porCAA em 20 Dezembro, 2008

      

 

   Santana Lopes foi escolhido para Lisboa porque Ferreira Leite não tinha alternativa válida para lhe opor.
   A actual liderança do PSD prometeu o regresso das elites. Os próprios garantiram que a excelência iria voltar a conduzir o partido – mas, na primeira vez que têm de fazer uma nomeação para uma eleição importante, os ‘excelentes’ são forçados a escolher uma personagem que depreciaram para além do admissível entre colegas de partido, ainda há poucos meses.
   Não optaram por Santana Lopes em nome de uma eventual união do PSD. Nem sequer existe uma intenção de congregar.
   Decidiram-se por Santana porque os ‘excelentes’ não gostam de ir a votos. Porque quase nenhum pensa no sucesso da sua líder e quase todos planeiam o dia seguinte às Legislativas de 2009.

    

* CM, 19.XII.2008

 


 


Dezembro 05 2008

  

   Do Diário Digital de hoje:

 

            

sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008 | 13:19


PSD convoca Conselho Nacional Extraordinário para dia 16

Motivado pela constante descida do partido nas sondagens, o PSD decidiu marcar, já para dia 16 deste mês, um Conselho Nacional Extraordinário, com o objectivo dediscutir a situação actual do partido.

 

Segundo avança a Rádio Renascença, aquele que é o órgão máximo do PSD entre Congressos, onde estão representadas as diferentes sensibilidades dentro do partido e é o local por excelência para o debate de ideias, terá como único fito analisar o actual momento dos sociais-democratas e o desempenho da direcção liderada por Manuela Ferreira Leite.

Com o ciclo eleitoral agendado para 2009 à porta, durante o qual o PSD terá de responder perante os eleitores em quatro escrutínios, vários militantes têm mostrado intenção de querer explicações sobre os silêncios da líder do partido, sobre as suas gafes e o afastamento de um dos elementos da sua direcção, numa situação descrita por alguns como um indício de que a direcção e o núcleo duro da actual líder se começa a fragmentar.

Recorde-se que, numa sondagem revela hoje, o PSD regista uma queda de 2,1% nas intenções de voto, permitindo ao PS ficar novamente mais próximo da maioria absoluta.

Copyright Diário Digital 1999/2008

        

   Um país em crise económica e social profunda (mesmo antes da crise internacional), um primeiro ministro com um nariz maior que o do Pinóquio e sem qualquer credibilidade, ministros queimados ou completamente totós, desemprego como nunca se viu, aumento butal dos impostos, diminuição acelerada do poder de compra, destruição económica e social da classe média, e o que faz o PSD?

   Continua a dar tiros no pé, entretem-se em exercícios autofágicos, muda de líder a um ritmo superior ao dos escândalos bancários, elege líderes manifestamente sem os atributos necessários à função (pese embora as suas qualidades pessoais) e discute incessantemente a sua própria situação interna, para a qual, evidentemente, os portugueses se estão borrifando!

   E assim se transforma uma situação geradora de descontentamento com o governo e exgindo uma alternativa credível com propostas claras e alternativas, num pântano em que os eleitores, apesar de tudo "preferem" o mal que está ao péssimo que adivinham!

   É o que se chama entregar o ouro ao bandido!

   Estou farto!

   Venha alguém novo e descomprometido com este pântano - avança Pedro Passos Coelho!

       


  

emgestaocorrente às 18:33

Outubro 17 2008

   Se concordo com isto:

 

   Santana Lopes: o antídoto da esperança

   

Carregado de razão está Pacheco Pereira ao clamar contra a escolha no PSD de Pedro Santana Lopes para candidato à Camara Municipal de Lisboa. Com mais ou menos justiça, mais ou menos inabilidade, Santana Lopes foi a face visível dos mais patéticos momentos da política nacional dos últimos trinta anos. Tendencialmente apreciado pelo jornalismo estabelecido, suspeito que também o é secretamente pelos adversários à esquerda, na expectativa dum caminho fácil rumo aos seus objectivos.

Com a Câmara Municipal de Lisboa em profunda crise, da qual nenhum dos partidos tem as mãos limpas, as eleições que se avizinham apresentam-se como uma oportunidade clara para uma desforra à direita. Assim, sendo estas uma das mais importantes eleições do regime, as candidaturas à presidência da CML deveriam ser levadas a sério pelos partidos da oposição, com escolhas de primeira linha, descomprometidas e de cadastro limpo. Com  autoridade para reclamar uma vida nova na gestão da capital do país. Se é que isso ainda é possível.

 

 

publicado por João Távora
 

   

Também concordo com isto:

    

Pacheco longe de ser prefeito

 

José Pacheco Pereira voltou ontem a desiludir-me na Quadratura do Círculo. Irritadíssimo (sem o assumir) com Manuela Ferreira Leite por ter dado luz verde à candidatura de Santana Lopes à Câmara Municipal de Lisboa, procurou disfarçar esta irritação disparando em alternativa contra a distrital alfacinha, que aprovou esta escolha por 29 votos contra dois. Como se desconhecesse que a distrital jamais escolheria Santana sem o aval prévio de Ferreira Leite.

E desiludiu-me porquê?

Porque, com notória maldade, decidiu avançar com três nomes alternativos a Santana: Pedro Passos Coelho, António Borges e Nuno Morais Sarmento. No primeiro caso, trata-se de uma maldade ao próprio Passos Coelho, que não precisa do trampolim de Lisboa para atingir a liderança do partido. No segundo caso, é uma maldade ao PSD: Borges garantiria ao partido a mais copiosa derrota de sempre na capital. No terceiro caso, é uma maldade aos lisboetas: a última entrevista de Sarmento ao Expresso revela (digamos assim) que não está em condições intelectuais de gerir o maior município do país.

Ainda esperei que desta vez Pacheco se oferecesse para liderar ele próprio a lista autárquica social-democrata em Lisboa. Só assim seria consequente com as críticas que continua a dirigir a Santana (desta vez com o mais que certo adversário do PSD, António Costa, a escutá-lo, com ar deliciado, a poucos metros dele no estúdio da SIC). Mas compreendo-o bem: é sempre mais fácil sugerir que avancem outros e continuar a perorar de fora. Ninguém é perfeito. Ou prefeito, neste caso de Lisboa.

 

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publicado por Pedro Correia

    

  

Estes 2 posts foram rapinados do "Corta-fitas"

        

 



Maio 06 2008

         

   Os candidatos à presidência do PSD, revistos pelo "Blasfémias"               

 

                      


emgestaocorrente às 22:04

Maio 06 2008

         

   Do blogue "A origem das espécies", de Francisco José Viegas, este olhar distante (em termos partidários), mas que permite uma interessante reflexão. 

           

||| Reler.
     
   A entrevista de Pedro Passos Coelho a António Ribeiro Ferreira, no CM de ontem, é um marco na história do PSD e é natural que suscite entusiasmo. Não sei onde andou Passos Coelho até agora mas, se esteve a estudar a lição, foi tempo bem empregue. Reconhece-se a sua filiação ideológica, mas percebe-se que o PSD das suas facções tradicionais não tem ali lugar. Também não se sabe até que ponto os militantes do partido, os que têm direito a voto, estão despertos para esse tipo de discurso e de ideias. É provável que a partir de agora ele venha a ser visto como o candidato com ideias mais modernas e dê voz ao eleitorado flutuante do PSD (a classe média das cidades) mais do que às concelhias – que têm sido um factor de atraso estrutural do partido. Se isso basta para ganhar as directas, não se sabe. Mas depois de ter dito o que disse está aberta a porta para a reforma antecipada dos dinossauros, de Santana a Jardim, passando por Menezes e pelo hemiciclo laranja de hoje.
[Da coluna do Correio da Manhã.]


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[ Publicado por FJV ]
           

Maio 05 2008

              

 Pedro Correia  no "Corta-fitas", com a devida vénia:   

        

Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho, ouço dizer e vejo escrito a todo o momento, é demasiado jovem e inexperiente para poder liderar o PSD e ainda mais para assumir o cargo de primeiro-ministro. Vai fazer 44 anos. Recordo: Francisco Sá Carneiro tinha 39 anos quando fundou o PPD e 45 anos quando chegou a primeiro-ministro. Aníbal Cavaco Silva tinha 40 anos quando assumiu a pasta das Finanças no primeiro Governo da Aliança Democrática e 45 quando chegou a líder do partido. Durão Barroso ascendeu à presidência dos sociais-democratas com 42 anos. E olhemos para Espanha: Rodríguez Zapatero assumiu a liderança do PSOE em 2000, com 39 anos. Quatro anos depois, venceu as legislativas e tornou-se presidente do Governo espanhol. Sem ter desempenhado funções governativas até então.

Daqui se conclui que, ao contrário do que garantem os "analistas" dos costume, Pedro Passos Coelho não é demasiado jovem nem a sua alegada inexperiência governativa o diminui politicamente, como o exemplo de Zapatero tão bem demonstra. E o facto de não ter sido ministro de Barroso e de Santana acaba por funcionar afinal a seu favor. Direi mais: é um verdadeiro atestado de competência.


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publicado por Pedro Correia
     

emgestaocorrente às 19:05

Maio 05 2008

   

   Ainda em reflexão, como muitos outros companheiros, encontrei este post no "Blasfémias", que nos dá algumas pistas que podem ser importantes para uma decisão.

   Com a devida vénia.      

Analogias ou imitações * (com Adenda)

Publicado por CAA em 5 Maio, 2008

        

                      

Em Setembro de 2004 o PS fez a sua escolha em directas. Manuel Alegre era o revivalismo da esquerda, feito de baladas fora de época e de romagens aos cemitérios – locais, aliás, onde as suas ideias pareciam fazer mais sentido. João Soares era um filho do partido, com uma imagem muito cultivada de modernaço habituado aos corredores do poder. Depois vinha Sócrates. Tinha pouco currículo. Também era um menino do partido, onde se tinha feito gente. Mas sem pedigree político. Nem preparação especial ou profissional. A sua experiência de vida limitava-se àquilo que o ‘aparelhês’ lhe tinha oferecido. É certo que já tinha sido ministro – só que de Guterres, naquele que foi o pior Governo que a nossa democracia consentiu.
Mas percebeu-se logo uma fronteira: Alegre e Soares representavam o passado; Sócrates era o candidato de um PS novo, capaz de atrair eleitores que raramente preferiam os socialistas.
Agora, nas directas do PSD, as coisas podem não ser muito diferentes. Ferreira Leite e Santana Lopes são a repetição de soluções já ensaiadas num arrepiante déjà vu. De modos distintos, simbolizam aquilo que o PSD foi desde 1995: um partido sem ideias, emaranhado em lutas intestinas obsessivamente fulanizadas e com péssimos resultados governativos.
Passos Coelho é o único que mostra alguma inovação ideológica no discurso e na atitude. Só ele faz pensar que, após as directas, o seu partido pode virar a triste página em que está. Tal como Sócrates em 2004.

* Heresias, Correio da Manhã, 4.V.2008

                    

ADENDA: Já depois deste artigo, li estas declarações de Passos Coelho. Tal como escrevi aqui, face à possibilidade de vitória o grande perigo é que PPC procure ser igual aos seus adversários. O centralismo está outra vez na moda, desta vez na versão perfidamente chamada ‘descentralização política’ - o que significa que o Governo central mantém os poderes administrativos intactos enquanto oferece alguns rebuçados de vago cariz político. Nesse modelo, Portugal permaneceria como o país mais centralizado da Europa. O que PPC vem defender é a manutenção do status quo. Nem mais nem menos.

Publicado em Partidos, Política nacional | 23 Comentários »

             


 


Abril 15 2008

      

   Rui Gomes da Silva é um dos muitos deputados anónimos que decoram a Assembleia da República há várias legislaturas sem que ninguém dê por eles; neste caso , perpetua-se no grupo parlamentar do PSD.

   Ninguém lhe conhece uma ideia para o país.

   Durante anos, intermitentemente, e com longos intervalos, o seu nome apenas aparecia ligado a movimentos de facções no Benfica.

   Com a ascenção de Pedro Santana Lopes, o seu nome apareceu como seu indefectível, manobrando, na sombra, o caminho do seu protector.

   Nas circunstâncias conhecidas (fuga de Durão Barroso  para o El Dorado europeu), PSL ascendeu a primeiro ministro e o seu fiel sevidor a ministro de qualquer coisa (alguém se lembra?).

   Continuou o seu silêncio ensurdecedor sobre o país e os seus rumos (ou falta deles).

   Um dia, farto de ser mais um anónimo a quem ninguém ligava importância, aproveitou uma ida a Viseu para dizer uns dislates sobre televisão e Marcelo Rebelo de Sousa.

   Caíu o Carmo e a Trindade e o ilustre desconhecido virou capa de revista e de jornal. Pelo ridículo? Não interessa, falou-se dele!

   Regressado ao limbo dos desconhecidos anónimos, anteviu o regresso à ribalta com a candidatura de Luis Filipe Meneses à presidência do PSD.

   Tornar-se uma sombra obcessiva de LFM aconteceu num ápice.

   Com o mesmo fervor com que corria atrás de PSL passou a seguir a sombra de LFM; e apesar do seu servilismo ter sido recompensado com um lugar de topo na cupula politica do PSD, a verdade é que a ninharia politica que era, ninharia politica continuou.

   Assim, como ganhar protagonismo e agradar ao chefe?

   Um dia, soube por uma personagem igual à sua, com a única diferença de ser do Porto (alguém reteve o seu nome? - Branquinho, parece), que uma senhora chamada Fernanda Câncio, jornalista do Diário de Noticias, cuja principal notoriedade parecia ser a de manter uma relação de namoro (?) com o "Eng.º" José Sócrates, iria ser contratada para colaborar num programa da RTP.

   Apesar da RTP, como aliás as outra televisões, estar cheia de nulidades, aqui d'El Rei que esta era uma nulidade que não podia ser contratada!

   E porquê? Porque fazia propaganda do governo e namorava com o primeiro ministro!

   Francamente! O 1º argumento não estava demonstrado, visto que ainda não foi transmitido qualquer programa; não passa, pois, de um processo de intenções, o que é democráticamente condenável; o 2º é ridículo e impróprio de uma mente sã.

   Assim, com colaboradores destes, meu caro Luis Filipe Meneses, não é preciso ter inimigos e o Sr. Pinto de Sousa estará descansado com os resultados das próximas eleições.

    

   PS (abrenúncio!):

   Declaração de interesses:

  • Sou militante do PSD.
  • Apoiei e dei o nome e a cara por Luis Filipe Meneses.
  • O último que apoiei foi Marcelo Rebelo de Sousa que, não sei porquê, se demitiu antes das eleições que teria ganho (até Durão as ganhou!) e o presente e futuro de Portugal seriam, decerto, mais risonhos.
  • Faço minhas as palavras de Ângelo Correia.   


emgestaocorrente às 21:31

Fevereiro 16 2008

     

   A continuar assim, o PSD arrisca-se a entrar mesmo em estado de estupor.

   Esta situação de estupor já é o estado em que muito militantes (mesmo entre os que apoiaram LFM , como eu) vêem o estado actual do PSD.

   O país, provavelmente , já se esqueceu do PSD.

   Maior tragédia que esta para a politica portuguesa não consigo imaginar.

   Leia-se o texto de José Pacheco Pereira no Abrupto.

         

15.2.08


JPP )

COISAS DA SÁBADO: ESTADO DE ESTUPOR

A palavra “estupor” tornou-se um insulto e, mesmo como insulto, está a cair em desuso face a outros mais brutos, humilhantes e eficazes. Mas “estupor” é uma palavra com uma velha história médica. Significa uma forte diminuição das funções intelectuais, acompanhada de uma espécie de catatonia física. Até vem na Wikipedia . Os tratados médicos dizem-nos que o indivíduo em estado de estupor pensa que está bem, lá por dentro pensa numas coisas dispersas, mas não tem consciência da sua desconexão com o mundo exterior e “repete movimentos estereotipados”. O “estado de estupor” está algures entre o “estado onírico” e o “estado de delírio”, e não é certamente bom para a saúde. Infelizmente é como o PSD está, em estado de estupor.

Já repararam que, na maioria das questões, o PSD não toma posição, não toma posição a tempo, promete tomar e depois esquece-se de tomar posição, ou qualquer destas três variantes? Nuns casos, parece que está à espera para ver o que dizem os jornais no dia seguinte. Noutros, os múltiplos comités de assessores, agências e sábios convidados para photo opportunities , ou não tem nada para dizer ou então estão à espera de ver o que os outros dizem para reagir, ou, como concordam com o governo, ou porque é matéria espinhosa, ficam calados e aconselham silêncio. A teoria do “estado de estupor” vigente no partido é que “é preciso não se cometer asneiras” e por isso fica-se calado a ver se se foge pelos interstícios dos telejornais, aparecendo porque é bom para os barómetros que são apareçómetros ”, mas sem se dizer nada. Claro que depois, de repente, há uns movimentos desconexos, também típicos do “estado de estupor”, com consequências desastrosas, que só reforçam os conselheiros da teoria catatónica como política, mais vale estar calado, a ver se o engenheiro se despenha por si.

O “estado de estupor” do PSD, o silêncio do PSD como partido de oposição é um dos factores mais perturbadores da vida política nacional.

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© José Pacheco Pereira
emgestaocorrente às 12:05

Outubro 24 2007

  

   Com a cabeça fria, passada a espuma dos acontecimentos e com o distanciamento que uma semana e meia permite, um olhar em 12 itens sobre o Congresso do PSD que decorreu em Torres Vedras, de 12 a 14 deste mês.

        

   1. O sal e a pimenta que temperavam os Congressos do PSD, que empolgavam os militantes  e, através dos directos da comunicação social,  monopolizavam as conversas dos portugueses, perderam-se completamente a partir do momento em que o principal motivo de interesse já estava resolvido 2 semanas antes - a eleição do líder em directas.   

   O Congresso arrastou-se, assim, com intervenções, na sua generalidade, irrelevantes . 

   Daí toda a gente considerar o Congresso como morno  - na realidade foi incolor, inodoro,  e insípido .

   Sou, no entanto, favorável às directas pois, como se viu, permite um inegável aumento da participação dos militantes nas decisões mais importantes da vida do partido e, portanto,  produz um acréscimo de democraticidade interna.

   É, também, o maior obstáculo ao fabrico prévio de líderes por parte da aristocracia que ainda domina o aparelho partidário. 

          

   2. Expurgado dos debates das candidaturas a líder e respectivas moções de estratégia, é um disparate  (e uma perda de tempo) um Congresso com uma duração de 3 dias.

   O sábado chegava perfeitamente e permitia significativas economias ao partido e aos participantes.

         

   3. As moções, por serem inúmeras e, geralmente, marcadamente sectoriais, são apresentadas de afogadilho e em ambiente não propicio a uma discussão profícua.

   Na realidade, a moção importante - a de estratégia global do líder, já está prévia e tacitamente aprovada.

   Aliás, dá a impressão que uma boa parte das moções se destinam, apenas, a marcar terreno nas concelhias e distritais.

       

   4. Foi penoso ver (e ouvir) a sucessão de gente que subiu ao palco apenas para lembrar a Luís Filipe Menezes que o apoiaram durante a campanha para as directas.

   O que, em politiquês , significa: "não te esqueças de mim quando houver distribuição de lugares"...!

         

   5. Ainda mais penoso foi ver (e ouvir) a fila de apoiantes de Luís Marques Mendes, declarar esse facto (o que era do conhecimento público ) mas acrescentar que estavam ali para apoiar a unidade do partido e colaborar lealmente com o novo líder.

   O que, em politiquês , significa : "não te esqueças de mim na próxima distribuição de lugares porque sou indispensável para a unidade do partido"...!

   E de lealdades, em politica, estamos conversados...

          

   6. Este foi um Congresso essencialmente "popular".

   Com a quase completa ausência de barões e outros fidalgos (hão-de reaparecer quando Luís Filipe Menezes ganhar as próximas legislativas), o parque automóvel sofreu uma visível e muito notada alteração: as fogosas máquinas de topo de gama que atafulhavam , antigamente, as imediações dos congressos, deram lugar a carros normais, de gente normal.

        

   7. Teve imensa piada ver os poucos barões presentes circularem sozinhos sem as numerosas comitivas de atentos, veneradores e obrigados seguidores de outrora.

   Neste Congresso, além de deambularem sozinhos tentavam (oh! milagre dos céus!)  cumprimentar, pessoalmente, todas as pessoas com quem se cruzavam (onde a pose superior e o cumprimento fugaz e sobranceiro de outros tempos?).

                 

   8. Foi penoso ver e ouvir uma das referências do partido actuar, uma vez mais, à António Vitorino, desaparecendo sempre que algum desafio partidário exige a sua candidatura.

   Com efeito, Manuela Ferreira Leite saiu diminuída deste Congresso: além de se furtar ao desafio que lhe foi proposto, enredou-se num discurso que, apesar de doutoral, não passou de um punhado de considerações do mais tacanho e mesquinho tacticismo .

   Regionalização: não falar, porque é fracturante e quem tem compromissos com o eleitorado é o PS. Então Luís Filipe Menezes, na sua moção , não se tinha mostrado, moderaamente , favorável? E sobre os assuntos sobre os quais o PS tem compromissos o PSD não deve tomar posição? Era o que mais faltava!

   Referendo do tratado europeu: não falar porque senão arriscamo-nos a ter a mesma posição que o PS! Portanto, se o PS cantar o hino nacional, o PSD deve cantar a "Joana come a papa"!, para se diferenciar!

   Descida dos impostos: nem pensar, senão estamos a dizer ao eleitorado  que o governo do PS governou tão bem que é possível diminuir a carga fiscal! Mas percebi bem? ou a senhora ensandeceu?

         

   9. Aguiar Branco foi marcar terreno para uma próxima disputa para líder.

   Parece que teria sido um excelente Ministro da Justiça se tivesse tido tempo para isso.

   Como putativo líder, enredou-se num fastidioso e interminável discurso sobre elites e militantes a que ninguém, saudavelmente, ligou importância.

        

   10. Deste Congresso, sem dúvida , os únicos salvados que vão ficar para o futuro são os dois excelentes discursos de Luís Filipe Menezes: o de abertura e o de encerramento (especialmente este, apesar de um pouco longo).

   Marcou a agenda dos próximos tempos e lançou um repto que vai alimentar muitas e boas discussões nos próximos anos: a necessidade de uma nova Constituição expurgada dos pressupostos ideológicos marxistas que marcam a Constituição vigente .

   Voltaremos com mais vagar e detalhe a estes discursos.

         

   11. A grande debilidade do Congresso: as listas, especialmente a mais importante - a da Comissão Politica Nacional.

   Para quem ganhou em eleições directas e com tal expressividade, que sentido faz  apresentar listas com tantas irrelevâncias politicas, alguns fantasmas esquecidos do passado, sem renovação , sem aparente capacidade mobilizadora de militantes e, mais importante, dos eleitores?

   A ver vamos se traduzem uma opção pessoal ou cedência  a pressões  de alguém.

   Isto é: se vão servir para alguma coisa ou, se pelo contrário, Luís Filipe Menezes vai actuar e decidir apenas com base na sua visão pessoal embora assessorada pela sua entourage inicial (que, aparentemente, parece  estar pouco representada as listas).

   Voltaremos, também, a este assunto.

           

   12. Finalmente, duas questões centrais para os próximos actos eleitorais: juventude e mulheres.

   A juventude, em geral, e a JSD, em particular, ficaram célebres em campanhas eleitorais de antanho: quem se esqueceu do papel e da importância da juventude nas vitórias de Aníbal Cavaco Silva?

   Neste Congresso, no seguimento dos imediatamente anteriores, quase não se viram (nem se ouviram) jovens; o alheamento da juventude está a tomar proporções inquietantes.

   A paupérrima representação das mulheres (havia delegadas? - não se notou!) e os rarísimos e subalternos lugares a elas reservados nas listas, foram chocantes.

   O período áureo de Cavaco Silva marcou uma progressiva subida das mulheres aos cargos de responsabilidade partidária e governamental.

   Desde Durão Barroso que as mulheres parecem só servir, no PSD, para enfeitar jantares de apoio a homens.

   Todavia são já, hoje, a maioria dos técnicos superiores em qualquer ramo das actividades profissionais, mesmo das, outrora, mais tradicionalmente masculinas.

   Em que órgãos do partido está traduzida esta realidade?

   Constituem mais de 54% do eleitorado em geral.

   Em que órgãos do partido está traduzida esta realidade?

   Voltaremos, sem dúvida, a esta questão


emgestaocorrente às 20:23

Setembro 30 2007

   

   Passados quase 2 dias completos sobre a vitória de Luís Filipe Menezes , o site oficial do PSD ainda ignora, olimpicamente, esse facto na página de entrada!

   Apenas uma janela chama a atenção para os resultados eleitorais; entrando nessa janela, aparece uma outra que dá acesso à acta do Conselho de Jurisdição!

   Mas nunca aparece o nome do vencedor.

   Se isto é o "mendismo", bendito seja  Deus que nos livrou de tal coisa!

 



Setembro 30 2007

   

   O Portugal dos Pequeninos  é um dos blogues por onde passo quase diariamente pois não concordando, na generalidade dos posts, com o seu conteúdo, tiro, frequentemente, ensinamentos da sua leitura.

   O comentário que abaixo se trancreve está bem escrito e tem piada.

MENEZES

 

O dr. Menezes é o novo presidente, eleito pelos militantes, do PSD. Se assim foi, é porque ele os merece e eles merecem-no. Daqui para diante o que interessa é seguir os seus passos contra o Estado totalitário do absolutismo socialista com as habituais cumplicidades da direita oportunista e "interesseira". Marques Mendes sabe, porque anda nisto desde o bibe, que não existe gratidão em política. Será, como sempre foi no passado, exemplar e leal com os novos e precários poderes dentro do partido. As "elites", as eternas "elites" do PSD fariam bem em meditar nesta vitória da "feira do relógio" sobre a "loja das meias". Cavaco Silva, o "noivo" de Sócrates, também. No meio disto tudo (do "tudo doido") pode ser que Santana Lopes aceite ser líder parlamentar como aqui já defendi. Afinal, foram "os seus" que ganharam. Agora não tem desculpa para ficar a ver passar os comboios.

 


Setembro 30 2007
   
   Quase sempre José Pacheco Pereira está em desacordo com tudo e com todos.
   Quase sempre é brilhante nas suas análises e comentários; muitas vezes acrescenta novos pontos de vista e antecipa tendências que andam no ar e que depois se verificam na realidade.
   Mas tem um problema: detesta tudo e todos que não pertençam ao seu pequeno mundo de intelectual, pensador e politico (sim porque ele também é politico e gostaria de influenciar decisivamente a politica do PSD e do país) bacteriologicamente e ideologicamente puro.
   Daí os exageros que faz alarde em mostrar na Quadratura do Círculo (SIO-Noticias, 4.as feiras às 23H00), em relação a certos assuntos (como o desporto, especialmente o futebol), terreno impuro e mais próprio de mortais vulgares que de etéreos pensadores.
   Daí, também, dislates como o que publicou ontem no seu Abrupto e que se reproduz abaixo.
   Será que José Pacheco Pereira ensandeceu de vez?
   Ou os militantes (o povo) só sabe o que quer quando vota de acordo com a vontade de momento de José Pacheco Pereira?
29.9.07
 


(JPP)

ORNITHORHYNCHUS PARADOXUS 4: A ACEDIA



Na lista dos pecados mortais inclui-se a "preguiça" e muita gente pensa que o pecado é mesmo a preguiça. Não é: o pecado mortal é a acedia que é outra coisa bem diferente. Um dos textos mais interessantes da Summa Theologica de Tomás de Aquino é sobre a acedia e por ele se percebe por que razão é um dos pecados "espirituais" mais complexos da lista cristã. A acedia é a indiferença face ao mal, uma "tristeza" face ao bem (Tristitia de bono spirituali) que mata a acção, um torpor perante uma obrigação presumida.

Um dos grandes e eficazes eleitores de Menezes foi a acedia.

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(JPP)

 


 


Setembro 25 2007

 

   O PSD  vai eleger na próxima 6ª feira, pela primeira vez, o Presidente do partido em eleições directas e, supunha-se, por voto universal.

   Estas eleições, que ocorrem antes do tempo, foram convocadas por M. Mendes que se demitiu após a histórica e humilhante derrota nas eleições autárquicas de Lisboa, cuja Câmara tinha caído por intervenção directa do próprio M. Mendes.

   M. Mendes, que domina o Conselho Nacional e o Conselho de Jurisdição, impõe, como regra, que só os militantes com as quotas pagas até passado dia 18 poderiam votar.

   À partida seguro da vitória pois contava com o apoio da nobreza e do clero do partido, rapidamente verificou que os resultados não estavam assim tão seguros como imaginava.

   Esqueceu-se que existe uma grande tradição de independência nos militantes anónimos do PSD. Só raramente, e quando não há alternativa, é que os militantes se calam.

   Luís Filipe Menezes corporizou o descontentamento generalizado do povo do partido em relação à actual direcção e a sua campanha, apesar das pressões dos barões e baronetes instalados, engrossou fileiras.

   M. Mendes, a fidalguia e os bispos de poleiro montado em domingueiras e televisivas homilias começaram a ter medo e valeram-se de G. Silva (delegado continental de AJ Jardim) e do seu cargo para inventarem novas regras sancionadas pelo C de Jurisdição a que ele preside.

   Assim inventaram a regra de que os açorianos, coitadinhos, que não tinham tido a oportunidade de pagar as quotas até ao dia 18 (não havia euros nos Açores?) podiam pagar até ao próprio dia das eleições (e quem controla os cadernos eleitorais?) e, portanto votar.

   Deu-se, assim, o milagre da multiplicação dos peixes e os 80 eleitores em condições de votar transformaram-se em mais de 8.000 (!!!), na presunção de que a maioria sejam afectos ao poder instalado!

   Fizeram desaparecer dos cadernos eleitorais um número indeterminado (pode atingir vários milhares) de militantes com as quotas em dia, pensando tratar-se, pelas secções em que estão inscritos, de apoiantes de Luís Filipe Menezes.

   Eliminaram cerca de 1.500 militantes por, supostamente, se tratar de eleitores  que teriam pago as quotas através de apoiantes de Menezes.

   Puseram milhares de vales de correio a circular, pagando as quotas de militantes que pensam que lhes são afectos.

   Não existe Comissão Eleitoral Independente; M. Mendes negou-se a aceitar a designação de Manuela Ferreira Leite para presidir a essa comissão.

   Quem trata de toda a intendência são dois dos seus apoiantes e cujos lugares dele dependem.

   Infelizmente estes factos fazem lembrar (e parecem copiados) do salazarismo; há nitidas semelhanças com as eleições em que o General Humberto Delgado foi roubado pelo Salazar.

   Mas há uma diferença: Salazar assumia, M. Mendes, fazendo juz à sua baixa estatura, faz a guerra, monta os golpes baixos e depois vem para a televisão com ar virginal queixar-se que os seus adversários não falam de outra coisa!

   Mas a verdade é que se à custa destas trafulhices  M. Mendes ganhar, serão os barões e bispos que actualmente dizem apoiá-lo, os primeiros a colocarem-lhe patins quando ^chegar o momento que lhes pareça mais oportuno para os seus interesses.

   Por estas e por outras, se eu ainda estivesse hesitante sobre quem apoiar, tomaria agora a decisão de votar em Luís Filipe Menezes!

   E espero que isso suceda com todos os sociais democratas que trabalham e têm vida profissional e que encarem a politica como uma intervenção civica e não o único ganha-pão.

    



Setembro 17 2007

  

   

   

   No próximo dia 28 vou votar em Luís Filipe Menezes para Presidente do PSD e, em 2009, para Primeiro Ministro de Portugal.

   Há muitas razões par a minha decisão, mas quero, de momento, destacar duas.

   A primeira deve-se ao facto de Luís Filipe Menezes ser uma pessoa "normal", da vida real.

   Tem uma profissão, exerceu-a durante vários anos, especializou-se num dos hospitais de referência em França, deu aulas na Faculdade de Medicina do Porto.

   A qualquer momento, pode regressar à sua profissão, tem essa retaguarda assegurada; onde, aliás, pode auferir proventos bem maiores que na politica.

   Luís Marques Mendes também tem um curso universitário, mas, práticamente nunca o exerceu senão por momentos breves e de uma maneira marginal.

   Não tem um percurso profissional que lhe sirva de rectaguarda.

   É um politico profissional desde que começou a aparar o buço.

   E embora a essência da democracia seja a existência de partidos politicos e estes , hoje em dia, só possam existir se dispuserem de um corpo de profissionais que garantam a sua continuidade administrativa e organizativa para além das crises ciclicas que naturalmente os afectam, não concordo que esses profissionais, sem vida real própria atinjam os lugares de liderança máxima.

  Um bom técnico pode, e deve, ocupar um lugar de Director Geral, uma assessoria ministerial, mas só por ser um bom técnico não deve exercer as funções de ministro.

   Luís Marques Mendes pode ser um Secretário Geral, não tem condições para ser o Presidente do PSD (como, aliás, o tem demonstrado nos últimos dois anos).

   A segunda razão para o meu voto liga-se à coragem individual de cada um dos candidatos.

   Luís Marques Mendes fez cair a principal Câmara do país ( e não é agora o momento indicado para ajuizar da bondade dessa decisão).

   Estaria, decerto, convencido da facilidade em arranjar um candidato de "peso" que mantivesse a Câmara de Lisboa no PSD.

   A verdade é que todos os seus generais se recusaram à prova eleitoral e, súbitamente ficou sem candidato.

   Em condições semelhantes, Jorge Sampaio, assumiu essa luta politica, arriscou o seu lugar e o seu futuro, e venceu!

   Luís Marques Mendes tremeu, deitou mão ao primeiro acompanhante que não teve coragem para se negar (e a honorabilidade e a competência técnica, profissional, de Negrão não estão em causa) e escondeu-se atrás desse candidato, averbando a maior, a mais pesada e a mais humilhante derrota eleitoral de que há memória na democracia portuguesa.

   Maior ainda (e mais humilhante) que a de Mário Soares nas últimas presidenciais.

   Quer, agora, levar o PSD à mesma humilhação, em 2009 (como, aliás, a totalidade das sondagens indiciam):

   Luís Filipe Menezes, em circunstâncias dificeis, demonstrou coragem pessoal e politica ao concorrer (e ganhar!) à terceira maior Câmara do país, até então do PS.

   Aliás, como Presidente da Distrital do Porto, obteve um resultado histórico, colocando o PSD como a principal força politica do distrito em termos autárquicos e conquistando a presidência da Área Metropolitana do Porto.

   São duas posturas diametralmente diferentes!

   Estas duas razões, só por si, são mais que suficientes para que o meu voto, em liberdade e em consciência, vá, sem hesitação, para o companheiro Luís Filipe Menezes.

   Para bem do PSD, para bem de Portugal.

   


   

  


Maio 02 2007

             

      Há cerca de ano e meio, durante a preparação para as últimas eleições autárquicas, Marques Mendes decidiu, contra muitas opiniões internas, não aceitar as candidaturas de militantes que tinham sido constitu´dos como arguidos em diversos processos judiciais.

      Assim, o PSD perdeu Câmaras tão importantes como Oeiras (Isaltino Morais) e Gondomar (Valentim Loureiro).

      Mas Marques Mendes e o PSD deram uma imagem de ética politica e ganharam uma credibilidade que, em certa medida, apagaram os estragos anteriormente causados pelos desvarios da clique que se seguiu a Durão Barroso.

      Agora, a situação na Câmara de Lisboa era conhecida e tinha atingido uma situação insustentável: o Vice-Presidente suspenso (por pressão de Marques Mendes), bem como outra vereadora, entretanto constituídos arguidos no processo Braga-Parques.

      Com a convocação do Presidente para depôr como arguido, Marques Mendes impôs-lhe  o pedido de demissão, provocando a realização de eleições.

      Esta decisão de Marques Mendes vai, muito provávelmente, implicar a derrota do PSD em Lisboa e a perda da mais importante Câmara Municipal do país.

      Mas os principios e a ética politica ficam salvaguardados e, moralmente, o PSD e Marques Mendes somam uma vitória.

      Atitudes destas são singulares na vida politica portuguesa; basta lembrarmo-nos do PS e Felgueiras, o PCP e Setúbal e os "moralistas" do  Bloco de Esquerda e Salvaterra de Magos.

      Provávelmente o PSD e Marques Mendes perdem a Câmara de Lisboa mas ganham a nossa estima, admiração e respeito.

     

 


 

 

     


Abril 15 2007

           

        

      Marques Mendes, líder do PSD, defendeu ontem, em Coimbra, várias reformas na politica de educação (do pré-escolar ao secundário), das quais se destacam:

  • cada escola deve escolher o seu pessoal docente e não docente, com sistemas remuneratóros próprios e diferenciados;
  • cada escola deve gerir o seu calendário, horários e cargas lectivas;
  • o Ministério deve apenas desempenhar um papel de regulação e de fiscalização.

      Estas medidas são de uma necessidade tão evidente que parece impossível a realidade consistir exactamente no contrário.

      Entretanto, recorde-se que Portugal já é o país que mais gasta em educação (expresso em termos de percentagem do PIB) mas continua a ser o que piores resultados apresenta!

    

      E já agora: porque não estender estas medidas a outros sectores (como a saúde) onde o centralismo está cada vez mais asfixiante, servindo as ARS e os seus boys apenas como correia de transmissão da vontade ditatorial do ministro e para o pouparem aos custos politicos dos primeiros embates dos constantes conflitos por ele, arrogantemente, provocados?

      

      

 

 



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