Em gestão corrente ...como o País...

Dezembro 14 2007

   Rapinado, com a devida vénia, do "Correio da Manhã"  de hoje

 

 

www.correiodamanha.pt > Exclusivo CM
 

2007-12-14 - 13:00:00

Saúde: Falta da vacina lança alarme nas famílias

Bebés vão tomar BCG a Espanha

O País está há mais de quatro semanas sem a vacina contra a tuberculose (BCG). Depois de percorrerem hospitais, maternidades e centros de saúde sem obter respostas positivas, tanto no sector público quanto no privado, pais portugueses estão a optar por ir a Espanha vacinar os filhos recém-nascidos, pois o stock está esgotado em Portugal. Isto apesar de o Infarmed ter garantido ontem que as unidades de saúde já tinham sido reabastecidas. Por seu lado, a Direcção-Geral de Saúde desvalorizou a importância da ruptura de stock.

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O problema da falta da vacina contra a tuberculose é um problema recorrente em Portugal. As famílias têm de recorrer ao país vizinho
O problema da falta da vacina contra a tuberculose é um problema recorrente em Portugal. As famílias têm de recorrer ao país vizinho
A falta da vacina da BCG começou a sentir-se em meados de Novembro, como o CM então noticiou, iniciando-se a corrida às unidades de saúde espanholas. Passado um mês, mantém-se forte a preocupação dos pais portugueses que se vêem na contingência de ir vacinar os filhos ao país vizinho.

Sem admitir falhas na distribuição do BCG, a subdirectora-geral de Saúde, Graça Freitas, disse ao CM que “não há problema se os bebés não levarem a vacina logo que nascem e só levarem dois meses depois”.

Entretanto, o delegado regional de Saúde do Alentejo, José Gomes Esteves, admitiu ontem que poderá haver pacientes de regiões, onde a BCG esgotou, a tomar a vacina nas unidades de saúde da cidade espanhola de Badajoz.

“É possível que uma dúzia de crianças, por várias razões, tenham ido a Espanha. Por exemplo, se o enfermeiro que administra a vacina não está disponível no fim-de-semana esta não pode ser aplicada, uma vez que existem técnicas próprias para não infectar. Se os pais preferirem ir a Espanha com as crianças não vejo qualquer inconveniente”, frisou o responsável.

MAIOR NÚMERO NA MATERNIDADE

Libério Ribeiro, médico imunoalergologista do Hospital Santa Maria e membro da Sociedade Portuguesa de Pediatria, explica ao CM as razões porque os bebés são vacinados nas maternidades com a vacina contra a tuberculose (BCG). “As crianças recém-nascidas são vacinadas nas maternidades para que seja garantida a vacinação de um maior número de bebés, porque se não fossem aí imunizadas corria-se o risco de muitas mães não levarem os bebés aos centros de saúde para a vacinação.”

O especialista sublinha, por isso, que a vacinação nas maternidades “não se deve a que as crianças sejam vacinadas para garantir uma imunidade o mais cedo possível, logo que nascem, mas sim para que muitas crianças sejam vacinadas”.

ALENTEJANOS TÊM VACINAS QUE CHEGUEM

Apesar de estarem próximas dos hospitais espanhóis a que muitos portugueses recorrem quando se deparam com falta da vacinas para os seus recém-nascidos, as unidades de saúde alentejanas estão fornecidas com a vacina, garante o delegado regional de Saúde do Alentejo, José Gomes Esteves. “Por enquanto, não tenho conhecimento que a vacina do BCG tenha esgotado em qualquer dos hospitais com maternidade [Évora, Beja e Portalegre] nem nos centros de saúde onde pode ser administrada”, referiu. O clínico disse que não há razões para alarme, pois todas as unidades de saúde serão abastecidas num período que oscilará entre 15 dias e um mês. “A vacina pode ser aplicada dois meses após o nascimento”, esclareceu. Contudo, há zonas do País que se debatem com a recorrente falta da vacina. O principal problema é o facto de apenas um produto estar licenciado em Portugal, pelo que basta que o fornecedor se atrase na entrega para faltarem vacinas nas unidades de saúde.

SAIBA MAIS

2 meses de idade é o prazo recomendado para a vacinação do recém-nascido com a BCG. Depois tem de esperar um mês para tomar outras vacinas.

25 doentes de tuberculose por cada cem mil habitantes, em Portugal, no ano de 2005. Dos 30 países mais desenvolvidos do Mundo, é o sexto com a mais alta taxa de prevalência.

IMUNIDADE

A imunidade é garantida pela vacinação mas esse processo não é imediato. Só é adquirida ao fim de algumas semanas, que podem chegar a um mês em alguns organismos.

CALMETTE E GUÉRIN

BCG são as iniciais de ‘Bacilo Calmette–Guérin’. Albert Calmette e Camille Guérin, médicos e biólogos franceses, fizeram a preparação inicial da BCG em 1921.

TUBERCULINA

Para saber se alguém está imune à tuberculose tem de fazer um teste que implica a aplicação da vacina no antebraço.
Cristina Serra / Alexandre Silva

 

 

 

 

 


Dezembro 03 2007

 

        

   Há pouco, na Antena 1, no programa "Os dias do avesso", ouvi uma história de arrepiar que passo a contar.

   Numa escola do ensino secundário no norte do país uma matulona de 15 anos divertia-se, do lado de fora da sala de aula, a distribuir "calduços" (sic) a quem saía até que calhou a vez da própria professora ser brindada com um "calduço ".

   Em gesto instintivo, a professora retribuiu com uma estalada.

   A energúmena, com o civismo e a educação própria da nossa actual sociedade, respondeu com várias estaladas na professora.

   Pensam que a menina "rambo" foi expulsa da escola? Que alguma entidade responsável  penalizou os pais por terem criado um tal monstro? Que os pais foram à escola pedir desculpa pelo comportamento da filha?

   Estão muito enganados e não percebem nada dos novos processos educativos, das relações interpessoais dentro da "comunidade educativa" e de outros conceitos e práticas do eduquês " que destruíram todo o nosso sistema de ensino, afogado na irresponsabilidade total e na cobardia de quase todos os responsáveis pelo Ministério da Educação nos 33 anos da nossa democracia.

   A verdade é que a monstruosa adolescente mais a sua monstruosa mãe, foram à policia fazer queixa da professora!

   E que fez a policia? Internou o monstrinho numa casa de correcção e afagou a mãe com umas bastonadas bem aplicadas?

   Qual quê! Aceitou a queixa, e os agentes presentes devem ter dado graças a Deus, por a "menina" não lhes ter distribuído também uns calduços ".

   Mas o que é verdadeiramente preocupante é que a delinquente e a mãe se fizeram acompanhar por estações de televisão que transmitiram acriticamente os acontecimentos!

   No coments !

   Haja Deus!

    

   PS: o meu amigo Pedro Barroso tem uma canção em que diz que "Deus não existe, mas também não dorme".

   Pois eu penso que Ele anda mesmo a dormir!!!


 


Novembro 14 2007

  

   Ouvi há pouco na TSF que a ASAE , um dos poucos serviços públicos que tem ganho notoriedade pela sua eficácia, apresentou, em Tribunal, cerca de 4 mil processos ao longo dos seus 18 meses de existência.

   No entanto, nenhum deles foi ainda, julgado!

   Não há dúvida que mesmo nos cafés das aldeias há, hoje, uma preocupação pela regras de higiene que nunca tinha existido.

   Se os proprietários se apercebem que a acção da ASAE não tem continuidade nos tribunais, o desleixo anterior voltará novamente e de nada valerá o esforço daquele organismo fiscalizador!

   É o Portugal no seu pior...

 


 

  

emgestaocorrente às 21:11

Junho 19 2007

         

      Segundo um relatório da Comissão Europeia ontem divulgado e hoje citado no Diário de Noticias, o salário mínimo português é de 546 €, o espanhol é de 725 €, o francês é de 1.150 € e o luxemburguês é de 1.503 € !!!

      Estes valores estão expressos em PPC (Paridades de Poder de Compra), ou seja o que cada salário nominal pode, na realidade, comprar num certo cabaz de compras pré-determinado.

      Nota: o Luxemburgo é um pequeno país interior, sem acesso ao mar, sem riquezas naturais e em que cerca de 1/3 da população é composta por emigrantes portugueses!

      Então o nosso problema é a falta de riquezas naturais? É a nossa diminuta dimensão? É a nossa mão de obra?

      Evidentemente que não e aí está o Luxemburgo a prová-lo!

     



Abril 15 2007

            

      Carlos Farinha Rodrigues (Professor do ISEG) revelou ontem, na conferência sobre inclusão organizada pelo Presidente da República que:

  • os pobres portugueses estão cada vez mais pobres,
  • a distância que os separa dos ricos é muito maior em Portugal do que nos outros países europeus,
  • a distância que separa o rendimento médio dos 20% mais pobres do rendimento médio dos 20% mais ricos está bastante acima da média europeia (essa ditância é de 4,9 na UE e de 8,2 em Portugal!)
  • e que as politicas sociais de inclusão são muito menos eficazes que na UE (enquanto na Europa as transferências sociais permitiram reduzir a taxa de pobreza de 26 para 16%, em Portugal essa redução foi, apenas, de 26 para 20% !).

(com base a reportagem publicada no Público de hoje)

             

                    

 


emgestaocorrente às 23:26

Março 26 2007

              

      Parece que Portugal vai ter que gastar alguns milhares de milhões de € num novo aeroporto.

      3 mil milhões dizem; mas como estamos habituados a que as obras do Estado multipliquem os custos previstos, não custa a acreditar que chegue aos 6 ou 9 mil milhões!

      Não contesto a necessidade de um novo aeroporto (faltam-me conhecimentos), mas de tudo o que se lê e ouve das várias partes intervenientes, parece ( a um leigo na matéria como eu) que a Ota será:

  • a solução mais cara,
  • a solução técnicamente mais dificil,
  • a solução menos duradoura no futuro,
  • a solução em que as condições de aterragem serão as mais dificeis e perigosas,
  • a solução que, à partida, reune mais condições para derrapagens orçamentais
  • e aquela que não condiz com a opção sul (via Badajoz) do traçado do TGV eixo de transportes que devia, obviamente, estar articulado com o novo aeroporto.

      Assim sendo porquê a teimosia do governo, especialmente do 1º ministro?

      E o que levou o ministro Mário Lino a mentir em público e em directo, na SIC, negando a existência do rela tório da NAV (empresa pública de gestão do tráfego aéreo), altamente desfavorável à Ota?

      Será que o ministro pensa que Portugal é a "Pátria do Sol Nascente", onde os seus, até há pouco, camaradas podem riscar com o lápis vermelho da censura de "esquerda" tudo o que não lhes dá geito?

      É que até propagandistas tão zelosos e eficientes do governo como Jorge Coelho e António Vitorino mostram incomodidade com a situação e levantam dúvidas sobre a bondade da opção pela Ota!

                     

 


 


Março 26 2007

    

      Talvez pela falta de consistência politica dos primeiros ministros que se seguiram à fuga de António Guterres (Durão Barroso e José Sócrates; o intervalo Chapitôo - sem ofensa para a Tété- entre os dois não conta) as figuras tutelares governamentais têm sido os Ministros das Finanças: Manuela Ferreira Leite e Teixeira dos Santos.

      Teixeira dos Santos contando com um estado de espirito nacional já anteriormente preparado para a contenção orçamental e com um Presidente da República cooperante e com as mesmas ideias sobre o déficite (longe vai o tempo em que havia mais vida para além do deficite!) pôde ir incomparavelmente mais longe do que Manuela Ferreira Leite.

      É de saudar a descida do déficite do Orçamento do Estado para 3,9% do PIB em 2006 (abaixo de todas as previsões e abaixo do Pacto com a UE), mas não nos podemos esquecer que esta descida foi feita , essencialente, à custa da subida na arrecadação de impostos (por aumento de eficiência da cobrança mas, também, por aumento da carga fiscal) e da descida brutal do investimento público (ver post de 21.03.2007 - Portugal no seu pior (9)).

      O grande problema é que o "monstro" está praticamente intacto e a despesa corrente primária do Estado  não baixou.

   


 

     


Março 26 2007

         

      Paulo Portas, o trauliteiro da comunicação social nos anos 80/90, após um estágio de intenso populismo por mercados e feiras, chegou (graças à fuga do Eng.º Guterres do pântano que ele próprio tinha criado) a ministro, e logo da defesa!

      Indispensável ao Dr. Barroso para formar governo, tornou-se europeísta, transferiu-se das feiras para as discotecas mais in , vestiu-se à Lord (com fatos às risquinhas e gravatas inglesas), compôs pose de estado e tentou ganhar a credibilidade que nunca tinha tido.

      Beneficiando do desastre que foi a actuação do sucessor do Dr. Barroso, chegou mesmo a ser uma das figuras de referência desse governo.

      Com o desastre eleitoral que se seguiu, fez uma declaração de retirada das lides partidárias activas e, com alguma pompa e circunstância, anunciou uma licença sabática nos USA para inicio de uma promissora carreira académica, para a qual não faltavam convites das mais prestigiadas instituições americanas!

      Claro que ficou por cá, ocupando o seu lugar de deputado e  iniciando uma discreta carreira de comentador politico numa tribuna televisiva quinzenal, generosamente colocada à sua disposição pela SIC.

      Nessa tribuna adoptou um estilo bem comportado, passível de ser aproveitado por um PS ou um PSD que, no futuro, viesse a necessitar dos seus votos para se manter ou ascender ao poder.

      Paralelamente, manobrava, na sombra,  o grupo parlamentar composto na sua quase totalidade de fieis seguidores.

      Estando

  • o Eng.º (?) Sócrates com uma confortável maioria absoluta e o PS calado e caninamente domesticado,
  • o Presidente da República entretido numa diligente cooperação estratégica com o 1º Ministro,
  • o PSD numa bocejante hibernação oposicionista, apenas interrompida de vez em quando por um qualquer figurante que, inexplicavelmente, mostra interesse em substituir o Dr. Mendes,
  • e sendo quase certo que, neste quadro, é previsível que Sócrates renove a maioria absoluta daqui a 2 anos e meio,

o que terá levado o Dr. Portas a subitamente estalar o verniz e mostrar-se como é (um trauliteiro sem princípios nem educação, um corsário que não olha a meios para atingir os seus fins)?

     


 


Março 20 2007

                 

      O Diário Digital de hoje, citando o Infarmed , noticia que, em 2006, os portugueses consumiram 20 milhões de embalagens, no valor de 82 milhões de €, de ansiolíticos , sedativos e hipnóticos.

      Com o actual estado do país (desemprego galopante - quem se lembra dos 150 mil novos empregos do Eng.º (?) Sócrates?, diminuição dos salários reais, retrocessos e incerteza sobre a sustentabilidade das reformas e da segurança social em geral , desindustrialização acelerada do país por deslocalização das empresas (estrangeiras e portuguesas!), diminuição acelerada dos cuidados de saúde e insegurança de pessoas e bens a um nível inimaginável há poucos anos, compreende-se o uso e abuso de ansiolíticos e, até, antidepressivos.

      Mas sedativos e hipnóticos? Então os portugueses já não vêem o "Prós e Prós" (acertada designação de Pacheco Pereira (www.abrupto.blogspot.com) antes de irem para a cama?

 

     

 



Março 14 2007

                 

      O Diário de Notícias de ontem dá conta de uma lei que o Imperador César dos Açores fez aprovar no Parlamento Regional pela sua maioria "socialista".

      Nela, o discreto mas eficiente Imperador, coloca-se acima do Primeiro Ministro no protocolo de todas as cerimónias organizadas pelo Governo Regional, logo abaixo do Presidente da República e do Presidente da Assembleia da República!

      Recorde-se que a Lei das Precedências do Protocolo do Estado, aprovada na Assembleia da República no ano passado atribuía aos presidentes dos governos regionais o 15º lugar no Protocolo do Estado.

      José Sócrates,  que beneficiou os Açores em detrimento da Madeira no Orçamento de Estado, terá de seguir atrás do sr. César se quizer ir aos Açores ver como são aplicados os fundos que nós, continentais, para lá enviamos.

      Se isto tivesse acontecido na Madeira do A. J. Jardim tinha caído o carmo e a trindade, a comunicação social tinha feito um escândalo e o Eng.º tinha vindo à TV declarar, enfáticamente, que a lei era para ser cumprida por todos e em todo o território nacional.

     Assim, viva o "xoxialismo" e o corsário das ilhas!

                

         


     


Fevereiro 28 2007

 

                                                             

 

UE 25        

Portugal
Familias c/ acesso à Internet

51

35

Exportações de produtos de alta tecnologia

18

8

Abandono escolar

5,1

39,2

Notas:

  1. Os valores referem-se a percentagens do total.
  2. O nº de familias portuguesas c/ acesso à Internet é apenas de 69% da média da União Europeia a 25 (inclui os países da "ex-cortina de ferro").
  3. O peso das exportações de produtos de alta tecnologia no valor total das exportações é, em Portugal, apenas 44% da média da UE25.
  4. O abandono escolar é, em Portugal, 7,7 vezes superior à média UE25!!!
  5. Os dados foram retirados de um texto ("Mais uma oportunidade perdida?") publicado por Manuel José Vilares, Prof. Catedrático da Univ. Nova de Lisboa, no caderno de economia do último Expresso.

 


 


Fevereiro 23 2007

                  

      A TSF e o Diário de Noticias de hoje dão conta do Barómetro da Marktest realizado já após o referendo de 11 deste mês.

      Espantosamente, o PS reforça a maioria absoluta, obtendo 47% das intenções de voto se as eleições se realizassem agora (mais 2% que nas últimas legislativas e mais 4% que no mês passado).

      Ainda mais espantoso é que o líder do PS e Primeiro Ministro, José Sócrates, duplica a subida do PS no índice de popularidade dos líderes partidários.

      Tendo em conta que José Sócrates, nos aspectos mais importantes da governação, tem feito exactamente o contrário do que prometeu durante a campanha eleitoral (aumentou o "boyismo", subiu todos os impostos, aumentou o desemprego, vai colocar portagens nas SCUTs, deixou que Portugal fosse ultrapassado por vários países pobres e atrasados da ex-cortina de ferro e tem aumentado a divergência em relação à médi europeia), só a completa vacuidade politica da oposição (leia-se do PSD) pode explicar estas percentagens de intenção de voto e de popularidade.

      Líder competente, honesto e com um rumo para Portugal que necessite de fazer rodagem a carro novo necessita-se urgentemente para o PSD (e para Portugal...).

                   

              

 

     


emgestaocorrente às 15:58

Fevereiro 22 2007

                                          

      O "Público" de ontem (21/02/2007) publicou alguns dados que a Comissão Europeia tinha divulgado no dia anterior.

      Os números que se seguem são retirados daquele jornal.

      Portugal, em 2004, apresentava um Produto Interno Bruto (PIB) por habitante de apenas 74,8% da média da União Europeia (UE), a 27 países.

      Considerando como limiar da pobreza 60% do rendimento médio nacional (depois de incluídas as ajudas sociais), 20% dos portugueses viviam abaixo daquele limiar, contra 16% da UE.

      Pior, mesmo, só a Polónia e a Lituânia: 21% das população abaixo do limiar de pobreza e apenas 50,7 e 51,1%, respectivamente, do PIB da UE a 27

      No extremo oposto está a Suécia com um PIB por habitante de 120% da média europeia e 9% de pobres.

      Os antigos países pobres da UE - Irlanda, Espanha e Grécia - apresentavam também 20% de pobres mas, atenção!, mas dispunham de um PIB por habitante que era de, respectivamente, 141, 100 e 84,8% da média europeia, o que quer dizer que estes pobres são muito menos pobres que os pobres portugueses!

      Ainda pior: 14% dos portugueses com emprego vivem abaixo do limiar da pobreza, contra 8% na UE a 27 países!!!

      Nem trabalhando os portugueses se livram da miséria!

                       

 


 

 

     

emgestaocorrente às 17:14

Fevereiro 06 2007

     

      As dividas fiscais ultrapassam os 16 mil milhões de euros (10,5% do PIB), segundo o Ministro das Finanças.

      Em 2006 foram recuperados, em cobranças coercivas (incluindo penhoras), 1,54 mil milhões de € (10% das dividas).

      A meta para 2007é recuperar 1,6 mil milhões de € (outros 10% da divida).

      As prescrições fiscais voltaram a aumentar em 2006, seguindo a tendência dos anos anteriores.

      Em 2006 foram recrutados 295 novos inspectores para o fisco; em 2007 vão ser recrutados mais 334 inspectores.

      Na conferência de imprensa em que o Ministro das Finanças anunciou estes resultados, estava presente o SE dos Assuntos Fiscais mas não o Dr. Paulo Macedo, o polémico D-G das Contribuições e Impostos.

      Segundo as palavras do ministro, o Dr. Paulo Macedo tinha a agenda prenchida e não podia estar presente.

      Quatro hipóteses se podem colocar:

  1. O Ministro não queria a presença do D-G, para não lhe aumentar o protagonismo e  não aparecer, ainda mais, como "salvador da Pátria". O SE é cinzento e não ofusca o ministro.
  2. O D-G tem mais que fazer; o ministro e o SE têm de se entreter com os jornalistas, para ocupar o tempo.
  3. O D-G já não tem paciência para aturar o ministro ou vice-versa.
  4. O D-G estava entretido com outra missa.

      PS: 16 mil milhões de € davam para pagar a Ota, o TVG e todas as derrapagens financeiras habituais nas obras do Estado, o que não justifica que esse dinheiro fosse desperdiçado em tais "elefantes brancos".

 

 

 


 

 

emgestaocorrente às 21:56

Fevereiro 03 2007

       

      Taxas de natalidade cada vez mais baixas

               

      A Direcção-Geral da Saúde publicou , esta semana, no seu site (www.dgs.pt), as taxas de natalidade verificadas no nosso país no período de 2001/2005.     

      A taxa já de si muito baixa (11,0 em 2001), passou para 10,4 em 2005, o que implica a impossibilidade de renovação demográfica e põe em causa  o futuro do país com população própria.

      Em termos de distribuição geográfica, a região  com maior taxa de natalidade em 2005 foi a dos Açores (12,5) e o distrito com menor taxa foi o de Bragança (6,8).


                             

emgestaocorrente às 20:10

Janeiro 28 2007

 


 

      Em Portugal há 15.000 (cerca de 1,5% da população!) crianças institucionalizadas (isto é: órfãs, abandonadas, retiradas à família por maus tratos, etc.).

      Já sabíamos que o Estado era incapaz de tomar conta delas (Casa Pia).

      Também já sabíamos que os padres não eram melhores (Casa do Gaiato).

      Agora ficamos a saber que as freiras são iguais.  É arrepiante o que os jornais contam sobre o que se tem passado na Casa do Sagrado Coração de Jesus, em Évora: maus tratos às miúdas por parte das freiras, abusos sexuais por parte do motorista da casa!

     Se o Estado é incompetente e a Igreja pratica o contrário do que ensina, em quem  vamos confiar?

      PS: Todas as afirmações generalizantes são injustas para aqueles que, nas instituições oficiais ou nas religiosas, cumprem as suas obrigações e dão o seu melhor em prol das crianças. O problema é que o escândalo do que tem vindo a lume é tão grave que há a tendência para a nuvem (negra!) esconder o sol. Apesar de tudo quero acreditar que, na realidade, o sol é maior que a nuvem!

 

emgestaocorrente às 15:04

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