Em gestão corrente ...como o País...

Fevereiro 05 2013

   Já embandeirá-mos em arco com a versão Palhaço Rico do "Engº" Sócrates.

   Sofremos no bolso e na pele a versão do Palhaço Pobre do "Dr." Relvas.

   Que mais nos irá acontecer?


 

emgestaocorrente às 15:15

Outubro 02 2011

   Anda por aí uma personagem patusca que fala uma língua indecifrável, entre o inglês, o português e o libio que se intitula empresário e a quem os jornalistas gostam de tratar por Sr. Comendador.

   Sabe-se que saíu aind jovem da Madeira e voltou já careca, dizem que com uma grande fortuna e analfabeto como foi.

   A origem da fortuna é obscura e ele lá saberá como a conseguiu!

   A sua mitíca fortuna foi investida em acções bolsistas especulativas e na compra de uma notável colecção de arte.

   De actividades empresariais nada se lhe conhece; apensa entra no capital de algumas empresas que depois tenta canibalizar.

   Em 2006 faz um negócio com o amigo Sócrates em que este lhe cede, gratuitamente, todo o espaço expositivo do Centro Cultural de Belém (esse mamarracho "cavaquista" como a esquerda bem falante e caviar gostava de chamar mas que agora não perde ocasião para lá aparecer e se deixar filmar e fotografar!).

   Diz-se que, na altura, a Ministra da Cultura, o Director do CCB e o próprio Presidente da República se oposuram, mas acabaram por se vergar à sociedade Sócrates/Joe Berardo.

   Sócrates não se limitou a dar as instalações; pôs o nosso dinheiro a pagar, também, as despesas de funcionamento da Fundação Berardo e atribuíu, anualmente uma grande maquia para aquisição de novas obras que ficam propriedade do comendador em vez de reverterem para quem as paga: o contribuinte.

   O ganancioso "empresário"/comendador às tantas meteu-se nas guerras de poder internas do Milenium/BCP; para isso fez um avultado empréstimo junto da Caixa Geral de Depósitos (banco do Estado, pasme-se!!!) e deu a sua colecção como garantia.

   Só que os negócios especulativos correram mal, o PS tomou conta do Milenium e as suas acções têm vindo a desvalorizar-se assustadoramente no mercado bolsista.

   O "empresário"/comendador está falido e em divida para com a CGD (banco do Estado, recorde-se!) e o nosso dinheiro anda a comprar obras de arte para abonar a divida do personagem!

   Se isto não é um país de treta e de vigaristas, o que é então?

   Valha-nos Deus (se ainda fôr a tempo!)


  



Outubro 02 2011

   Há pouco ouvi, na TV, o António José Seguro, com aquele ar de bom rapaz, como quem anda ali por acaso, de dedo em riste a gritar que "não se pode passar uma esponja pelo passado e que se tem que pedir responsabilidades políticas aos governantes".

   Exultei: finalmente estou de acordo com AJS!

   O homem, finalmente, vai fazer um acto de contrição sobre a governação socrática!

   Para os mais distraídos: JSócrates governou durante os últimos 6 anos e meio. Durante o seu consulado, AJS, com ar de menino do côro da Igreja da Misericórdia de Penamacor, percorria as secções do PS preparando a era post-Sócrates, enquanto em off, ia dizendo que era oposição ao Sócrates, incapaz de uma palavra pública de critica, ao contrário do ex-ministro Luís Amado.

   Pois bem: a esponja sobre o passado referia-se a PPassos Coelho que governa há 3 meses!

   Valha-nos Deus!

   Ele há cada cromo!

   


  


Outubro 01 2011

 

   Nos outros países as fundações são criadas para distribuir serviços ou bens à população ou a sectores populacionais com a herança, parte da herança ou da fortuna de gente endinheirada que pretende deixar uma marca para o futuro ou humanizar a sua imagem.

   Em Portugal, muitas fundam-se para sacar dinheiro ao estado, ou seja aos contribuintes, com a prestimosa e amável colaboração dos governos.

   A Fundação Mário Soares beneficia de instalações públicas, reconstruídas com dinheiros públicos.

   A Câmara Municipal de Lisboa subsidia essa Fundação com 50 mil € anuais.

   A Câmara está sobrendividada e à beira da falência técnica.

   O país está sobrendividado e à beira da falência técnica.

   A Câmara de Lisboa pretende aumentar em mais 15 mil € o subsídio à Fundação Mário Soares, este ano, em plena crise!

   Assim vai a crise no nosso País!

  



Agosto 18 2008

     

   Ontem, na fronteira espanhola, o gasóleo estava a 1.191/L e a gasolina 95 a 1.176.

   Ou seja: menos 26$40 por litro de gasóleo e menos 56$40 por litro de gasolina 95.

   Num depósito de 60 L, como o meu, abastecer em Espanha, fica por menos 1.584$00 e 3.384$00, respectivamente!!!.

   Há "socialistas" menos ladrões que outros...!

    


 


Julho 13 2008

         

Estas são a últimas casas e o último rochedo português,

junto da fronteira de Marvão.

 

    

Este é o primeiro rochedo espanhol,

menos de 1 km de distância.

       

   

Pois bem:

em menos de 1 km

a gasolina 95 passa de 1,533 para 1,251 €

(56$40 de diferença por litro)

e o gasóleo de 1,432 para 1,309 €

(24$60 de diferença por litro).

Num depósito de 60 L você poupa:

1.576$00 em gasóleo ou 3.384$ em gasolina.

Só quem não poder ou for louco é que se abastece em Portugal!!

E já agora:

a botija de gás, em Espanha, é metade do preço!!!

 


 


Março 21 2008
De Ariana Moleiro a 12 de Março de 2008 às 00:27
Veja-se como, após quase 200 anos, tudo está tão na mesma que mete dó!

As Farpas de Eça de Queirós (1871)

Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agiotagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições. A população dos campos, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinhas e de vinho, trabalhando para o imposto por meio de uma agricultura decadente, puxa uma vida miserável, sacudida pela penhora; a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva unicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padres-nossos maquinais. Não é uma existência, é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul, no Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado

- e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!
                             

   A minha sobrinha Ariana, há dias, a propósito de um post que publiquei neste blogue enviou-me este texto de "As Farpas" de Eça de Queiroz, referente ao Prtugal de 1871.

   Surpreendentemente, o texto conserva uma total actualidade e se Eça de Queiroz ainda estivesse vivo, de certo não lhe mudaria uma virgula!

   Um beijo para a Ariana e os desejos de uma Boa Páscoa.

   PS: os beijos e os desejos de Boa Páscoa são extensivos às restantes meninas do Comercial da SIC ( e os desejos de melhoras dos pais).

    

 




Janeiro 30 2008

Ele não fez fotografias de Portugal. Fotografou Portugal, como se de uma pessoa se tratasse, mesmo ali à sua frente, enquanto olha para o passarinho.

A primeira vez foi para mostrar a fotografia de um maneta, na praia, a sair da água todo desengonçado, com aquela cara de quem acabou de acordar com uma ressaca de bagaço. Ao lado, dentro de água, vê-se uma mulher vestida que agarra uma criança aos berros. Na altura, eu olhei para isto e vi Portugal.

O mesmo Portugal que vejo no retrato deste homem e desta mulher que acabaram de casar numa aldeia transmontana. Quem vê esta fotografia vê logo o Portugal dos anos 60, o qual não devia ser muito diferente do Portugal dos anos 30, o qual não devia ser muito diferente do Portugal do princípio do século.

Mas eu vejo esta fotografia e continuo ainda a ver o Portugal do século XXI. Imagino os filhos e os netos deste casal e vejo-os reféns desta fotografia. Como uma marca que determina geneticamente as gerações seguintes.

Vê-se logo, nesta imagem, uma clara contradição entre a mesa e as expressões vagas do casal.

Percebe-se que é dia de festa. Uma mesa cirurgicamente bem posta e preparada para uma cerimónia que se imagina farta de comida. Uma mesa orgulhosa e que não esconde uma certa vaidade, lembrando a expressão de felicidade das mulheres quando saem da cabeleireira.

Pelo contrário, o casal, pobre e analfabeto, está com um ar de exílio e de abandono. Um ar absolutamente heimatlos, o ar, não de quem acabou de sair da cabeleireira, mas de quem acabou de chegar a Paris, a cidade-luz, vindos da aldeia ainda sem luz e de onde nunca tinham saído.

Foi nos anos 80 que Portugal viu a luz da Europa a entrar pela janela. Até então, não passava de um pobre e obscuro país entalado entre o vazio da planície espanhola e o vazio do mar, cujo mapa interior está bem reflectido no rosto deste casal.

Quando Portugal se sentou à mesa para o banquete, sentiu-se orgulhoso ao lado da Alemanha, da França, da Inglaterra, da Holanda, de todos aqueles loiros de olhos azuis que conhecia dos telejornais e das praias. Sentiu que entrara finalmente na Europa.

Mas mais do que a luz da Europa a entrar pela janela foi o dinheiro da Europa a entrar nos bancos e a sair pelos multibancos. Não uma janela de vidro e com vista para o exterior mas uma janela de oportunidades perdidas.

Portugal é, hoje, um país com uma mesa farta: um país de telemóveis, plasmas do melhor, computadores para dar e vender, cozinha equipada, carro à porta, passeios dominicais ao shopping. Eu vejo os filhos e os netos deste casal e vejo-os já na cidade, num T3 de Chaves, Bragança ou Vinhais, uma qualquer cidade de Trás-os-Montes da Europa.

A mesa dos filhos e netos continua, pois, farta e bem posta. Mas são ainda os filhos dos seus pais e os netos dos seus avós que um dia irão ser os avós dos seus netos. Já sabem ler e escrever, claro, mas não sabem ler e escrever como seria suposto saber ler e escrever um europeu normal do século XXI.

O rosto deste casal é o rosto de Portugal depois das especiarias da Índia e dos escravos de África. O rosto de Portugal depois do ouro do Brasil. O rosto de Portugal depois dos fundos europeus.

O rosto de quem está ao mesmo tempo deslumbrado e atónito perante uma mesa opulenta, para um dia de festa que acaba sempre cedo demais.

Vi, na semana passada, no telejornal, a inauguração do casino de Chaves. Mal as portas abriram, entraram centenas de pessoas que aguardavam lá fora, ansiosas, a abertura.

Não, não eram jogadores como aqueles de Monte Carlo, de papillon e cabelo com brilhantina puxado para trás e a passar o dedo pelos lábios como o gigolo de óculos escuros do Martini Cinzano. Eram os flavienses puros e duros que, ululantes, entravam no casino como se entrassem no piquenicão da Rádio Renascença, na Ovibeja ou na Fatacil. Novos e velhos.

Quem sabe se, no meio desta multidão não estaria também o casal desta fotografia. Bem gostava de os ver agora, já velhos, assim como quem viu a menina afegã da capa da National Geographic, muitos anos depois.

Acho que os iria encontrar ainda com o mesmo ar aparvalhado de 1964, só que, desta vez, não perante uma mesa para comer, mas uma mesa para jogar ou uma slot machine cheia de luz, a mesma luz do shopping por onde passarão no domingo à tarde.

Eu vejo o ar aparvalhado deste casal e vejo o ar aparvalhado de Portugal. Pobre perante a riqueza, rico perante a pobreza.

Eu disse que isto era um retrato de Portugal.

josericardoccosta@gmail.com

  

  

   Mais um excelente texto de José Ricardo Costa publicado no "Jornal Torrejano" da semana passada e que não resisti a rapinar.

   Um abraço ao Professor JRCosta.

 

A mesa


Dezembro 20 2007

         

   Medidas de coacção aplicadas a 4 dos indiciados pela série de assassínios no Porto: a 2 deles apenas termo de identidade e residência; aos outros 2, apresentação à policia de 15 em 15 dias.

    

   Medidas de coacção a Adelina, mãe afectiva de Esmeralda: termo de identidade e residência e apresentação diária à policia!!!

     

   Nº de anos que demorou a decisão judicial sobre o caso UGT/Fundo Social Europeu: 15 anos!!!, a que se deve somar 2 ou 3 anos de inquérito.

   Sentença: todos absolvidos!

   Indmenização por danos materiais, morais e profissionais aos absolvidos que, na prática,estiveram mais de 17 anos "condenados" na praça pública: 0 €!!!

  



Novembro 03 2007

   Na madrugada de 5ª para 6ª feira, em pleno Terreiro do Paço, um carro em excesso de velocidade, e desrespeitando um sinal vermelho, atropelou várias pessoas que atravessavam uma passadeira que apresentava sinal verde.

   A violência do embate foi tal que o condutor conseguiu matar 2 pessoas e colocar outra em perigo de vida.

   Segundo testemunhas presenciais o condutor pôs-se em fuga e foi apanhado por populares.

   Até aqui, tudo "normal".

   O assassínio motorizado faz parte da falta de civismo dos portugueses que, normalmente afáveis, se transformam em perigosos facínoras mal se apanham ao volante de qualquer veículo com motor.

   Faz parte, também do dia a dia português os tribunais condenarem a penas de prisão qualquer pequeno roubo num supermercado e absolverem ou aplicarem penas suspensas aos assassinos da estrada.

   O que torna este caso diferente é que apresenta dois aspectos até agora incomuns.

   O assassino que não respeitou o sinal vermelho e que vinha em brutal excesso de velocidade, ao contrário do habitual, era uma mulher com idade relativamente madura - 35 anos.

   A assassina pôs-se em fuga abandonando as suas vitimas.

   Até agora habituados a ver situações destas protagonizadas por homens, quase sempre jovens e etilizados ou drogados, vemos agora que as mulheres portuguesas imitam os piores hábitos masculinos .

   Isto é, Portugal está a mudar, e para pior!

   A concluir: a criminosa não foi detida e nem sequer lhe apreenderam a carta de condução !

   É a justiça que temos...

    

 

  

 



Junho 23 2007

     

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,

linda vista para o mar,

Minho verde, Algarve de cal,

jerico rapando o espinhaço da terra,

surdo e miudinho,

moinho a braços com um vento

testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,

se fosses só o sal, o sol, o sul,

o ladino pardal,

o manso boi coloqial, a rechinante sardinha,

a desancada varina,

o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,

a muda queixa amendoada

duns olhos pestanítidos,

se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,

o ferrugento cão asmático das praias,

o grilo engaiolado, a grila no lábio,

o calendário na parede, o emblema na lapela,

ó Portugal, se fosses só três sílabas

de plástico, que era mais barato!

   

*

  

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,

rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,

não há "papo-de-anjo" que seja o meu derriço,

galo que cante a cores na minha prateleira,

alvura arrendada para o meu devaneio,

bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.

Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,

golpe até ao osso, fome sem entretém,

perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,

rocim engraxado, feira cabisbaixa,

meu remorso,

meu remorso de todos nós...

   

Alexandre O'Neil,

in "Feira Cabisbaixa", 1965

      

(porque tenho a sensação que este poema volta a estar tão actual?)

    

 


 

emgestaocorrente às 19:34

Março 26 2007

                  

(nestes tempos em que parece que a TV pública(!) aposta em baralharar os mais novos e recuperar (branqueando!) um passado doloroso  e vergonhoso para o povo português, retomo este poema de Manuel Alegre , para que ninguém se esqueça  da fome, do analfabetismo, das prisões politicas, da fuga à guerra colonial, da emigação ilegal massiva (1 milhão de emigrantes ilegais no inicio dos anos 70), fosse por motivos económicos fosse por motivos politicos )

         

              

Solitário

por entre a gente eu vi o meu país.

Era um perfil

de sal

e abril.

Era um puro país azul e proletário.

Anónimo passava. E era Portugal

que passava por entre a gente e solitário

nas ruas de Paris.

     

Vi minha pátria derramada

na Gare de Austerlitz. Eram cestos

e cestos pelo chão. Pedaços

do meu país.

Restos.

Braços.

Minha pátria sem nada

despejada nas ruas de Paris.

     

E o trigo?

E o mar?

Foi a terra que não te quiz

ou alguém que roubou as flores de abril?

Solitário por entre a gente caminhei contigo

os olhos longe como o trigo e o mar.

Éramos cem duzentos mil?

E caminhávamos. Braços e mãos para alugar

meu Portugal nas ruas de Paris.

      

Manuel Alegre

    

 


 

emgestaocorrente às 19:28

Março 19 2007

           

      O Diário de Noticias de hoje informa que o número de alunos das escolas públicas alentejanas que optou pela aprendizagem do espanhol como 2ª língua triplicou nos últimos 2 anos.

      Assim, de 2004 para 2006, o nº de alunos a aprenderem espanhol, naquela região, passou de 786 para 2.477 e o nº de turmas de 48 para 280.

      A estes números há que somar os que frequentam aulas de castelhano em instituições privadas, em nº indeterminado.

      O acréscimo de alunos de castelhano verifica-se nos 3 distritos, sendo maior em Beja; no entanto, o maior número absoluto ocorre em Portalegre, provávelmente por ser o distrito em que as principais cidades (Portalegre, Elvas, Campo Maior) se localizam junto à fronteira e perto dos maiores centros universitários espanhóis fronteiriços (Badajoz, Cáceres).

      O castelhano está a substituir o francês talvez por ser mais fácil, mas, principalmente, porque as familias e as próprias crianças e jovens reconhecem maior importância e utilidade, para o futuro na língua castelhana.

      Carolina, 13 anos (Évora), ouvida pelo DN declara que estuda castelhano para poder matricular-se em Medicina em Badajoz, mesmo que consiga o ingresso numa faculdade portuguesa!

      Ricardo, 12 anos (Évora), quer frequentar a universidade de Barcelona, ou outra qualquer espanhola!

      Margarida, 13 anos, quer seguir os seus estudos em Badajoz.

      Várias conclusões se podem tirar destes factos: uma é de que a língua francesa perde rápidamente terreno em relação à castelhana (acompanhando a perda de influência da França na politica internacional); a outra é que a Espanha é cada vez mais atractiva para os portugueses, mesmo de tenra idade; outra, ainda, é que o sistema escolar português (universitário) merece cada vez menos reconhecimento dos nossos cidadãos logo desde a infância.

      Observação final: para se colonizar um país e um povo é mais eficaz atraí-lo pelas melhores condições sociais e pela melhor qualidade de vida e de ensino que pela invsão militar!

     

 

     

      


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