Em gestão corrente ...como o País...

Maio 09 2010

 

 

 



Maio 10 2009

QUE A VIDA FOSSE A MESMA FESTA SEMPRE

E OS OLHOS ENCONTRASSEM TEU SORRISO

 

Pedro Barroso

   


 

emgestaocorrente às 22:29

Maio 10 2009

FALEI-TE

SEM QUERER DE COISAS BELAS

COMO QUEM ABRE JANELAS

PARA LÁ DO HORIZONTE

                  

(Pedro Barroso)

emgestaocorrente às 15:49

Julho 13 2008
Rugas - Pedro Barroso

 

 

Se ficasses para sempre

nos olhos que em ti medi

naquele balouçar

de vestal e puta eternamente

serias o sonho prolongado

que não há

Mas os anos amiga

os anos que passaram

fizeram de borracha a tua pele

e o desespero das rugas

enfeitou o teu rosto

num rasgo de ti mesma

E desdobras-te em cascatas de gestos

em busca do que foste

sem saber

e há qualquer coisa de injusto em tudo isso

porque os meus olhos são da mesma idade

E o tempo

esse carrasco lento

fez de nós uma referência

uma memória esconsa do que fomos

E hoje são talvez as tuas filhas

quem desdobrou de ti o alçamento

a graça de garça

e o altar de espanto

Mas tu amiga

aqueles teus seios de mármore

que eu mordi de amante

esses roubaram-mos de inveja

o tempo e a lonjura

Por isso recuso ver-te hoje

sem ser nessa memória

Dizem que é assim

isto de viver

mas há tudo de cru, injusto e triste

nessa amargura

porque a beleza extrema

nunca houvera de morrer

E tudo o que me estrago

a mim não magoa

que eu nunca contei muito

para o belo que me deste

Sempre vou ser isto

mais coisa menos coisa

cada vez mais velho e mais agreste

Mas tu tinhas direito à eternidade

o teu rosto o teu corpo as tuas mãos

moram para mim ainda e sempre

na ideia em que te guardo

e há qualquer coisa de injusto em tudo isto

porque os meus olhos são da mesma idade

    


 


Maio 15 2008

 

COMPANHEIRA

Letra, música e voz de PEDRO BARROSO

(para ouvir a música, clique no botão Play)   

      

  

Deixei pousar minha boca em tua fronte

toquei-te a pele como se fosses água

escorreguei em teu ventre como o vento

e atravessei-te em mim como se fosse farpa

     

Deixei crescer esta vontade devagar

deixei crescer no peito um infinito

ai eu morri de morte lenta no desejo

em cada beijo abafei um grito

  

Quando desfolho o livro velho da memória

sinto que o tempo passado à tua beira

é um espaço bom que há na minha história

e foi bonito ter dito companheira

          

Inventei mil paisagens no teu peito

e rebentei de loucura e fantasia

quando me olhavas devagar com esse geito

eu descobri tanta coisa que não via

    

Havia em ti uma forma grande de incerteza

que conseguias converter em alegria

havia em ti um mar salgado de beleza

que me faz sentir saudades em cada dia

    

Quando desfolho o livro velho da memória

sinto que o tempo passado à tua beira

é um espaço bom que há na minha história

e foi bonito ter dito companheira

                                          

                      

      

Foto de Pedro Barroso


 

 

emgestaocorrente às 20:15

Abril 02 2008

                 

     

Após um período de ausência

(preguiça, 1 semana de férias em local mal servido pela Vodafone mobile, período de grande energia criadora na pintura, etc.)

retomei as actividades rotineiras e "blogueiras".

Tive a sorte de coincidir com a chegada de um e-mail do meu amigo

PEDRO BARROSO

em que me dava conta de uma nova música sua colocada na net.

Apresso-me a dá-la a conhecer aos meus leitores.

É, como sempre(!),

um Pedro Vintage!

             


 

 

emgestaocorrente às 19:56

Fevereiro 09 2008

 

   

Anúncio confidencial

     

Arranja-me um fio de prata dois silêncios um sorriso

e desaperta no peito dois botões pró paraíso

e dá-me beijos na testa quando começar o dia

sorri-me longa a manhã no teu corpo devagar

sendo horas de nascer tu sabes o teu lugar

    

de ti estamos distantes como quem não dá por isso

mas pressentimos no corpo uma espécie de feitiço

responde à posta restante anúncios confidenciais

se não existires eu faço-te

já esculpi outras que tais

que às vezes ao fim da tarde quando me vem o cansaço

vou atirar-me para o maple e encontro o teu regaço

e tu dizes coisas feias andas zangada comigo

e eu fico na plateia nem sei bem o que digo

e irritada tu beijas resvalas mordes ondulas

e eu que andava por tão longe quando m'insultas (e pulas)

eu transformo-me da pedra em ondas gaivotas mar

e eu que não estava ali reparo nas tuas pernas reparo na tua boca

e passo de novo a estar reparo na tua boca que eu nunca soube explicar

e sinto incêndios nas veias e sinto incêndios no mar

vêm aí horas ternas são horas de mergulhar

desculpa mundo já demos são horas de te esquecer

são horas de enlouquecer desculpa lá vou fechar

    

Pedro Barroso, CD "de viva voz"

 


 

emgestaocorrente às 11:28

Janeiro 06 2008

 

Clique no símbolo em baixo

para ouvir

o mais bonito poema sobre os anos que passam

dito pelo próprio autor

Pedro Barroso

 

 


 

emgestaocorrente às 22:34

Dezembro 15 2007

  

Hoje é o aniversário da minha mulher

(desde há cerca de 40 anos!).

Compartilha comigo o mesmo gosto pelas trovas/canções

 do nosso amigo Pedro Barroso,

a melhor voz e o melhor cantautor  português.

Esta trova teria sido escrita e cantada por mim e a ela dedicada

se tivesse o talento do Pedro.

Parabéns mulher!

Obrigado Pedro!

 

 


 

 

emgestaocorrente às 17:55

Setembro 03 2007

     

   Pedro Barroso, o maior (e último?) trovador português, actuou ontem nas festas do Crato.

   Estive presente (sou vizinho, de coração) e o encantamento foi o mesmo de sempre.

   Pedro Barroso é um vinho do Porto vintage!

   Como recordação aqui se publica o poema e se dá a ouvir uma das canções do alinhamento do espectáculo: Bonita (clique para ouvir).

   Até sempre Pedro! (Tenho 1 CD com as suas músicas que nunca sai do carro).

   Obrigado Câmara Municipal do Crato, por manter, numa pequena e quase ignota vila do norte alentejano, umas festas com tal nível.

 

 

Bonita

Primeiro foram as mãos que me disseram
que ali havia gente de verdade
depois fugi-te pelo corpo acima
medi-te na boca a intensidade
senti que ali dentro havia um tigre
naquele repouso havia movimento
olhei-te e no sol havia pedras
parámos ambos como se parasse o tempo
parámos ambos como se parasse o tempo

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas

atrevi-me a mergulhar nos teus cabelos
respirando o espanto que me deras
ali havia força havia fogo
havia a memória que aprenderas
senti no corpo todo um arrepio
senti nas veias um fogo esquecido
percebemos num minuto a vida toda
sem nada te dizer ficaste ali comigo
sem nada te dizer ficaste ali comigo

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas

falavas de projectos e futuro
de coisas banais frivolidades
mas quando me sorriste parou tudo
problemas do mundo enormidades
senti que um rio parava e o nevoeiro
vestia nos teus dedos capa e espada
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse no fundo preciso
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse preciso dizer nada

é tão dificil encontrar pessoas assim bonitas
é tão dificil encontrar pessoas assim pessoas

(música e letra de Pedro Barroso
in álbum "Roupas de Pátria, Roupas de Mulher ",1987)


Agosto 30 2007

             

   E continuamos com cálices de vintage.

   Agora o último trovador português: Pedro Barroso.

   Ao vivo, no próximo domingo à noite, na Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato (Alto Alentejo), a anteceder os Vaya Con Dios.

 

  

                             

Menina dos olhos de Água

                          

Menina em teu peito sinto o Tejo
e vontades marinheiras de aproar
menina em teus lábios sinto fontes
de água doce que corre sem parar

                 

menina em teus olhos vejo espelhos
e em teus cabelos nuvens de encantar
e em teu corpo inteiro sinto o feno
rijo e tenro que nem sei explicar

             

se houver alguém que não goste
não gaste - deixe ficar
que eu só por mim quero-te tanto
que não vai haver menina p'ra sobrar

             

aprendi nos "Esteiros" com Soeiro
aprendi na "Fanga" com Redol
tenho no rio grande o mundo inteiro
e sinto o mundo inteiro no teu colo

           

aprendi a amar a madrugada
que desponta em mim quando sorris
és um rio cheio de água levada
e dás rumo à fragata que escolhi

              

se houver alguém que não goste
não gaste - deixe ficar...
que eu só por mim quero-te tanto
que não vai haver menina p'ra sobrar

       

(música e letra de Pedro Barroso
in álbum "Cantos da borda d'água" 1985)



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