Em gestão corrente ...como o País...

Dezembro 06 2008

    

  José Pacheco Pereira no "Abrupto":

 

 
(JPP)

 

COISAS DA SÁBADO: VALE A PENA FAZER ALGUMA COISA DE SÉRIO NA POLÍTICA?

Valer, vale, mas é em grande parte inútil, porque fica desconhecido, tem o décimo do efeito, e não chega sequer aos seus destinatários. Os jornalismo político que se faz hoje precisa de mostrar sempre uma mesma imagem dos políticos, entre o jongleur inábil e o carreirista cínico e dominado pelo interesse próprio. Sempre que alguém faz diferente é ignorado para não estragar o estereotipo. Um excelente artigo de João César das Neves colocava estes problemas do jornalismo dos dias de hoje e o seu papel na produção da irrelevância.

Na semana passada houve um magnífico exemplo. O modo como os jornalistas, trataram uma das iniciativas mais sérias da vida política portuguesa dos dias de hoje, o trabalho do Instituto Francisco Sá Carneiro (podem julgar por vós próprios aqui ), capaz de desmoralizar o mais determinado cidadão que acha que a política se deve fazer de forma séria e com trabalho, Procurem nos jornais do dia seguinte com uma lupa qualquer notícia, apesar da sala estar pejada de jornalistas, curiosos apenas por ver se havia alguma gaffe nos discursos.

          


 


Maio 05 2008

          

   Com a devida vénia, aqui rapino um extraordinário texto de José Pacheco Pereira sobre o desemprego das mulheres e suas consequências, para elas e para  o país.

   Sem dúvida, um texto vintage, como só José Pacheco Pereira é capaz (mesmo quando com ele não se concorda).

   Foi publicado no Público e no "ABRUPTO" 

     

4.5.08


(JPP)

DESEMPREGO



Pelo meu intratável e malévolo esquerdismo genético, que evidentemente nos ex-esquerdistas é considerado um defeito de carácter (nos direitistas, antigos fascistas ou "situacionistas", pelos vistos não é, porque ninguém os acusa de estarem presos psicologicamente ao seu passado, bem pelo contrário podem ser democratas sem mancha e sem memória), sempre insisti nas campanhas eleitorais em que participei em visitar as fábricas, em encontrar os trabalhadores "à saída das fábricas" e em escapar ao interminável percurso pelas "instituições de solidariedade social", ou seja, lares de idosos cujo director era dos "nossos".

Poucas coisas mais deprimentes aconteciam do que ouvir um zeloso director a falar com uma velhinha - "sabe que a Mariazinha tem noventa e cinco anos e ainda canta, canta aqui ao senhor deputado, canta" - e desejar veemente que a terra se me abrisse à frente e enviasse a senhora Maria para o Céu, onde certamente está, e a mim para o Inferno, porque entre as suas piores penas não está assistir à humilhação alheia, de quem já não tem defesa do seu querer. Talvez a senhora Maria gostasse daquela última atenção e seja eu que esteja enganado, mas é por essas e por outras que abomino o populismo e não sirvo para certas coisas.

Voltemos à "saída das fábricas", lugar que se tornou maldito depois do dr. Menezes dizer que aí estaria em permanência. Nessas campanhas eleitorais passei por várias grandes fábricas, não só em dimensão como no número de trabalhadores que, já na altura, não abundavam no país, cuja desindustrialização fizera desaparecer muitas que a nossa sempre débil industrialização tinha feito. Todas essas fábricas, todas sem excepção, desapareceram nos últimos dez anos. Em tão poucos sítios é possível ver a história a fazer-se como se fosse um filme acelerado. Estava lá ontem, hoje já não está.

Eu, que sou portuense, sabia que poucas coisas se abatem mais rapidamente do que as grandes fábricas. No Porto, tudo o que era amplo espaço urbanizável nas décadas de setenta e oitenta estava no lugar vazio de uma grande fábrica, quase sempre têxtil, e as novas urbanizações para a classe média alta tinham o nome das fábricas como a William Graham na Avenida da Boavista. (ver foto) Desaparecidas as fábricas têxteis de Salgueiros, da Torrinha, das Sedas, para além das fábricas de fósforos e de cerveja, a cidade substituía as imensas construções fabris por apartamentos. Num artigo do Expresso, um dos primeiros escritos em Portugal sobre a salvaguarda do património industrial, ainda tentei que se preservasse alguma coisa da Fábrica de Salgueiros, um exemplar típico da arquitectura industrial então em ruínas, mas o efeito do artigo foi que o que sobrava foi deitado abaixo logo a seguir, não fosse haver alguém que se lembrasse de prestar a atenção à nova (por cá) concepção de arqueologia industrial e dificultasse o caminho aos bulldozers.


Esta semana, com o despedimento de centenas de trabalhadores da Yasaki Saltano de Gaia, recordei-me de outra grande fábrica desaparecida, a Clark"s de Castelo de Paiva, uma daquelas onde estive "à saída da fábrica". Por muito boa vontade que se tivesse em fazer política, distribuir uns papéis, falar com pessoas, na "saída das fábricas", a Clark"s era um sítio péssimo para o fazer. A saída era espectacular, mas muito, muito, rápida. Nos breves momentos que durava, um mar de raparigas, mulheres jovens e na meia-idade, o maior número de gaspeadeiras que alguma vez vi na vida, saía como uma mola das portas interiores e corria, literalmente corria, para os portões e desaparecia pelas ruas e caminhos, em motocicletas, algumas em carros. Dez minutos depois, não havia ninguém e os papéis dados à pressa no meio daquelas almas fugidias desapareciam com elas tão depressa como a noite se punha.

A corrida tinha uma razão de ser, iam para casa o mais cedo possível cuidar dos filhos e do marido, cuidar da casa, não tinham tempo a perder com políticas. Como na Yasaki Saltano, a maioria dos trabalhadores são trabalhadoras, mulheres, muitas bastante jovens, muitas com poucas qualificações e que abandonaram a escola antes do tempo, a face visível do "insucesso" e do "abandono escolar", para irem trabalhar e constituir família numa idade em que os mais abastados ainda se arrastam pelo 12.º ano ou pelos primeiros anos da universidade e vivem em casa dos pais. A atracção do emprego e da família, da "sua" família, marido e filhos, não é apenas motivada pela necessidade económica, mas sim pela procura de autonomia, de uma vida própria na teia demasiado densa das famílias ainda próximas da ruralidade. Castelo de Paiva não é propriamente o centro do mundo urbano e Gaia ainda tem muitas aldeias.

O desemprego é devastador para todos, mas é-o mais para estas mulheres jovens e de meia-idade. Não é apenas a sua condição económica, a sua condição de vida que é afectada, é também a sua autonomia como mulheres, a sua capacidade de terem no salário e no emprego uma vida e uma dignidade próprias como mulheres, num mundo em que esta afirmação ainda é crucial. Recebida a notificação do desemprego, passado o período da agitação, as notícias e contranotícias de que pode haver um plano de integração na fábrica ao lado, ou a cinquenta quilómetros dali, que pode haver um supermercado que as aceite prioritariamente, que a câmara vai cuidar delas, que os sindicatos vão obter uma melhor indemnização, etc., etc., chega uma altura em que acabou. Acabou mesmo, está desempregada.

Nesse momento, em que o dinheiro que se levava para casa começa a faltar, a mulher começa a fazer contas e a cortar nas despesas. E não corta no pão, no infantário, na luz, na casa, no telemóvel - há-de vir a cortar - corta nas suas despesas, nas despesas consigo. Vai menos vezes ao cabeleireiro, arranja-se menos, compra menos roupa, tudo coisas que parecem fúteis para quem tem tudo, mas que representam um caminho para uma menor auto-estima, um desleixo que pode vir a crescer com os anos, se passar definitivamente de operária a dona de casa. É um caminho invisível, um passo atrás em que ninguém repara a não ser as próprias.

Elas sabem o que é não ter emprego, ou ter que mudar para outro emprego menos qualificado, mais solitário, mais dependente, socialmente menos reconhecido. Elas sabem que podem fazer menos coisas sozinhas, com o seu dinheiro, sem prestar contas a ninguém. Elas sabem o que significa ficar mais dependente do marido ou dos pais, ter menos esperança para os filhos, desistir de coisas que achava até então possíveis: umas férias baratas no Algarve, um carro melhor, mais visitas às lojas do Arrábida Shopping, não para ver as montras, mas para entrar lá dentro e comprar aquela roupa para o "bebé", ou aquela blusa. E sabem que saem menos e vêem mais televisão.

O desemprego pode suscitar mil e uma discussões teóricas, e ser inevitável como "destruição criadora", como "reconversão" da nossa economia, como efeito de políticas erradas que assentam na ilusão de um "modelo social europeu" insustentável face à natalidade e à globalização, tudo isso. Também eu penso que a deslocalização das fábricas é inevitável e que muito tecido industrial que temos não resiste à realidade da economia actual e que, com a nossa baixa qualificação da mão-de-obra, não temos a plasticidade para encontrar alternativas que tornem "criadora" a "destruição" schumpeteriana. A trabalhadora da Yasaki Saltano que disse que ia aproveitar a "oportunidade" para completar o 12.º ano tem toda a razão e aponta o caminho, mas nem por isso deixa de ter todas as dificuldades e não é certo que possa vir a poder utilizar as suas novas qualificações.

Mas nem por não se ter qualquer solução a curto prazo, a sociedade, nós todos, devemos deixar de olhar para cada um destes desempregos colectivos de mulheres sem a preocupação de vermos e sentirmos a devastação que ele tem por trás, o atraso social que isto significa para Portugal. Estas mulheres não vão educar os seus filhos da mesma maneira, vão reproduzir melhor o Portugal antigo do que preparar o novo. Elas sentem que falharam, tinham algumas ilusões que perderam. Mas nós falhamos mais se não temos a consciência de fazer alguma coisa. Porque se pode, na acção cívica, no voluntariado, no mundo empresarial, na política, fazer muita coisa por estas mulheres. O que é preciso é vê-las e à sua condição e não as cobrir com o manto diáfano da inevitabilidade. A começar pelo Governo, que mais uma vez se vai voltar para o betão e não para as pessoas.


(Versão do Público, de 3 de Maio de 2008.)


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Fevereiro 16 2008

     

   A continuar assim, o PSD arrisca-se a entrar mesmo em estado de estupor.

   Esta situação de estupor já é o estado em que muito militantes (mesmo entre os que apoiaram LFM , como eu) vêem o estado actual do PSD.

   O país, provavelmente , já se esqueceu do PSD.

   Maior tragédia que esta para a politica portuguesa não consigo imaginar.

   Leia-se o texto de José Pacheco Pereira no Abrupto.

         

15.2.08


JPP )

COISAS DA SÁBADO: ESTADO DE ESTUPOR

A palavra “estupor” tornou-se um insulto e, mesmo como insulto, está a cair em desuso face a outros mais brutos, humilhantes e eficazes. Mas “estupor” é uma palavra com uma velha história médica. Significa uma forte diminuição das funções intelectuais, acompanhada de uma espécie de catatonia física. Até vem na Wikipedia . Os tratados médicos dizem-nos que o indivíduo em estado de estupor pensa que está bem, lá por dentro pensa numas coisas dispersas, mas não tem consciência da sua desconexão com o mundo exterior e “repete movimentos estereotipados”. O “estado de estupor” está algures entre o “estado onírico” e o “estado de delírio”, e não é certamente bom para a saúde. Infelizmente é como o PSD está, em estado de estupor.

Já repararam que, na maioria das questões, o PSD não toma posição, não toma posição a tempo, promete tomar e depois esquece-se de tomar posição, ou qualquer destas três variantes? Nuns casos, parece que está à espera para ver o que dizem os jornais no dia seguinte. Noutros, os múltiplos comités de assessores, agências e sábios convidados para photo opportunities , ou não tem nada para dizer ou então estão à espera de ver o que os outros dizem para reagir, ou, como concordam com o governo, ou porque é matéria espinhosa, ficam calados e aconselham silêncio. A teoria do “estado de estupor” vigente no partido é que “é preciso não se cometer asneiras” e por isso fica-se calado a ver se se foge pelos interstícios dos telejornais, aparecendo porque é bom para os barómetros que são apareçómetros ”, mas sem se dizer nada. Claro que depois, de repente, há uns movimentos desconexos, também típicos do “estado de estupor”, com consequências desastrosas, que só reforçam os conselheiros da teoria catatónica como política, mais vale estar calado, a ver se o engenheiro se despenha por si.

O “estado de estupor” do PSD, o silêncio do PSD como partido de oposição é um dos factores mais perturbadores da vida política nacional.

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© José Pacheco Pereira
emgestaocorrente às 12:05

Dezembro 18 2007

   José Pacheco Pereira no seu blogue "Abrupto", publicou o seguinte post :

 

Penosa a cena de Maria Barroso e Villas Boas a irem com as televisões atrás beijar o sargento que mantem na sua posse a criança "Esmeralda", numa manifestação de completa irresponsabilidade face a um problema que só ajudam a agravar. Em breve se saberá se há estado de direito ou de espectáculo em Portugal.

 

    

   Esta atitude de José Pacheco Pereira sobre o "caso Esmeralda" não é nova e tem sido repetida em crónicas e na "Quadratura do Círculo" da Sic-Noticias .

   Pese embora a grande consideração e a coincidência de pontos de vista que, quase sempre, compartilho com aquele pensador e politico, neste caso, mais valia que Pacheco Pereira guardasse prudente silêncio.

   Relembremos os factos mais importantes:

  1. Um indivíduo com passado pouco abonatório estabelece uma relação, fugaz, com uma emigrante brasileira.
  2. Dessa relação resulta o nascimento de uma criança.
  3. A emigrante, clandestina e desempregada, tenta várias vezes encontrar-se com o indivíduo, mas este consegue escapar sempre
  4. Os próprios pais recusam o contacto com a brasileira e recusam, até, ver a neta.
  5. Acossada pelas condições sociais e económicas, a mãe da criança, aos 3 meses de idade, entrega-a, para adopção, a um casal sem filhos com bom estatuto socioeconómico .
  6. Este casal, desconhecedor dos meandros legais e, provavelmente, mal aconselhado inicia o processo de adopção tarde e na instituição estatal  destituída de capacidade legal para o acto.
  7. Entretanto, o Ministério Público, como é sua obrigação legal, inicia um processo de investigação de paternidade, visto que a criança tinha sido registada sem pai declarado.
  8. Neste processo, o pai "biológico é obrigado pelo Ministério Público, e só por isso!, a fazer o teste do ADN, que confirma a paternidade.
  9. Concomitantemente, noutro Tribunal, é aberto um processo de adopção, pelos pais "afectivos"; na realidade os únicos que a criança conhece (e reconhece!); este processo, penso que ainda decorre.
  10. Obrigado legalmente ao reconhecimento da paternidade, o pai "biológico"´só posteriormente solicita o exercício do poder paternal;
  11. Entretanto, a criança tem 3 ou mais anos e já é, para todos os efeitos (psicológicos, emocionais, afectivos) filha do casal "adoptante" que, por sua vez, já interiorizou que aquela criança era a"sua" filha.
  12. Os acontecimentos posteriores são mais recentes e estão na memória de todos.

    Moro no prédio ao lado do deste casal. A minha neta tem morado no apartamento da frente e brinca assíduamente com a criança. Conheço, portanto, muito bem o ambiente familiar e as relações entre a criança e os, para ela, únicos pais.

   Posso, por isso, e porque toda a minha vida profissional, de mais de 3 décadas, sempre foi essencialmente dedicada às crianças, testemunhar e opinar que, neste caso, e aos 6 anos de vida, o crime será extorquir o lar e a familia real a esta criança para a entregar a um, para ela, desconhecido que a recusou quando ela mais precisava, que parece não ter meios de vida e que organizou uma encenação (essa sim, um espectáculo televisivo) de um quarto à espera da criança, com ursinhos de peluche cor de rosa, exaustivamente filmados pelas televisões, numa casa que andaria a recuperar para o efeito e cujas obras imediatamente foram abandonadas mal se apagaram os holofotes televisivos!

  

   Meu caro Pacheco Pereira:

   Reconheça, como é elementar  bom senso, que numa coisa o (não saudoso) Eng.º Guterres tinha razão: as pessoas primeiro!

   E, neste caso, as pessoas primeiro, significa a criança  continuar o seu normal processo de desenvolvimento no lar e com os únicos pais que sempre o foram desde os 3 meses de idade.

   Creia que os especialistas do Hospital Pediátrico de Coimbra não tomaram as posições que assumiram (incluindo a ruptura da colaboração com o Tribunal) de ânimo leve ou por birra...

   Para seu provável escandalo: tivesse eu o mediatismo de Maria Barroso ou mesmo de Villa Boas e teria actuado da mesma maneira e, se calhar, com mais insistência na comunicação social!

   Alguma vez na vida eu teria de concordar com Maria Barroso; foi desta!

    E para finalizar: a irresponsabilidade está do lado de quem, com palas nos olhos, só admite o determinismo biológico, senhor de tudo, resquicio do mais retrógado marxismo-leninismo, que, apesar de tudo, e quando menos se espera, estala o verniz  e reaparece à luz do dia.

   Creia-me um atento ouvinte e leitor que continuará, frequentemente, a tirar proveito da sua companhia seja nos jornais, televisão ou no Abrupto (meu vicio diário).

   Com a maior consideração e estima pessoal.

   



Setembro 30 2007
   
   Quase sempre José Pacheco Pereira está em desacordo com tudo e com todos.
   Quase sempre é brilhante nas suas análises e comentários; muitas vezes acrescenta novos pontos de vista e antecipa tendências que andam no ar e que depois se verificam na realidade.
   Mas tem um problema: detesta tudo e todos que não pertençam ao seu pequeno mundo de intelectual, pensador e politico (sim porque ele também é politico e gostaria de influenciar decisivamente a politica do PSD e do país) bacteriologicamente e ideologicamente puro.
   Daí os exageros que faz alarde em mostrar na Quadratura do Círculo (SIO-Noticias, 4.as feiras às 23H00), em relação a certos assuntos (como o desporto, especialmente o futebol), terreno impuro e mais próprio de mortais vulgares que de etéreos pensadores.
   Daí, também, dislates como o que publicou ontem no seu Abrupto e que se reproduz abaixo.
   Será que José Pacheco Pereira ensandeceu de vez?
   Ou os militantes (o povo) só sabe o que quer quando vota de acordo com a vontade de momento de José Pacheco Pereira?
29.9.07
 


(JPP)

ORNITHORHYNCHUS PARADOXUS 4: A ACEDIA



Na lista dos pecados mortais inclui-se a "preguiça" e muita gente pensa que o pecado é mesmo a preguiça. Não é: o pecado mortal é a acedia que é outra coisa bem diferente. Um dos textos mais interessantes da Summa Theologica de Tomás de Aquino é sobre a acedia e por ele se percebe por que razão é um dos pecados "espirituais" mais complexos da lista cristã. A acedia é a indiferença face ao mal, uma "tristeza" face ao bem (Tristitia de bono spirituali) que mata a acção, um torpor perante uma obrigação presumida.

Um dos grandes e eficazes eleitores de Menezes foi a acedia.

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(JPP)

 


 


Maio 23 2007

      Sobre a maneira como um média (sob controle governamental) noticiou o caso do professor do Porto vitima de uma girl  ávida de mostrar serviço ao "Eng.º" que a nomeou, José Pacheco Pereira publicou no seu blogue ( www.abrupto.blogspot.com ) o texto que a seguir se reproduz, com a devida vénia.

      

(JPP)

LENDO
VENDO
OUVINDO

ÁTOMOS E BITS

de 22 de Maio de 2007


RTP, noticiário das 13 horas: uma pequena peça sobre o processo do professor do Porto que disse uma frase jocosa sobre José Sócrates e foi punido pela zelosa DREN, uma conhecida militante do PS do Porto. A peça estava escrita numa linguagem um pouco confusa e usava um vocabulário bizarro, sempre á volta de um inuendo: o que o professor disse terá sido mais grave do que o que se diz que ele disse. O inuendo é sugestivo, a linguagem rebuscada da peça pode ser apenas incompetência. O que não é incompetência é a frase com que se termina e que aqui reproduzo ipsis verbis: "o professor não quer falar sobre o assunto porque provavelmente já falou demais." Interessante "jornalismo"...

     

(ver, também, o nosso post de ontem "Prémio Salazarismo Sem Salazar")

          

 


 

 


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