Em gestão corrente ...como o País...

Dezembro 05 2010

 

   O governo decretou uma redução de ordenados, para o próximo ano, para uma parte substancial dos funcionários públicos.

   Carlos César, governador dos Açores, já declarou públicamente que não vai cumprir essa determinação nas terras so seu domínio.

   O Presidente da República veio a público declarar que essa decisão era injusta pela desigualdade que criava entre funcionários do continente e açorianos e, provavelmente anticonstitucional.

   O Primeiro Ministro, com o ar empertigado de sempre, assegurou que as determinações do governo eram para cumprir mas os Açores são uma região autónoma e nem lhe passava pela cabeça (se é que a tem) imiscuir-se na vida interna açoriana...!!!

   O Ministério das Finanças, com a mesma certeza com que afirma há 6 anos que os impostos não vão subir e que o PIB vai aumentar,

assegura a sua certeza de que a lei é para cumprir em todo o País.

   O poeta Alegre, candidato presidencial, considera um disparate o que o Presidente afirmou, cala-se sobre o que Sócrates e Teixeira dos Santos disseram (essencialmente o mesmo que Cavaco) e acha muito bem que haja 2 pesos e 2 medidas para a mesma situação!

 

   PS: Carlos César foi  o primeiro apoiante do poeta Alegre nesta sua candidatura e, consta, seu grande financiador!

           Coincidências...!!!

 



Novembro 18 2008

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Publicado 18 Novembro 2008 10:58
Economia
19 países
"Financial Times" classifica Teixeira dos Santos como pior ministro das Finanças da UE
O ministro português Fernando Teixeira dos Santos, é considerado pelo jornal britânico "Financial Times" (FT) como o pior ministro das Finanças entre os 19 países da União Europeia (UE) analisados. O fraco desempenho da economia nacional e o baixo perfil europeu justificam a escolha.

Patrícia Silva Dias
patriciadias@mediafin.pt

O ministro português Fernando Teixeira dos Santos, é considerado pelo jornal britânico "Financial Times" (FT) como o pior ministro das Finanças entre os 19 países da União Europeia (UE) analisados. O fraco desempenho da economia nacional e o baixo perfil europeu justificam a escolha.

A classificação do FT, que tem em conta indicadores económicos e a opinião de um painel de economistas, atribuiu a pior “performance” política ao ministro português (19 pontos). É este o principal factor a justificar a má nota.

Teixeira dos Santos está também entre os governantes europeus com pior desempenho a nível macroeconómico. Pior no “ranking” do FT estão apenas os ministros das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, e de Espanha, Pedro Solbes.

A melhor classificação atribuída ao ministro português é na estabilidade (11 pontos), o que perfaz uma classificação média de 16,4 pontos. A mais alta entre todos os países da UE e, por conseguinte, a pior nota.

O “ranking” deste ano do FT é liderado pelo ministro da Finanças da Finlândia, Jyrki Katainen, com uma classificação média de 3,8 pontos. A estibilidade do sistema financeiro e o equilíbrio orçamental são os pontos fortes do governante finlandês.

Ministro País Economia Política Estabilidade Classificação média
Jyrki Katainen
Finlândia 4 4 3 3,8
Peer Steinbruck
Alemanha 2 11 2 4,7
Jean-Claude Juncker
Luxemburgo 7 9 1 6,4
Anders Borg
Suécia 9 3 6 6,6
Wouter Bos
Holanda 11 4 4 7,5
Jan Pociatek
Eslováquia 1 16 16 8,5
Christine Lagarde
França 15 2 5 9,1
Lars Rasmussen
Dinamarca 10 10 7 9,4
George Alogoskoufis
Grécia 3 18 15 9,9
Wilhelm Molterer
Aústria 6 17 10 10,1
Jacek Rostowski
Polónia 5 15 18 10,6
Didier Reynders
Bélgica 11 12 8 10,7
Miroslav Kalousek
República Checa 7 13 17 10,8
Alistair Darling Reino Unido 19 1 9 11,6
Giulio Tremonti
Itália 14 7 13 11,7
Janos Veres
Hungria 11 8 19 11,7
Pedro Solbes
Espanha 16 6 12 12,2
Brian Lenihan
Irlanda 18 13 14 15,7
Teixeira dos Santos
Portugal 17 19 11 16,4
Fonte: OCDE, Markit, Comissão Europeia e painel Financial Times
Nota: 1 = melhor classificação
emgestaocorrente às 20:16

Abril 14 2008

         

   Um excelente editorial de José Manuel Fernandes no "Público" de hoje.

   A ler na totalidade.

       

Uma coisa é combater a fraude e a evasão fiscal. Outra coisa é cobrar impostos sem conta, peso e medida.

...    

Em Portugal, criou-se a ideia de que todos fogem ao fisco excepto os trabalhadores por conta de outrem, que não podem fugir. Esse discurso levou ao aumento da pressão da máquina, mas de forma que também provocou o aumento do número de queixas junto do Provedor de Justiça, que produziu um relatório onde apontou para abusos dos serviços oficiais que resultam, por regra, em prejuízo para o contribuinte.

... 

Mas pouco se fala da forma como o nosso sistema fiscal é draconiano a cobrar juros sobre as dívidas fiscais (fá-lo à taxa usurária de um por cento ao mês, ou seja, numa taxa composta de 12,7 por cento ao ano...) e relapso a repor o que cobrou a mais, aplicando às suas dívidas apenas uma fracção dos juros que cobra. Mas esta é apenas uma das muitas iniquidades de um sistema que trata os cidadãos, por regra, como criminosos até prova em contrário. Sobretudo os que não podem recorrer a advogados, têm menos possibilidades de se defender e conhecem pior a lei, nem chegando a perceber que estão a ser vítimas de uma máquina cada vez mais implacável e, também, injusta.

...

Se não há almoços grátis, também não há milagres, razão pela qual o aumento da carga fiscal suportada pelos portugueses (só com este Governo passou de 22,8 por cento para 24,8 por cento de toda a riqueza gerada no país) não se explica pelo aumento de alguns impostos, mas pela forma como a administração fiscal tem cortado a direito, muitas vezes recuperando dívidas reais, muitas outras maximizando as cobranças para além do que a lei permite.

...

Sobretudo quando, nas repartições de Finanças, as instruções são para não negociar o pagamento em prestações de dívidas fiscais, recomendando antes aos devedores que recorram a empréstimos bancários. E, nos balcões de muitas instituições bancárias, são cada vez mais os contribuintes que, sem terem cometido outro crime para além de estarem a enfrentar mais encargos com os juros da compra da sua casa ou terem visto diminuir os seus rendimentos reais, têm dificuldades em pagar o acerto no IRS. Ou que estão a ir à banca porque o Estado não lhes pagou ainda dívidas mas já lhes está a cobrar o imposto sobre verbas que não receberam, como também acontece.

...

emgestaocorrente às 18:20

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