Em gestão corrente ...como o País...

Setembro 25 2007

 

   O PSD  vai eleger na próxima 6ª feira, pela primeira vez, o Presidente do partido em eleições directas e, supunha-se, por voto universal.

   Estas eleições, que ocorrem antes do tempo, foram convocadas por M. Mendes que se demitiu após a histórica e humilhante derrota nas eleições autárquicas de Lisboa, cuja Câmara tinha caído por intervenção directa do próprio M. Mendes.

   M. Mendes, que domina o Conselho Nacional e o Conselho de Jurisdição, impõe, como regra, que só os militantes com as quotas pagas até passado dia 18 poderiam votar.

   À partida seguro da vitória pois contava com o apoio da nobreza e do clero do partido, rapidamente verificou que os resultados não estavam assim tão seguros como imaginava.

   Esqueceu-se que existe uma grande tradição de independência nos militantes anónimos do PSD. Só raramente, e quando não há alternativa, é que os militantes se calam.

   Luís Filipe Menezes corporizou o descontentamento generalizado do povo do partido em relação à actual direcção e a sua campanha, apesar das pressões dos barões e baronetes instalados, engrossou fileiras.

   M. Mendes, a fidalguia e os bispos de poleiro montado em domingueiras e televisivas homilias começaram a ter medo e valeram-se de G. Silva (delegado continental de AJ Jardim) e do seu cargo para inventarem novas regras sancionadas pelo C de Jurisdição a que ele preside.

   Assim inventaram a regra de que os açorianos, coitadinhos, que não tinham tido a oportunidade de pagar as quotas até ao dia 18 (não havia euros nos Açores?) podiam pagar até ao próprio dia das eleições (e quem controla os cadernos eleitorais?) e, portanto votar.

   Deu-se, assim, o milagre da multiplicação dos peixes e os 80 eleitores em condições de votar transformaram-se em mais de 8.000 (!!!), na presunção de que a maioria sejam afectos ao poder instalado!

   Fizeram desaparecer dos cadernos eleitorais um número indeterminado (pode atingir vários milhares) de militantes com as quotas em dia, pensando tratar-se, pelas secções em que estão inscritos, de apoiantes de Luís Filipe Menezes.

   Eliminaram cerca de 1.500 militantes por, supostamente, se tratar de eleitores  que teriam pago as quotas através de apoiantes de Menezes.

   Puseram milhares de vales de correio a circular, pagando as quotas de militantes que pensam que lhes são afectos.

   Não existe Comissão Eleitoral Independente; M. Mendes negou-se a aceitar a designação de Manuela Ferreira Leite para presidir a essa comissão.

   Quem trata de toda a intendência são dois dos seus apoiantes e cujos lugares dele dependem.

   Infelizmente estes factos fazem lembrar (e parecem copiados) do salazarismo; há nitidas semelhanças com as eleições em que o General Humberto Delgado foi roubado pelo Salazar.

   Mas há uma diferença: Salazar assumia, M. Mendes, fazendo juz à sua baixa estatura, faz a guerra, monta os golpes baixos e depois vem para a televisão com ar virginal queixar-se que os seus adversários não falam de outra coisa!

   Mas a verdade é que se à custa destas trafulhices  M. Mendes ganhar, serão os barões e bispos que actualmente dizem apoiá-lo, os primeiros a colocarem-lhe patins quando ^chegar o momento que lhes pareça mais oportuno para os seus interesses.

   Por estas e por outras, se eu ainda estivesse hesitante sobre quem apoiar, tomaria agora a decisão de votar em Luís Filipe Menezes!

   E espero que isso suceda com todos os sociais democratas que trabalham e têm vida profissional e que encarem a politica como uma intervenção civica e não o único ganha-pão.

    



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