Em gestão corrente ...como o País...

Julho 03 2007

  

   O Correio da Manhã de hoje noticia mais um caso de um professor que, estando em final de vida por dença cancerosa, foi obrigado a voltar ao trabalho quando já não podia falar e viu negada a aposentação até às vésperas da sua morte.

   Segundo aquele jornal, Artur, professor de Filosofia de uma escola secundária de Braga, 60 anos de idade e mais de 30 como professor, contraíu um cancro da laringe o que cbrigou a intervenção cirúrgica com ressecção daquele órgão, ficando a falar apenas por um dispositivo electrónico.

   A 18/4/06, uma junta "médica", sem convocar o doente, considerou-o apto para a profissão!

   O professor pediu a aposentação que lhe foi negada.

   Em Setembro, o professor escreveu ao Director da Caixa Geral de Aposentações, que voltou a negar deferimento ao pedido.

  Três meses e meio depois, a 9 de Janeiro, o professor morreu.

  É o segundo caso relatado pela comunicação social nas últimas semanas.

                

   Em que país vivemos?

   Que modelo social de democracia é este?

   As pessoas primeiro?

   Que governo é este que manda os seus funcionários das juntas (atentos, reverentes e obrigados - senão são demitidos) negar cegamente todas as aposentações?

   E a Ordem dos Médicos o que anda a fazer? Os elementos das juntas não são médicos? Não têm obrigações éticas e deontológicas? E a Ordem continua muda e calada?

   E o Primeiro Ministro não sabe de nada? Nenhum assessor lhe comunica o s relatos da comunicação social?

              

   Apesar do meu curriculum na luta antifascista (de que muito me orgulho), quase me apetece dizer: volta Salazar, com este socialismo, estás perdoado!

   

 


 


Eu continuo a achar que temos o que merecemos. Um país a duas velocidades , sem intervenção cívica e com um défict de cidadania acentuado.
um país que admite como prioritário um código de conduta cívica onde entre os mais diversos preceitos pontua como prioritário " Não vou urinar na rua " (recente PACTO CÍVICO EM LEIRIA ) é um país dividido entre o terceiro mundo e o corporativismo de classes onde o corporativismo médico é apenas o mais visível. Este governo teve a ousadia de os desvendar ( Saúde, justiça, Bancos , serviços sociais) MAS não os eliminou : apenas registou o ocorrido e criou outros , como por exemplo a Comissária para a Saúde. Será que não temos lugares a mais e trabalho a menos?
Ana Narciso
Ana Narciso a 4 de Julho de 2007 às 18:38

mais sobre mim
Julho 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
12
13
14

15
16
18
19
20
21

22
23
24
26
27
28

29
30
31


links
pesquisar
 
WEBOSCPE
Colocado a 1/10/2008
blogs SAPO