Em gestão corrente ...como o País...

Abril 26 2007

            

     

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

    

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei-de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

    

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

    

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

    

    

Vinicius de Moraes

in "O Poeta Apresenta o Poeta"

  

 


 

emgestaocorrente às 19:48

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