Em gestão corrente ...como o País...

Abril 12 2007

        

    

Quando o teu ventre era uma pátria

de cereal e uvas

e se ouvia a lentidão da chuva

sobre as tuas espáduas de basalto.

Quando alimentavas com pão verde

os espectros do vidro

e em teu redor esvoaçavam as aves

que vinham do mar e da montanha.

Quando eras a plenitude da argila

incendiada pelo verão,

todas as janelas estavam abertas, Cerealina,

para a juventude magnética do mar.

                

             

António Ramos Rosa,

in "Nomes de ninguém", 1997

    

 


 

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