Em gestão corrente ...como o País...

Outubro 02 2011

   Anda por aí uma personagem patusca que fala uma língua indecifrável, entre o inglês, o português e o libio que se intitula empresário e a quem os jornalistas gostam de tratar por Sr. Comendador.

   Sabe-se que saíu aind jovem da Madeira e voltou já careca, dizem que com uma grande fortuna e analfabeto como foi.

   A origem da fortuna é obscura e ele lá saberá como a conseguiu!

   A sua mitíca fortuna foi investida em acções bolsistas especulativas e na compra de uma notável colecção de arte.

   De actividades empresariais nada se lhe conhece; apensa entra no capital de algumas empresas que depois tenta canibalizar.

   Em 2006 faz um negócio com o amigo Sócrates em que este lhe cede, gratuitamente, todo o espaço expositivo do Centro Cultural de Belém (esse mamarracho "cavaquista" como a esquerda bem falante e caviar gostava de chamar mas que agora não perde ocasião para lá aparecer e se deixar filmar e fotografar!).

   Diz-se que, na altura, a Ministra da Cultura, o Director do CCB e o próprio Presidente da República se oposuram, mas acabaram por se vergar à sociedade Sócrates/Joe Berardo.

   Sócrates não se limitou a dar as instalações; pôs o nosso dinheiro a pagar, também, as despesas de funcionamento da Fundação Berardo e atribuíu, anualmente uma grande maquia para aquisição de novas obras que ficam propriedade do comendador em vez de reverterem para quem as paga: o contribuinte.

   O ganancioso "empresário"/comendador às tantas meteu-se nas guerras de poder internas do Milenium/BCP; para isso fez um avultado empréstimo junto da Caixa Geral de Depósitos (banco do Estado, pasme-se!!!) e deu a sua colecção como garantia.

   Só que os negócios especulativos correram mal, o PS tomou conta do Milenium e as suas acções têm vindo a desvalorizar-se assustadoramente no mercado bolsista.

   O "empresário"/comendador está falido e em divida para com a CGD (banco do Estado, recorde-se!) e o nosso dinheiro anda a comprar obras de arte para abonar a divida do personagem!

   Se isto não é um país de treta e de vigaristas, o que é então?

   Valha-nos Deus (se ainda fôr a tempo!)


  


emgestaocorrente às 17:16

É perigoso para os políticos que vêem a política como a sua oportunidade de enriquecer e fazer "vida". É perigoso para os tachos que existem no Estado. É perigoso para os incompetentes que andam pelo Estado a ocupar lugares para os quais não têm o mínimo de competências
patusca a 2 de Outubro de 2011 às 18:22

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