Em gestão corrente ...como o País...

Outubro 31 2011

 

   O Álvaro, um evidente erro de casting de PPCoelho (quem lho terá impigido?), consegue o impensável: o ódio dos sindicatos e o ar de enfado e de comiseração dos patrões, género "há coisa muito mais importantes a fazer"!
   De onde se conclui que um ignoto professor de uma longínqua universidade serve para mandar uns bitaites como comentador na TV, quando está de férias, mas daí até ministro vai uma distância considerável!
   Melhor seria calá-lo até à primeira remodelação!

 


emgestaocorrente às 20:20

Outubro 31 2011

 

     

Esfinge


Acordo-te de uma sonolência
de esfinge. Quem és? pergunto, em
que deserto  procuraste o amor, e
que oásis se desfez nos teus
dedos, quando o tocaste?

Há um voo de ave perdida
nos teus olhos, quando os pousas
no chão, e um reflexo de charco
te faz subir ao céu onde as nuvens
chegam com o outono.

Não penses no inverno
inexorável; e guarda o pássaro
de algures na gaiola da tua
alma, para que o seu canto
te alegre nas noites mais frias.

 (Rapinado de www.aaz-nj.blogspot.com)


emgestaocorrente às 18:13

Outubro 31 2011

 

   Já tivémos o Manel (Pinho); temos agora o Álvaro.

   Será sina do nosso País aguentar ministros destes?!

   


emgestaocorrente às 17:10

Outubro 30 2011

 

Turva hora onde

Principia a noite

E o dia se esconde.

 

Hora de abandonos

Em que a gente esquece

Aquilo que somos

E o tempo adormece.

 

Nevoenta hora,

Hora de ninguém

Em que a gente chora

Não sabe por quem.

 

E tudo se esconde

Nessa hora onde

Por estranha magia

Brilha o sol da noite

E o luar de dia.

 

 

Natália Correia

in "Poesia Completa", Publicações Dom Quixote, Lisboa 1999

 


emgestaocorrente às 19:08

Outubro 05 2011

Bahrein:

   Pequeno reino árabe cheio de petróleo e governado com mão de ferro pela família Al-Khalifa.

   Apesar de não constarem grandes bolsas de miséria, falta uma coisa essencial: liberdade.

   Talvez animados pelas recentes manifestações e revoltas em diversos países árabes, os opositores do regime vieram para a rua reivindicar liberdade e democracia.

   Muitos foram presos e condenados a pesadas penas de prisão que atingiram os 15 anos!

   Mas o pior estava para vir: 20 médicos e enfermeiros que trataram, no seu hospital, os feridos resultantes da repressão nas ruas foram julgados e condenados a penas que, para 5 deles, também atingiram os 15 anos!

   Durissimas penas de prisão para quem cumpriu a sua missão humanitária que é tratar  quem está doente!

   E onde é que está a indignação do nosso mundo ocidental, democrático e civilizado  perante tal monstruosidade?

   Em Portugal não se ouviu uma única voz, salvo um editorial do Público.

   Por onde andam os Sindicatos e as Ordens de médicos e de enfermeiros?

   E os partidos democráticos, de direita e de esquerda?

   E as associações e ligas de defesa de tudo e de mais alguma coisa?

   E já agora: que barulho não faria Frei Louçã se, em Portugal, um policia desse uma cacetada num bandido apanhado em flagrante?

   


emgestaocorrente às 14:49

Outubro 02 2011

   Anda por aí uma personagem patusca que fala uma língua indecifrável, entre o inglês, o português e o libio que se intitula empresário e a quem os jornalistas gostam de tratar por Sr. Comendador.

   Sabe-se que saíu aind jovem da Madeira e voltou já careca, dizem que com uma grande fortuna e analfabeto como foi.

   A origem da fortuna é obscura e ele lá saberá como a conseguiu!

   A sua mitíca fortuna foi investida em acções bolsistas especulativas e na compra de uma notável colecção de arte.

   De actividades empresariais nada se lhe conhece; apensa entra no capital de algumas empresas que depois tenta canibalizar.

   Em 2006 faz um negócio com o amigo Sócrates em que este lhe cede, gratuitamente, todo o espaço expositivo do Centro Cultural de Belém (esse mamarracho "cavaquista" como a esquerda bem falante e caviar gostava de chamar mas que agora não perde ocasião para lá aparecer e se deixar filmar e fotografar!).

   Diz-se que, na altura, a Ministra da Cultura, o Director do CCB e o próprio Presidente da República se oposuram, mas acabaram por se vergar à sociedade Sócrates/Joe Berardo.

   Sócrates não se limitou a dar as instalações; pôs o nosso dinheiro a pagar, também, as despesas de funcionamento da Fundação Berardo e atribuíu, anualmente uma grande maquia para aquisição de novas obras que ficam propriedade do comendador em vez de reverterem para quem as paga: o contribuinte.

   O ganancioso "empresário"/comendador às tantas meteu-se nas guerras de poder internas do Milenium/BCP; para isso fez um avultado empréstimo junto da Caixa Geral de Depósitos (banco do Estado, pasme-se!!!) e deu a sua colecção como garantia.

   Só que os negócios especulativos correram mal, o PS tomou conta do Milenium e as suas acções têm vindo a desvalorizar-se assustadoramente no mercado bolsista.

   O "empresário"/comendador está falido e em divida para com a CGD (banco do Estado, recorde-se!) e o nosso dinheiro anda a comprar obras de arte para abonar a divida do personagem!

   Se isto não é um país de treta e de vigaristas, o que é então?

   Valha-nos Deus (se ainda fôr a tempo!)


  



Outubro 02 2011

   Há pouco ouvi, na TV, o António José Seguro, com aquele ar de bom rapaz, como quem anda ali por acaso, de dedo em riste a gritar que "não se pode passar uma esponja pelo passado e que se tem que pedir responsabilidades políticas aos governantes".

   Exultei: finalmente estou de acordo com AJS!

   O homem, finalmente, vai fazer um acto de contrição sobre a governação socrática!

   Para os mais distraídos: JSócrates governou durante os últimos 6 anos e meio. Durante o seu consulado, AJS, com ar de menino do côro da Igreja da Misericórdia de Penamacor, percorria as secções do PS preparando a era post-Sócrates, enquanto em off, ia dizendo que era oposição ao Sócrates, incapaz de uma palavra pública de critica, ao contrário do ex-ministro Luís Amado.

   Pois bem: a esponja sobre o passado referia-se a PPassos Coelho que governa há 3 meses!

   Valha-nos Deus!

   Ele há cada cromo!

   


  


Outubro 01 2011

 

   Nos outros países as fundações são criadas para distribuir serviços ou bens à população ou a sectores populacionais com a herança, parte da herança ou da fortuna de gente endinheirada que pretende deixar uma marca para o futuro ou humanizar a sua imagem.

   Em Portugal, muitas fundam-se para sacar dinheiro ao estado, ou seja aos contribuintes, com a prestimosa e amável colaboração dos governos.

   A Fundação Mário Soares beneficia de instalações públicas, reconstruídas com dinheiros públicos.

   A Câmara Municipal de Lisboa subsidia essa Fundação com 50 mil € anuais.

   A Câmara está sobrendividada e à beira da falência técnica.

   O país está sobrendividado e à beira da falência técnica.

   A Câmara de Lisboa pretende aumentar em mais 15 mil € o subsídio à Fundação Mário Soares, este ano, em plena crise!

   Assim vai a crise no nosso País!

  



Outubro 01 2011

À flor da  vaga

Nas róseas ondas quando o amanhecer
Carmina a areia, entre rochas altas
Banham-se as belas. Vem amigo ver,
Flutuar meu cabelo à flor das águas.

Ó vem,sedento ! Amigo,vem beber
A água que do cabelo me escorrer.

No mar que à areia nácar vem render,
Entre altas rochas, raiando a madrugada,
Banham-se as belas. Vem amigo ver
Meus ombros flutuar à flor da vaga.
ó vem sedento!Amigo,vem beber
A água que dos ombros me escorrer.

Na vaga que de brilho a areia asperge
Entre altas rochas, quando a manhã desponta
Banham-se as belas. Vem amigo ver
Meu seio flutuar à flor da onda.
Ó vem, sedento!Amigo,vem beber
A água que do seio me escorrer.


Natália Correia
emgestaocorrente às 09:23

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