Em gestão corrente ...como o País...

Setembro 04 2011

 

Votada ao fogo obediente ao perigo

Feroz do amor ser muito e o tempo pouco,

Chegas ébrio de sonho, ó estranho amigo

E eu não sei se por mim és anjo ou louco.

  

Num beijo infindo queres morrer comigo.

Nesse extremo és sagrado e eu não te toco.

Esquivo-me: o teu sonho mais instigo.

Fujo-te: a tua chama mais provoco.

  

A incêndio do teu sangue me condenas

E com ciumentas ervas te envenenas

Dizendo às nuvens que só tu me viste.

  

Bebendo o vinho de amantes mortos queres

Que eu seja a mais prateada das mulheres.

E de ser tão amada eu fico triste.

 

 

in "Poesia Completa",

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1999


emgestaocorrente às 14:14

Setembro 04 2011

  

 

 

A reveler throws tomato pulp during the annual Tomatina tomato fight fiesta in the village of Bunol, near Valencia, Spain, Aug. 31. Bunol's town hall estimated more than 40,000 people, some from as far away as Japan and Australia, took up arms Wednesday and pelted each other with 120 tons of ripe tomatoes in the yearly food fight known as the Tomatina now in its 66th year. (Associated Press/Alberto Saiz) #


emgestaocorrente às 14:05

Setembro 01 2011

  

 

   1ª metade dos anos 60: a juventude portuguesa sufocava entre o bolor salazarento de uma sociedade fechada, totalitária e sem perspectiva de futuro.

 

   A guerra colonial dava os primeiros passos e a juventude começava a ser mobilizada para a guerra longínqua e sem futuro.

 

   Portugal, descalço e analfabeto, esvaziava-se pelos trilhos clandestinos da emigração ilegal para as obras de Paris.

 

   A luta estudantil contra a ditadura salazarista agudizava-se.

 

   E lá de fora, da França onde perto de 1 milhão de portugueses labutava nos subterrâneos de Paris nas obras do saneamento e do metro, surgia esta figura frágil, doce e bela a cantar que todos os rapazes e raparigas da sua idade se passeavam de mão dada pelas ruas de Paris.

 

   Paris, essa cidade mítica com que todos os adolescentes e jovens do meu tempo sonhavam!

 

   A Paris da liberdade, da igualdade e da fraternidade, de onde nos vinham os ecos da literatura, da filosofia, da poesia e das belas artes com que todos sonhávamos!

 

   Foi o grande sucesso!

 

   Passear em Paris, livres e de mãos dadas: suprema felicidade!

 

   Em memória desses tempos ouçam esta pequena pérola:

 

 

 

 



emgestaocorrente às 22:57

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