Em gestão corrente ...como o País...

Julho 31 2008

                                              

      

Ana Pimentel

Celebration day

técnica mista s/ tela, 150x150

2007

      


 

emgestaocorrente às 15:40

Julho 31 2008

  

        


 

emgestaocorrente às 14:20

Julho 31 2008

   

                               

   Paulo de Carvalho tem (teve) uma das melhores vozes do último meio século, em Portugal.

   O seu trabalho, como cantor e como autor de músicas, tem oscilado entre o muito bom e o suficiente menos(...).

   Tem, também, o mérito de ter musicado e cantado alguns poemas do muito saudoso (e muito injustamente esquecido!) Fernando Assis Pacheco.

   Esta canção, salvo erro com poema do Fernando, além de ser uma bela canção, tem a mais valia de recordar o meu tempo - tempo em que namorar nos cinemas (matinés e soirés, como então se dizia) eram momentos raros de grande prazer e felicidade, como só os cinquentões para cima podem compreender!

    


 


Julho 31 2008

 

Marvão

não é, apenas,

um lindíssimo e bem conservado burgo medieval

e um imponente e espectacular castelo

    

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é, também, um local único

de vigia e de contemplação

de uma paisagem deslumbrante

de dezenas de km por terras de Portugal e de Espanha.

     

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Do alto dos seus 850 ms. de altitude,

(praticamente a pico!)

vê-se o Alto Alentejo, a Beira Baixa e a Extremadura raiana

    

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 e não só Castelo de Vide

logo ali à direita, em baixo,

apesar de estar num monte!

   

 

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Julho 31 2008

      Não é a 1ª vez, nem será a última: mais um post rapinado ao "Corte na aldeia"

Com palavra santo e senha

 




















 

Naquele trilho secreto,
Com palavra santo e senha.
Eu fui língua e tu dialecto.
Eu fui lume, tu foste lenha.
Fomos guerras e alianças,
Tratados de paz e passangas.
Fomos sardas, pele e tranças,
Popeline, seda e ganga.
Dessa vez tu não cumpriste,
E faltaste ao prometido.
Eu fiquei sentido e triste.
Olha que isso não se faz.
Disseste se eu fosse audaz,
Tu tiravas o vestido,
E o prometido é devido.
Rompi eu as minhas calças.
Esfolei mãos e joelhos.
E tu reduziste o acordo,
A um montão de cacos velhos.
Eu que vinha de tão longe,
Do outro lado da rua.
Fazia o que tu quizesses,
Só para te poder ver nua.
Quero já os almanaques.
Do Fantasma e do Patinhas,
Os Falcões e os Mandrakes.
Tão cedo não terás novas minhas.
Dessa vez tu não cumpriste,
E faltaste ao prometido.
Eu fiquei sentido e triste.
Olha que isso não se faz.
Disseste se eu fosse audaz,
Tu tiravas o vestido,
E o prometido é devido.

carlos tê

          


 

emgestaocorrente às 10:08

Julho 27 2008

Quand Carla Bruni en pinçait pour Fernande
Colocado por fgomez54
  
   É meia noite, amanhã ainda estou de férias.
   Haverá algo de melhor que ouvir outra pérola da Carla Bruni?
   Sorte a do Sarkozy!
emgestaocorrente às 23:55

Julho 27 2008

   

   Ao contrário do que se pensa, o tempo caminha, mesmo no Alentejo!

   E eu que o diga; ainda "ontem" cheguei para 2 semanas de férias e já passou uma!

   Rapinado do "Corte na aldeia", este poema de Miguel Torga:

  

Onde o tempo caminha

 





Alentejo 
 


A luz que te ilumina,
Terra da cor dos olhos de quem olha!
A paz que se adivinha
Na tua solidão
Que nenhuma mesquinha
Condição
Pode compreender e povoar!
O mistério da tua imensidão
Onde o tempo caminha
Sem chegar!...

 

Miguel Torga

           


 

emgestaocorrente às 23:48

Julho 27 2008

   

  

 

     

4 desenhos a tinta da china, 1961

   


 

emgestaocorrente às 23:26

Julho 25 2008
         
Carla Bruni - Le Plus Beau Du Quartier
Colocado por cha_bichon
   
Mais uma pérola da Carla; sorte do Sarkozy
              

 

emgestaocorrente às 11:35

Julho 25 2008

                        

   

 

Ana Jotta

óleo s/ tela, 40x60, 2005 

   


 

emgestaocorrente às 11:29

Julho 25 2008

    

   Mais um texto que merece todo o meu apoio: Mário Crespo no Jornal de Notícias.

          

Limpeza étnica

 

Limpeza étnica

<input ... >2008-07-21

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

  


 


Julho 25 2008

 

        

   Por uma vez (!!!), totalmente de acordo com um texto de Fernanda Câncio publicado no Diário de Notícias.

 

 

     

ANGOLA NÃO É NOSSA


Fernanda Câncio
jornalista
fernanda.m.cancio@dn.pt
Nunca fui a Angola, nem em trabalho nem em férias - e tenho pena. Não nasci lá, como tantos portugueses, nem deixei lá saudades, pertences, fortunas ou amores, nem perdi lá um parente ou uma parte dele. Não tenho mágoas angolanas - nem, já agora, moçambicanas, guineenses, cabo-verdianas ou são-tomenses. Os países africanos de expressão portuguesa não são para mim diferentes de tantos outros países, africanos ou não. Não me assaltou nenhuma nostalgia colonialista nos que visitei, Moçambique e Cabo Verde. Não senti nada de especial a não ser, em Moçambique, uma mágoa parecida com remorso herdado perante a miséria, os escandalosos fossos socioeconómicos e a subserviência do povo perante "os brancos". Mas isso já sentira noutras partes de África - alguém chamou a isso "o remorso do homem branco" (neste caso, de mulher, e morena).

Não tenho nada com Angola, portanto, a não ser uma ligação profissional feita de bocados de histórias, entrevistas, reportagens. Sei o básico: uma longa guerra civil, um país dividido ao meio, cadáveres inchados nas ruas de Luanda em 1992/93 depois da primeira volta das primeiras e únicas eleições presidenciais, o corpo meio despido de Savimbi cheio de moscas em 2002, os baixíssimos scores nos índices de desenvolvimento humano, os processos a jornalistas, os jornalistas presos, as denúncias de falta de liberdade política e de falta de liberdade de imprensa, as denúncias sobre a riqueza pessoal do presidente em funções vai fazer 30 anos, as ligações da sua família a uma série de empresas.

Não, não sou uma especialista em Angola. Não tenho histórias em primeira mão para contar nem relatórios de organizações internacionais para estrear. Mas não preciso. Basta-me saber que não há eleições no país desde 1992 para não gostar do Governo nem do presidente. E para tal tanto me faz que fale português ou outra língua qualquer. Tanto me faz que "nós" - sendo nós essa entidade chamada "os portugueses" - tenhamos "lá andado" 500 anos como não. Não aceito culpas históricas nem acusações de complexos colonialistas quando se trata de olhar para um país independente há 33 anos e constatar que está muito longe de ser uma democracia e por esse motivo muito longe de ser admirável ou "a todos os títulos notável".

Percebo, claro, que uma coisa são os meus sentimentos enquanto pessoa, por acaso portuguesa, e outra muito diferente os interesses do meu país - sejam eles económicos, estratégicos, linguísticos, o que for. Percebo que as relações entre países não são relações pessoais e que se fazem muitas coisas em nome da chamada real politik que eu agradeço ao destino nunca ter estado em posição de ter de fazer. Mas creio que há coisas escusadas. E creio, sobretudo, ser tempo de percebermos, todos, portugueses e angolanos, que chega de facturas. Chega de confusões. Portugal colonizou e descolonizou, Angola é dos angolanos. Nenhuma razão para tantos paninhos quentes, nenhum motivo para tanto eufemismo, para tanto elogio rasgado. Façam-se negócios, certo. Apertem-se mãos, assinem-se acordos. Defenda-se isso a que se chama "o interesse português". Mas, por favor, não exagerem.|
         

 

emgestaocorrente às 09:50

Julho 21 2008

   

   Do"Blasfémias", este post:

     

a mais velha profissão do mundo
     

   Sócrates e Kadafi, tendo ambos salientado a «grande amizade» entre os governos dos dois países (Sócrates, 19 de Julho, Líbia)

   O Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates, considerou ontem “verdadeiramente esmagadores” os índices de crescimento económico que Angola tem vindo a registar nos últimos anos. (Sócrates, 17 de Julho, Angola)
   O primeiro-ministro, José Sócrates, agradeceu esta quarta-feira ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o acordo para que a GALP entre na exploração, produção e comercialização de petróleo venezuelano. (Sócrates, 14 de Maio,
Venezuela)

   José Sócrates considera que a China está a mudar a ordem mundial, é uma das mais pujantes economias emergentes, e que Portugal tem de estar presente, de ter mais empresas na China, independentemente dos juízos políticos que se façam, nomeadamente acerca da situação dos direitos humanos. «Temos de moldar a nossa política externa à medida que vão evoluindo as mudanças geopolíticas (Sócrates, Janeiro 2007, China)

   Governo recusa receber Dalai Lama (Setembro 2007, Portugal)



publicado por Rui Castro às 08:42
link do post | Nelson Mandela faz hoje 90 anos | parabéns pá (7) |

 


Julho 21 2008

                              

        


 

emgestaocorrente às 13:41

Julho 21 2008

   

   Francisco José Viegas no "Origem das Espécies" escreveu o post que a seguir se publica.

               

21 de Julho de 2008
||| Política de emergência

  O retrato do primeiro-ministro é o de um gestor em dificuldades, e é pena.

   Enquanto deixa aos outros – medíocres – a tarefa de fazer política, ele anda de malas aos tombos, a fazer negócios aqui e ali, em Angola e na Líbia, onde estão mercados ao nosso alcance.

   A política está pobre e ele aproveita para captar fundos. Longe do PS doméstico, uma espécie de rumor distante e cacofónico, Sócrates distribui elogios a Eduardo dos Santos e a Khadafi, como se isso não tivesse importância.

   Não deve ter, porque daqui a nada vem Hugo Chávez e os dois darão um forte abraço em nome dos negócios e do petróleo.

   Portugal transforma-se num cenário atípico da política de emergência, flutuando e vendendo ao melhor preço.

   Não é isso que ela, a política, tem sido nos últimos tempos?

[Da coluna do Correio da Manhã.]


 

 


Julho 19 2008

   

Descobri, hoje, o blogue

Borbotos e Barbelas 

de Joana Rosa Bragança

que penso tratar-se de uma jovem pintora/ilustradora

de Olhão (a da Restauração...).

A visitar com atenção.

Para que conste, aqui se publicam 2 desenhos

(O sono e Banhos primaveris)

     

   

 

emgestaocorrente às 14:43

Julho 17 2008

               

 

   Muitas vezes em desacordo com as posições e análises politicas de Jorge Careira Maia, a verdade é que, também muitas vezes, me apetece fazer minhas algumas das suas análises.

   O texto que se segue merece a minha total concordância.

   Excelente, Jorge!

  

  

Há, sobre as causas do atraso de Portugal, um persistente equívoco. A teoria oficial centra-o no défice de formação e de qualificação dos portugueses. Há dias, o ministro Vieira da Silva, em debate com o bispo D. Manuel Clemente, afirmava: "O que precisamos é de atacar o nosso défice mais profundo, que é o défice do conhecimento, da educação e da formação." 

Como consequência desta teoria, a escola portuguesa, durante a democracia, tem sido vítima das mais tontas intervenções, desde a trágica Reforma de Roberto Carneiro até à fúria persecutória dos docentes por parte do actual governo, passando pela paixão de Guterres. Toda esta gente pensa que a escola é o lugar onde a sociedade portuguesa se há-de redimir.

O problema é que, por mais que se mexa na escola, o nosso atraso persiste sem alteração. O que se continua a ignorar é a cultura e a atitude que os portugueses exibem na vida comunitária, é ela que está na base do mau desempenho social, económico, político e também escolar. Que atitude é essa?

O Presidente da República, no discurso do 10 de Junho, tocou no problema ao dizer: "Temos de começar por ser exigentes e rigorosos connosco". O problema de Portugal não é a falta de conhecimento e de educação escolar; é, antes, a falta de rigor e de exigência que os portugueses colocam naquilo que fazem, incluindo na escola. Um país que tem por lema a expressão «desenrasquei-me» pode ser muito «desenrascado», mas nunca passará de um país medíocre. Onde deveria haver trabalho sério, profundo e continuado, há um mero «desenrascanço». Portugal é assim o lugar onde até as coisas que aparentam ser bem feitas estão cheias de buracos, truques e armadilhas escondidos, que se manifestarão na primeira oportunidade.

O problema não é a falta de escolarização, mas a forma como lidamos com a vida. Se não queremos nem gostamos de estudar é porque estamos convencidíssimos, devido à experiência social, que o conhecimento serve para pouco e o que interessa mesmo é que o pessoal se «desenrasque», seja lá como for. Mas onde assenta esta cultura lusíada do «desenrasca»?

 

   

Esta cultura funda-se numa experiência de sobrevivência. No fundo, as elites nacionais, sociais, económicas e políticas, no seu «desenrascanço» atávico, nunca permitiram à maioria dos portugueses outra coisa para além da mera sobrevivência. Sobreviver não é viver de forma digna, sobreviver é «desenrascar-se» para não morrer à míngua. É isto que os portugueses fazem na escola, nas empresas, nas relações económicas, na política; até na religião, através da promessa, se tenta iludir a divindade. Em todo o lado enganam a realidade para fugir à miséria que os ameaça. O nosso principal problema é a falta de rigor e de exigência connosco fundada no círculo vicioso entre miséria e «desenrascanço». O resto é conversa de políticos que vivem, também eles, da miséria do «desenrascanço».

A VER O MUNDO
http://averomundo-jcm.blogspot.com

 

O nosso atraso

emgestaocorrente às 21:06

Julho 16 2008

 

    


 

emgestaocorrente às 23:08

Julho 15 2008

   E para acabar bem a noite, ouça Jackson do Pandeiro.

 

 

   


 

Tem pouca diferença - Jackson do Pandeiro
emgestaocorrente às 23:35

Julho 15 2008

   Via "A Ver o Mundo", blogue de frequência diária, este poema de Jorge Carreira Maia

A viagem tem

 

A viagem tem
um sabor de cal
quando vou por ti,
na rua, deslumbrado.

Oiço então os pássaros
que o Inverno traz
e no seio da terra
logo se escondem.

Vejo-os vivos, pálidos,
infelizes mármores
que da pedra foram
por tuas mãos libertos.

Cantam livres do
coração que assim,
com tão doces modos,
em mim os prendeu.

 

Jorge Carreira Maia,

Pentassílabos, 2008

    


 

emgestaocorrente às 20:53

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