Em gestão corrente ...como o País...

Março 27 2007

       

                       

                  

Sleeping beauty, 2004, 70x120, acrilico s/ tela

                              

 


 

emgestaocorrente às 21:15

Março 27 2007

                       

               

 

 


 

emgestaocorrente às 14:06

Março 27 2007

 

 

Rio Sever (praia fluvial e complexo de piscinas e parque de lazer)

na Portagem (assim chamada, porque nela os judeus expulsos da Espanha

 dos Reis Católicos, pagavam a "portagem" para entrar em Portugal pela ponte romana

ainda existente no local, bem como a torre militar que, então, fazia fronteira).

Acima, ao fundo, na escarpa granitica a pique as muralhas, o castelo e o casario de Marvão.

      

 


 

 

 

 

emgestaocorrente às 11:24

Março 27 2007

        

Alguma coisa onde tu parada

fosses depois das lágrimas uma ilha

e eu chegasse para dizer-te adeus

de repente na curva duma estrada

    

alguma coisa onde a tua mão

escrevesse cartas para chover

e eu partisse a fumar

e o fumo fosse para se ler

    

alguma coisa onde tu ao norte

beijasses nos olhos os navios

e eu rasgasse o teu retrato

para vê-lo passar na direcção dos rios

    

alguma coisa onde tu corresses

numa rua com portas para o mar

e eu morresse

para ouvir-te sonhar

      

António José Forte

(deu origem a uma das melhores canções portuguesas de sempre, nas vozes dos manos Salomé - Janita e Vitorino)

     

 


 


Março 26 2007

 

    

 


 

 

emgestaocorrente às 22:54

Março 26 2007

             

Do blogue "Poesia distribuída na rua"  rapinei, com gosto, os textos que se publicam em baixo; conhecia os versos da Sophia mas desconhecia os de Fernando Pessoa; são mais uma contribuição para desmascarar as vergonhosas manobras de branqueamento a que a TV do "serviço público"  se tem dedicado. 

[Salazar e a Poesia - II]

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

O VELHO ABUTRE


O velho abutre é sábio e alisa as suas penas
A podridão lhe agrada e seus discursos
Têm o dom de tornar as almas mais pequenas

(de Livro Sexto, 1962)

      

emgestaocorrente às 22:38

Março 26 2007

                  

(nestes tempos em que parece que a TV pública(!) aposta em baralharar os mais novos e recuperar (branqueando!) um passado doloroso  e vergonhoso para o povo português, retomo este poema de Manuel Alegre , para que ninguém se esqueça  da fome, do analfabetismo, das prisões politicas, da fuga à guerra colonial, da emigação ilegal massiva (1 milhão de emigrantes ilegais no inicio dos anos 70), fosse por motivos económicos fosse por motivos politicos )

         

              

Solitário

por entre a gente eu vi o meu país.

Era um perfil

de sal

e abril.

Era um puro país azul e proletário.

Anónimo passava. E era Portugal

que passava por entre a gente e solitário

nas ruas de Paris.

     

Vi minha pátria derramada

na Gare de Austerlitz. Eram cestos

e cestos pelo chão. Pedaços

do meu país.

Restos.

Braços.

Minha pátria sem nada

despejada nas ruas de Paris.

     

E o trigo?

E o mar?

Foi a terra que não te quiz

ou alguém que roubou as flores de abril?

Solitário por entre a gente caminhei contigo

os olhos longe como o trigo e o mar.

Éramos cem duzentos mil?

E caminhávamos. Braços e mãos para alugar

meu Portugal nas ruas de Paris.

      

Manuel Alegre

    

 


 

emgestaocorrente às 19:28

Março 26 2007

              

      Parece que Portugal vai ter que gastar alguns milhares de milhões de € num novo aeroporto.

      3 mil milhões dizem; mas como estamos habituados a que as obras do Estado multipliquem os custos previstos, não custa a acreditar que chegue aos 6 ou 9 mil milhões!

      Não contesto a necessidade de um novo aeroporto (faltam-me conhecimentos), mas de tudo o que se lê e ouve das várias partes intervenientes, parece ( a um leigo na matéria como eu) que a Ota será:

  • a solução mais cara,
  • a solução técnicamente mais dificil,
  • a solução menos duradoura no futuro,
  • a solução em que as condições de aterragem serão as mais dificeis e perigosas,
  • a solução que, à partida, reune mais condições para derrapagens orçamentais
  • e aquela que não condiz com a opção sul (via Badajoz) do traçado do TGV eixo de transportes que devia, obviamente, estar articulado com o novo aeroporto.

      Assim sendo porquê a teimosia do governo, especialmente do 1º ministro?

      E o que levou o ministro Mário Lino a mentir em público e em directo, na SIC, negando a existência do rela tório da NAV (empresa pública de gestão do tráfego aéreo), altamente desfavorável à Ota?

      Será que o ministro pensa que Portugal é a "Pátria do Sol Nascente", onde os seus, até há pouco, camaradas podem riscar com o lápis vermelho da censura de "esquerda" tudo o que não lhes dá geito?

      É que até propagandistas tão zelosos e eficientes do governo como Jorge Coelho e António Vitorino mostram incomodidade com a situação e levantam dúvidas sobre a bondade da opção pela Ota!

                     

 


 


Março 26 2007

             

             12

           

      Era uma vez duas serpentes que não gostavam uma da outra. Um dia encontraram-se num caminho muito estreito e como não gostavam uma da outra devoraram-se mutuamente. Quando cada uma devorou a outra não ficou nada. Esta história tradicional demonstra que se deve amar o próximo ou então ter muito cuidado com o que se come.

                                  

Ana Hatherly

       


emgestaocorrente às 18:07

Março 26 2007

                                

                

            

 


 

 

 

emgestaocorrente às 18:00

Março 26 2007

    

      Talvez pela falta de consistência politica dos primeiros ministros que se seguiram à fuga de António Guterres (Durão Barroso e José Sócrates; o intervalo Chapitôo - sem ofensa para a Tété- entre os dois não conta) as figuras tutelares governamentais têm sido os Ministros das Finanças: Manuela Ferreira Leite e Teixeira dos Santos.

      Teixeira dos Santos contando com um estado de espirito nacional já anteriormente preparado para a contenção orçamental e com um Presidente da República cooperante e com as mesmas ideias sobre o déficite (longe vai o tempo em que havia mais vida para além do deficite!) pôde ir incomparavelmente mais longe do que Manuela Ferreira Leite.

      É de saudar a descida do déficite do Orçamento do Estado para 3,9% do PIB em 2006 (abaixo de todas as previsões e abaixo do Pacto com a UE), mas não nos podemos esquecer que esta descida foi feita , essencialente, à custa da subida na arrecadação de impostos (por aumento de eficiência da cobrança mas, também, por aumento da carga fiscal) e da descida brutal do investimento público (ver post de 21.03.2007 - Portugal no seu pior (9)).

      O grande problema é que o "monstro" está praticamente intacto e a despesa corrente primária do Estado  não baixou.

   


 

     


Março 26 2007

         

      Paulo Portas, o trauliteiro da comunicação social nos anos 80/90, após um estágio de intenso populismo por mercados e feiras, chegou (graças à fuga do Eng.º Guterres do pântano que ele próprio tinha criado) a ministro, e logo da defesa!

      Indispensável ao Dr. Barroso para formar governo, tornou-se europeísta, transferiu-se das feiras para as discotecas mais in , vestiu-se à Lord (com fatos às risquinhas e gravatas inglesas), compôs pose de estado e tentou ganhar a credibilidade que nunca tinha tido.

      Beneficiando do desastre que foi a actuação do sucessor do Dr. Barroso, chegou mesmo a ser uma das figuras de referência desse governo.

      Com o desastre eleitoral que se seguiu, fez uma declaração de retirada das lides partidárias activas e, com alguma pompa e circunstância, anunciou uma licença sabática nos USA para inicio de uma promissora carreira académica, para a qual não faltavam convites das mais prestigiadas instituições americanas!

      Claro que ficou por cá, ocupando o seu lugar de deputado e  iniciando uma discreta carreira de comentador politico numa tribuna televisiva quinzenal, generosamente colocada à sua disposição pela SIC.

      Nessa tribuna adoptou um estilo bem comportado, passível de ser aproveitado por um PS ou um PSD que, no futuro, viesse a necessitar dos seus votos para se manter ou ascender ao poder.

      Paralelamente, manobrava, na sombra,  o grupo parlamentar composto na sua quase totalidade de fieis seguidores.

      Estando

  • o Eng.º (?) Sócrates com uma confortável maioria absoluta e o PS calado e caninamente domesticado,
  • o Presidente da República entretido numa diligente cooperação estratégica com o 1º Ministro,
  • o PSD numa bocejante hibernação oposicionista, apenas interrompida de vez em quando por um qualquer figurante que, inexplicavelmente, mostra interesse em substituir o Dr. Mendes,
  • e sendo quase certo que, neste quadro, é previsível que Sócrates renove a maioria absoluta daqui a 2 anos e meio,

o que terá levado o Dr. Portas a subitamente estalar o verniz e mostrar-se como é (um trauliteiro sem princípios nem educação, um corsário que não olha a meios para atingir os seus fins)?

     


 


Março 26 2007

                   

      O que se tem passado na chamada "Universidade" Independente ultrapassa a imaginação de qualquer argumentista de filmes de gangsters , série B , na Chicago de Al Capone .

      As invasões por grupos de cadastrados eufemisticamente designados como "seguranças"), a soldo das várias facções, sucedem-se e nunca se sabe quem ocupa, a cada momento, a direcção da instituição.

      Presentemente já nem se sabe quem detém a propriedade das acções daquele estabelecimento.

      A "justiça" portuguesa ajuda à festa e se um tribunal entrega a direcção a um dos figurantes, logo outro tribunal o manda prender.

       Enquanto, interminavelmente, vão decorrendo estas cenas vergonhosas e indecorosas, muitas centenas de estudantes (e de famílias ) vão pagando propinas, sem aulas, sem exames e, provavelmente , sem futuro.

      Entretanto, pasme-se!, o Ministro do Ensino Superior (o inefável Mariano Gago) assobia para o lado, desaparece (como faz, aliás, uma boa parte dos governantes sempre que há problemas) e, ao fim de duas semanas de sucessivos escândalos , declara com ar seráfico, à SIC, que falará quando considerar oportuno!

      E se tudo isto acontece quando os mais credíveis órgãos de comunicação social publicam documentos que indiciam falsas habilitações literárias do 1º Ministro, com a provável conivência daquela "Universidade", como não inferir que a inacção do governo tem algo a ver com este facto?

       


 


Março 22 2007

 

 

Carlos Carreiro

Almada visita o Banho Turco de Pomar

acrilici s/ tela, 75x93, 2002

         

 


 

emgestaocorrente às 13:50

Março 22 2007

 

 

O Rio Douro entre Freixo de Espada-À-Cinta e a barragem de Aldeavilla

(Parque Natural - santuário de aves)

 


 

 

emgestaocorrente às 12:48

Março 21 2007

            

Amor é um fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói, e não se sente;

é um contentamento descontente,

é dor que desatina sem doer.

            

É um querer mais que bem querer;

é um andar solitário entre a gente;

é nunca contentar-se de contente;

é um cuidar que ganha em se perder.

        

É querer estar preso por vontade;

é servir a quem vence, o vencedor;

é ter com quem nos mata, lealdade.

    

Mas como causar pode seu favor

nos corações humanos amizade,

se tão contrário a si é o mesmo Amor?

     

Luis de Camões

    

 

 



Março 21 2007

          

                                

               

 


 

emgestaocorrente às 19:00

Março 21 2007

           

      O Diário Económico de hoje, com este título, noticia que o investimento público em 2006 decresceu 155 em relação ao ano interior.

      Descontando o efeito inflação, este corte no investimento público só é comparável aos ocorridos em 1983 e 1984, período de crise económica e de grande instabilidade politica.

      Recorde-se que essa crise originou as condições favoráveis à 1ª vitória eleitoral de Cavaco Silva, à frente do PSD, em 1985.

      Em 2006, o investimento público foi de 3.558 M de € (4.183 em 2005) ou seja 2,3% do PIB português, o valor mais baixo em 30 anos e, pela 1ª vez, inferior à média da UE.

      Mesmo assim, o governo insiste nas megalomanias das Otas e dos TGVs.

     

 


emgestaocorrente às 18:36

Março 20 2007

 

 

 


 

 

emgestaocorrente às 13:25

Março 20 2007

                 

      O Diário Digital de hoje, citando o Infarmed , noticia que, em 2006, os portugueses consumiram 20 milhões de embalagens, no valor de 82 milhões de €, de ansiolíticos , sedativos e hipnóticos.

      Com o actual estado do país (desemprego galopante - quem se lembra dos 150 mil novos empregos do Eng.º (?) Sócrates?, diminuição dos salários reais, retrocessos e incerteza sobre a sustentabilidade das reformas e da segurança social em geral , desindustrialização acelerada do país por deslocalização das empresas (estrangeiras e portuguesas!), diminuição acelerada dos cuidados de saúde e insegurança de pessoas e bens a um nível inimaginável há poucos anos, compreende-se o uso e abuso de ansiolíticos e, até, antidepressivos.

      Mas sedativos e hipnóticos? Então os portugueses já não vêem o "Prós e Prós" (acertada designação de Pacheco Pereira (www.abrupto.blogspot.com) antes de irem para a cama?

 

     

 



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