Em gestão corrente ...como o País...

Dezembro 03 2008

   

Cantiga

    

Deixa-te estar na minha vida

Como um navio sobre o mar.

  

Se o vento sopra e rasga as velas

E a noite é gélida e comprida

E a voz ecoa das procelas,

Deixa-te estar na minha vida.

    

Se erguem as ondas mãos de espuma

Aos céus, em cólera incontida,

E o ar se tolda e cresce a bruma,

Deixa-te estar na minha vida.

  

À praia, um dia, erma e esquecida,

Hei, com amor, de te levar.

Deixa-te estar na minha vida.

Como um navio sobre o mar.

   

Cabral do Nascimento, in

"366 poemas que falam de amor", antologia de Vasco Graça Moura,

Quetzal Ed., Lisboa, 2003

    


 


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