Em gestão corrente ...como o País...

Novembro 30 2008

  

Soneto de amor

   

Não me peças palavras, nem baladas,

Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,

Deixa cair as pálpebras pesadas,

E entre os seios me apertes sem receio.

   

Na tua boca sob a minha, ao meio,

Nossas línguas se busquem, desvairadas...

E que os meus flancos nus vibrem no enleio

Das tuas pernas ágeis e delgadas.

  

E em duas bocas uma língua..., - unidos,

Nós trocaremos beijos e gemidos,

Sentindo o nosso sangue misturar-se.

  

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!

Enterra-os bem nos meus; não digas nada...

Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

          

      

José Régio, in

"Eros de passagem", Poesia Erótica Contemporânea,

selecção de Eugénio de Andrade, Campo das Letras, Porto, 1997

     


 

emgestaocorrente às 14:03

um belo poema do José Régio. Erorismo, sensualidade, amor , abundam.Boa escolha.cinco pontos.
Peter a 30 de Novembro de 2008 às 15:31

Obrigado Peter!
emgestaocorrente a 30 de Novembro de 2008 às 18:58

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