Em gestão corrente ...como o País...

Novembro 27 2008

  

Amor, é um arder, que se não sente

  

Amor,é um arder, que se não sente;

É ferida que dói, e não tem cura;

É febre, que no peito faz secura;

É mal, que as forças tira de repente.

 

É fogo, que consome ocultamente;

É dor, que mortifica a Criatura;

É ânsia a mais cruel, e a mais impura;

E frágua, que devora o fogo ardente.

  

É um triste penar entre lamentos;

É um não acabar sempre penando;

É um andar metido em mil tormentos.

   

É suspiros lançar de quando, em quando;

E quem me causa eternos sentimentos;

É qum me mata, e vida me está dando.

   

Abade de Jazente, in

"366 poemas que falam de amor", antologia de Vasco Graça Moura,

Quetzal Ed., Lisboa 2004

    


 

emgestaocorrente às 22:10

um belo poema , sem dúvida, inspirado no maior. Ciao.
Peter a 28 de Novembro de 2008 às 13:34

Caro Peter:

Este poema do Abade de Jazente é uma glosa de um outro de Luís de Camões.
Ambos são muito bons.
Um abraço

pois é o que eu digo quando me refiro ao maior.
Peter a 28 de Novembro de 2008 às 17:17

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