Em gestão corrente ...como o País...

Novembro 11 2008

  

Teatro dos dias

    

   

Ninguém cheira melhor

nestes dias

do que a terra molhada: é outono.

Talvez por isso a luz,

como quem gosta de falar

da sua vida, se demora à porta,

ou então passa as tardes à janela

confundindo o crepúsculo

com as ruínas

de cal mordidas pelas silvas.

Quando se vai embora o pano desce

rapidamente.

  

 

Eugénio de Andrade, in

"Ofício de paciência", 1994

    


 

emgestaocorrente às 21:59

Gosto imenso da poesia de Eugenio de Andrade e gosto muito tb deste poema.
Zica Caldeira Cabral a 15 de Novembro de 2008 às 15:20

A sua visita ao meu blogue desvaneceu-me.
Em primeiro lugar por se tratar de uma portuguesa a viver em Inglaterra e que, nos poucos dias de férias que passa em Portugal, descobre o meu modesto blogue e se dá ao trabalho de o comentar.
Em segundo lugar por se tratar da filha do fundador da arquitectura paisagística em Portugal. Embora não conheça profundamente a obra do seu pai (não sou do métier , sou médico) a sua memória merece-me o mais profundo respeito e admiração.
Em terceiro lugar por ser irmã de Pedro Caldeira Cabral, um músico que admiro há já dezenas de anos e de quem possuo toda a discografia editada.
Comungamos o gosto pela poesia de Eugénio de Andrade (meu autor de cabeceira) e de quem tenho publicado (e continuarei a publicar muitos e bons poemas.
Obrigado e espero continuar a merecer a sua visita.
Cordiais saudações
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A sua visita ao meu blogue desvaneceu-me. <BR>Em primeiro lugar por se tratar de uma portuguesa a viver em Inglaterra e que, nos poucos dias de férias que passa em Portugal, descobre o meu modesto blogue e se dá ao trabalho de o comentar. <BR>Em segundo lugar por se tratar da filha do fundador da arquitectura paisagística em Portugal. Embora não conheça profundamente a obra do seu pai (não sou do métier , sou médico) a sua memória merece-me o mais profundo respeito e admiração. <BR>Em terceiro lugar por ser irmã de Pedro Caldeira Cabral, um músico que admiro há já dezenas de anos e de quem possuo toda a discografia editada. <BR>Comungamos o gosto pela poesia de Eugénio de Andrade (meu autor de cabeceira) e de quem tenho publicado (e continuarei a publicar muitos e bons poemas. <BR>Obrigado e espero continuar a merecer a sua visita. <BR>Cordiais saudações <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Antonio</A> Ventura
emgestaocorrente a 15 de Novembro de 2008 às 16:27

Acertou em tudo só se enganou numa coisa. Infelizmente já não estou em Portugal. Já regressei a casa. Foram curtas mas boas as ferias e ainda tenho montões de fotografias dos passeios que dei, para pôr no meu blog. Descobri o seu blog porque andava à cata de Poesia de Luis Pignatelli de que gosto muito. Depois segui para o Eugénio de Andrade que tb gosto imenso. Aliás eu adoro poesia desde Camões à Sofia de Mello Breyner passando por todos os outros. Se os nomeasse a todos não haveria espaço. Vejo que deve ter ído ao meu blog "Palavras" porque se informou de quem ra o meu Pai e, claro, o meu irmão gemeo é sobejamente conhecido.
Eu tb sou musica mas muito low profile. Nunca gostei de me mostrar demasiado e, confesso que, embora tenha feito muitos espectaculos e cantado durante muitos anos nunca me senti à vontade perante um publico nem que sejam 2 pessoas. Feitios!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas adoro musica (sobretudo musica classica mas não só) e o talento natural da familia tb se fez sentir.
Apareça lá mais vezes e veja os post anteriores. Talvez goste (ou talvez não)......................
um abraço
Zica
Zica Caldeira Cabral a 15 de Novembro de 2008 às 17:08

Luis Pignatelli é do meu tempo em Coimbra, embora mais velho que eu.
Lembro-me bem dele, sempre sentado no canto esquerdo da Brasileira de Coimbra, no grupo do pai do Rui Pato e outros mais ligados ao PCP (anos 60).
Eu era então um liceal mas já ligado ao grupo da Vértice, onde pontificava Joaquim Namorado, que ocupava a parte da frente da Brasileira.
São dele as letras de algumas baladas do Zeca Afonso e algumas extraordinárias canções do Vitorino (inicio dos anos 70), já depois de se mudar para Lisboa.
Aliás nesses primeiros LPs do Vitorino, colaborou o seu irmão Pedro.
Outros tempos, boas recordaçõs...
Um abraço fraternal do
Ant´nio Ventura

Eu só recentemente conheci os poemas do Luís Pignatelli. Encontrei-os por acaso e adorei. Depois fui pesquisar mais sobre ele, encontrei mais poemas mas nada sobre a pessoa em si. Nem sabia se era contemporaneo ou não. Aliás o nome chamou-me a atenção porque o meu primeiro namorado ( e a grande paixão da minha vida - dizem que não há amor como o primeiro, não é?) foi um Pignatelli, o Jaime Jose. Tb andou em Coimbra e deve ser mais ou menos da sua idade. Acho que tb é de Maio de 47. Dele tenho montões de poemas lindos que me escreveu nos 2 anos que namoramos. Deve ser primo do Luis Pignatelli e o talento é de familia.
Quanto à participação do meu irmão nos discos do Vitorino, ainda me lembro de o ver em casa do Pedro que era no andar ao lado do meu. Como bons gemeos vivemos durante quase 20 anos no mesmo predio e no mesmo andar......ele no dto e eu no esq. E os miudos dele passavam a vida lá em casa sobretudo o mais velho (o Simão) que toda a gente de Sto Amaro pensava que era meu filho.
Um abraço
Zica

Minha Cara Zica:

O Luís Pignatelli não poderia ser parente do seu antigo e poético namorado Jaime José, pela simples razão do Luís se chamar Andrade - Pignatelli era um pseudónimo!
Aliás se for verificar a autoria de algumas baladas do Zeca e do 1º Vitorino, encontra o nome de Luís Andrad e não . Pignatelli.
Existe um livro (editado pela "& etc", em 1999) que recolhe, embora parcialmente, a poesia do LP (ou LA) sob o nome de "Obra poética", nde consta uma pequena biografia e alguns desenhos do poeta.
O Luís, em Coimbra, tinha ligações ao PC e ao neo-realismo, em Lisboa ligou-se aos grpos surrealistas e teve uma pasagem pela poesia experimental do EMMelo e Castro, pai da Géninha.
Sempre à espera das suas notícias, embora lento a responder!, apresento as minhas mais cordiais saudações.
António Ventura.

ah assim se explica que eu nunca tenha ouvido falar dele. ALias tb nunca tinha feito essa ligacao entre o poeta que escrevia as letras do Zeca e um Luis Pignatelli. Como lhe disse anteriormente, so recentemente tive conhecimento. Como gostei fui a procura mas nao encontrei grande coisa acerca da pessoa em si.
Peco desculpa por nao haver cedilhas nem acentos mas este teclado e ingles.....e os subditos de s Magestade nao usam estas coisas.
Esta frio aqui ( nao tanto como em Portugal, segundo me consta mas, esta frio e eu detesto o frio. Tenho vontade de fazer como os ursos...hibernar. Mas a maldita "civilizacao" nao me deixa...................
Um abraco
Zica
zicacabral a 6 de Dezembro de 2008 às 15:39

A hibernar está este país com o desemprego a subir em flecha, o poder de compra num precipício, o governo autoritário como não se via há 34 anos, o medo a renascer, o descontentamento ao rubro e as alternativas na gaveta!
Haja Deus!
Um abraço.
António Ventura

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