Em gestão corrente ...como o País...

Outubro 29 2008

     

De volta ao "Corte na aldeia", com todo o gosto e a devida vénia:

         

Era chama de queimar

   

 

 

 

 

Seus olhos – se eu sei pintar
   O que os meus olhos cegou –
   Não tinham luz de brilhar,
   Era chama de queimar;
   E o fogo que a ateou
   Vivaz, eterno, divino,
   Como facho do Destino.
   Divino, eterno! – e suave
   Ao mesmo tempo: mas grave
   E de tão fatal poder,
   Que, um só momento que a vi,
   Queimar toda alma senti...
   Nem ficou mais de meu ser,
   Senão a cinza em que ardi.


Almeida Garrett


pindaro      
# posted by cortenaaldeia @ 10/29/2008 01:29:00 PM 0 comments

   


 

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