Em gestão corrente ...como o País...

Agosto 29 2008

   

   João Gonçalves publicou estes 2 posts no "Portugal dos pequeninos

"O QUE É QUE SENTIU?"

 

O senhor conselheiro Pinto Monteiro anunciou a criação de umas "unidades especiais" dentro de quatro DIAP's, salvo erro, para "combater" a criminalidade violenta. O senhor dr. Rui Pereira, o MAI, anunciou uma alteração à chamada "lei das armas" no sentido de "facilitar" a detenção, seguida de prisão preventiva, dos malandrins apanhados em delitos com recurso a armas de fogo. Estes melancólicos gestos burocráticos raramente resolvem alguma coisa. A PGR habituou-se a "responder" aos apertos com papéis e "grupos de trabalho". E o governo legisla sempre mais um bocadinho. Não é por acaso que, ao perguntarem na televisão a um cidadão de Odivelas "o que é que sentiu" quando teve uma pistola apontada à pinha num café perto de casa, ele tenha respondido que só lhe ocorreram duas "ideias". A primeira, que dava jeito haver polícias por perto. A segunda, porventura consequência da primeira, a pena que sentiu por não ter uma arma na mão como o assaltante. É aquela coisa chata da vida ser sempre mais rica do que a nossa imaginação. A nossa, a do PGR ou a de um ministro.
 

ENCARNAÇÕES

 
A propósito disto, só queria recordar ao Eduardo duas coisas. O PS, na encarnação Guterres e quando Costa, o actual e irrelevante presidente da CML, era ministro da Justiça, "reformou" o processo penal no sentido de agravar as medidas de coacção. As cadeias encheram-se a seguir de presos preventivos desde - ironias do destino - deputados da nação até vulgares ladrões de bicicletas. Na dúvida, prisão preventiva. O PS, na encarnação Sócrates e com outro Costa na Justiça, voltou a "reformar" o processo penal para o "aliviar" da "dureza" da medida máxima de coacção. O resultado imediato foi a soltura de muitos presos preventivos, rapaziada que, de certeza, é mais dada a entrar numa gasolineira aos tiros do que nas "novas oportunidades". O problema é dos criminosos, de quem aplica a lei ou de quem, consoante a "encarnação" e os "tempos", a faz e desfaz?
 

    

   Resta-me acrescentar que face à onda de banditismo e de violência que tem assolado o país de lés a lés, transformando Portugal de brandos costumes numa Chicago dos anos 30, o governo manteve prudente silêncio, mandando alguns funcionários superiores afirmarem, para as televisões que a criminalidade estava a diminuir...!!!

   Bastou o Presidente Cavaco Silva afirmar que a situação era alarmante para, de um dia para o outro, os mesmos zelosos e reverentes boys ao serviço do governo do PS, desdizerem-se e reconhecerem que afinal o número de crmes violentos estava a aumentar.

   Até o cromo do Pereira, ministro de qualquer coisa, sentiu necessidade de falar e mandou a RTP 1 entrevistá-lo.

   Valha-nos Deus (e o Presidente da República...)

     


 


Em 2 de Setembro de 2008 altera-se a moldura penal da "violência doméstica" de modo a incluí-la na prisão preventiva. É só para desviar a atenção dos cidadãos?

Agora, quando este país está "a ferro e fogo" sob a mira do ataque de violentos "gangs", que estão dispostos a tudo para conseguir os seus gananciosos intentos de obter dinheiro fácil, é a altura de voltarmos a lembrar o drama da violência doméstica. Ela existe e continuará a existir sempre mas nada tem a ver com o que foi no passado ou existe noutros países.

Os amantes das estatísticas gostam muito de comparar realidades entre os diversos países. Será que são capazes de comparar o que se passa em Portugal com o resto do mundo? ou com o que se passava há 30 anos?

Em Portugal, frequentemente são postos em liberdade, a aguardar julgamento, assaltantes violentos, traficantes de droga, de armas e até assassinos, colocando em risco vítimas e testemunhas. Será agora, neste preciso momento, a altura mais correcta para se pensar no problema da violência doméstica e até de se aventar a hipótese de por sempre em prisão preventiva todos os homens ACUSADOS dela? Coloquei em maiúsculas "ACUSADOS" porque até ao final do julgamento também tem direito à presunção de inocência; ou não? A inovação não podeá até levar a esquemas perversos para por fora de casa um qualquer companheiro que se queira por fora de casa. E depois mesmo que não se prove nada como já está fora de casa...

Também não se percebe como são agora referidos crimes de violência entre namorados como sendo violência doméstica quando ambos têm domicílios diferentes. Será para aumentar os números da estatística?

Zé da Burra o Alentejano

Zé da Burra o Alentejano a 2 de Setembro de 2008 às 11:12

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