Em gestão corrente ...como o País...

Maio 15 2008

 

COMPANHEIRA

Letra, música e voz de PEDRO BARROSO

(para ouvir a música, clique no botão Play)   

      

  

Deixei pousar minha boca em tua fronte

toquei-te a pele como se fosses água

escorreguei em teu ventre como o vento

e atravessei-te em mim como se fosse farpa

     

Deixei crescer esta vontade devagar

deixei crescer no peito um infinito

ai eu morri de morte lenta no desejo

em cada beijo abafei um grito

  

Quando desfolho o livro velho da memória

sinto que o tempo passado à tua beira

é um espaço bom que há na minha história

e foi bonito ter dito companheira

          

Inventei mil paisagens no teu peito

e rebentei de loucura e fantasia

quando me olhavas devagar com esse geito

eu descobri tanta coisa que não via

    

Havia em ti uma forma grande de incerteza

que conseguias converter em alegria

havia em ti um mar salgado de beleza

que me faz sentir saudades em cada dia

    

Quando desfolho o livro velho da memória

sinto que o tempo passado à tua beira

é um espaço bom que há na minha história

e foi bonito ter dito companheira

                                          

                      

      

Foto de Pedro Barroso


 

 

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