Em gestão corrente ...como o País...

Maio 09 2008

       

   A PJ era uma policia com prestigio e credibilidade, mesmo durante a ditadura salazarista.

   Mantinha-se afastada da "politica", era estável e discreta e, normalmente, resolvia os casos criminais com rapidez.

   Hoje temos uma policia instável, que muda constantemente de direcção (6 Directores em 10 anos - nenhum deles completou o mandato!!!), que ao fim de 1 ano de desaparecimento da pequena Madie não faz a mínima ideia do que lhe aconteceu (a policia espanhola encontrou a pequena Mariluz, no fundo do mar, em pouco mais de 1 mês) e que parece estar completamente politizada e, pior, ao serviço de estratégias partidárias (Casa Pia e não só).

   Por outro lado, a "Justiça", que tem dominado a PJ (os seus dirigentes máximos têm sido magistrados), desde que foi ocupada pelos inúmeros "laborinhos" que por aí pululam, dedica-se preferencialmente a julgar velhinhas acusadas de furtos nos Lidl no valor de 1 ou 2 €, a sistematicamente deixar prescrever as grandes fraudes (Partex, UGT) e a proferir sentenças em que condenam pessoas por se presumir que tenham praticado determinado acto, numa data desconhecida mas que se presume ter ocorrido entre ... e ... (vários anos atirados ao acaso), presumindo-se um valor entre ... e ... (mais números atirados ao acaso!) - juro que já li sentenças assim redigidas e confirmadas pela Relação e pelo Supremo!!! Provas? Para quê? Presume-se e atira-se para a cadeia!!!

   Publicam-se, a seguir e com a devida vénia, 2 post do "Blasfémias" sobre a "Justiça" portuguesa.

       

A propósito do resto do país de que fala o CAA

Publicado por helenafmatos em 8 Maio, 2008

Algo mais poderia ter sido feito a este nível” – lê-se, segundo o “Correio da Manhã”, no acórdão da Relação de Lisboa que anulou a pena de 25 anos de prisão a que fora condenado Franquelim Lobo. O caso deste homem que nos foi apresentado como o maior traficante de droga português é exemplar de como (não) se acusa, (não) se condena e (não) se absolve em Portugal. O primeiro julgamento, aquele em que Franquelim foi condenado a 25 anos de prisão, foi anulado porque a acusação fundamentava-se em escutas que afinal seriam ilegais. Na repetição do julgamento a prova baseou-se no depoimento dum ex-cúmplice que se terá provado ter prestado falsas declarações. A outra prova era um telemóvel que se demonstrou estar desactivado à altura dos factos: “Nem sequer se fez um despiste do contacto telefónico, para saber da utilização do mesmo.” - concluem os juízes da Relação. E os portugueses podem concluir o quê? Que um criminoso pode agradecer a erros vários da acusação o ser ilibado ou que um inocente pode ser acusado de crimes gravíssimos com base em provas como um telemóvel que nem sequer se verificou se estava activado em deteminada data? E no fim, perante tanta inoperância, tudo se resume a um “Algo mais poderia ter sido feito a este nível”? Todos os dias em Portugal se criticam os serviços de saúde e o ensino público. É certo que o primeiro gere mal e o segundo apresenta maus resultados. Mas nada desses erros se assemelham ao falhanço clamoroso que actualmente se regista na investigação criminal e na Justiça. A “este nível” está perigosamente a perder-se a noção da realidade.

*PÚBLICO, 6 de Maio

Publicado em Geral | 36 Comentários »

      

Como o resto do País *

Publicado por CAA em 8 Maio, 2008

Quando fui advogado surpreendi-me com o modo primitivo como se fazia a investigação criminal em Portugal. Garantem-me que agora é muito pior. As condições de trabalho das polícias (todas) estão ao nível da indigência. Mas o pior é a desmotivação de quem está no terreno. Falar com um agente da PJ, hoje em dia, é uma experiência psicológica ainda mais aflitiva do que ouvir as histórias de professores em escolas problemáticas.
Claro que a culpa não é de Alípio Ribeiro. Nem deste ministro. Como sempre, entre nós, ela distribui-se por todos os vivos e os mortos – preferencialmente, estes últimos – sob a égide do princípio geral da irresponsabilidade pública.
Alípio Ribeiro voltou a falar de mais. Foi tão desastrado que ficou claro que a sua intenção era sair. Tal como tantos outros. Fugir dali para fora: esse é o elemento comum entre o topo e a base da PJ.

* Correio da Manhã, 7.V.2008

Publicado em Portugal | 8 Comentários »

                  


 

 

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