Em gestão corrente ...como o País...

Janeiro 30 2008

       

Um grande poema de António José Forte,

uma grande canção de Vitorino

    (para ouvir clique no botão Play)

    

   

    

Poema

   

Alguma coisa onde tu parada

fosses depois das lágrimas uma ilha

e eu chegasse para dizer-te adeus

de repente na curva duma estrada

 

alguma coisa onde a tua mão

escrevesse cartas para chover

e eu partisse a fumar

e o fumo fosse para se ler

 

alguma coisa onde tu ao norte

beijasses nos olhos os navios

e eu rasgasse o teu retrato

para vê-lo passar na direcção dos rios

    

alguma coisa onde tu corresses

numa rua com portas para o mar

e eu morresse

para ouvir-te sonhar

    

António José Forte

Vitorino

emgestaocorrente às 21:57

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