Em gestão corrente ...como o País...

Janeiro 12 2008

                                 

                                  

    Francisco José Viegas, no seu blogue "A origem das espécies" publicou, ontem, um excelente post que mostra a vigarice politica e a fraude educacional que constitui o programa governamental das novas oportunidades.

   Com a devida vénia, publica-se esse post .

||| Novas oportunidades.

Novas oportunidades validadas por Roberto Carneiro; vai ser este o sentido da avaliação prometida. Roberto Carneiro foi o ministro que começou a tratar os alunos por aprendentes, o que teve consequências ainda mais nefastas do que se previa. O país dos aprendentes, da novilíngua, da nivelação por baixo, está para durar. Mas permitam-me que cite um depoimento (anónimo) à notícia do Público. Vale a pena:

«Como professora/formadora a trabalhar em Centro de Novas Oportunidades numa escola pública, posso afiançar que o facilitismo está presente nas nossas reuniões de validação. Não acrescentamos nenhuma aprendizagem ou ensinamento aos adultos que se pretendem certificar. Nunca lhes ministrei uma única aula... Ainda esta semana uma colega nossa, com base num trabalho escrito pelo adulto em processo (2 páginas A4 com uma reflexão sobre a aplicação das novas tecnologias) conseguiu validar 5 das 28 competências que o adulto precisa para ser certificado (ganhar?) o 12º ano, entre outras razões porque descreve que sabe mandar mails, usar o telemóvel e ler instruções do gravador de CDs...A mediadora /avaliadora achou correcto (eu e outras que ainda têm consciência nada pudemos obstar!) Será preciso dizer mais?»


Um outro comentário à mesma notícia:

 

 

 


«Mesmo que conceptualmente o programa Novas Oportunidades não tenha o carácter facilitista a que se está a assistir, a pressão que o governo coloca aos CNO (Centros Novas Oportunidades) com as metas só pode levar a isso. Quem não atingir as metas, perfeitamente loucas e irracionais, não tem futuro. Os horários dos profissionais RVCC (Reconhecimento, Certificação e Validação de Competências) é desumano só em nome das ditas metas. Estatística! A qualidade não interessa. Como vamos continuar a ter alunos no Secundário regular a estudar e a trabalhar com empenho se é tão mais fácil reprovar e obter certificação via CNOs? É o desprestígio total para os docentes e os alunos das turmas do ensino regular. Não interessa quem faz os dossiers; apresenta-se, entrega-se e estamos certificados. Simplex em acção.»


Aí está. O mundo dos aprendentes veio para ficar. Espero, sinceramente, mas com muitas dúvidas, que Roberto Carneiro tenha a presciência (eu gosto da palavra) de denunciar estas inanidades.

   


 


Sr. Dr. deverá agora consultar este blog
http://www.intimidadesalentejanas.blogspot.com/
elena a 13 de Janeiro de 2008 às 17:53

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